sábado, março 08, 2014

Ciao!!!



Falei sobre este livro no empolgado lançamentos de Fevereiro da Harlequin Brasil, afinal de contas ele é sequência de Noiva da Traição. E vocês sabem que tenho um sensor aranha para continuações, não perderia essa, né?

Lições de Sedução – Blythe Gifford – Harlequin Históricos 141
(In the master’s bad – 2009 – Harlequin Historicals)
Personagens: Jane e Duncan

Vivendo um momento de muita pressão e muita confusão, Jane fugiu de casa, disposta a ter a liberdade que era concedida apenas aos homens. Por isso, viajou disfarçada e conheceu um menestrel que aceitou levar “little John” para Cambridge. O caminho deles cruza novamente quando tudo parecia dar errado para Jane e ela aceita a ajuda dele, que era um mestre e aceitou “little John” como pupilo. Mas ser um homem pode não trazer a paz que Jane esperava ter e a mentira poderia colocar a todos em risco.

Comentários:

- Livros com mulheres que se passam por homens estão entre as minhas leituras favoritas. Só para citar dois que adoro – e que são clássicos e leituras obrigatórias: Mel do Pecado; Flor do pântano e dois que preciso dar a eles posts mais detalhados O sol dos amantes (mencionado neste post) e Sob o signo da paixão. Ou seja, quando peguei Lições de Sedução, tinha essas histórias em mente (especialmente as duas primeiras, que considero primorosas) e o livro se manteve a altura de comparação tão pesada.

- Jane não consegue lidar com o “ser mulher”, porque teve uma criação mais livre e interessadas em atividades não permitidas às mulheres na época, como estudar. Confrontada com um dos momentos máximos da feminilidade – agravado com a iminente chegada de um possível pretendente, ela se assusta e foge da casa onde morava com o cunhado, a irmã e a mãe. Ela tem a esperteza de se disfarçar e some sem deixar vestígios, com a meta de ir para Cambridge, onde um garoto poderia estudar e realizar o sonho de ser escrivão do rei. Na estrada, encontra Duncan, um viajante que vinha do Norte com o mesmo destino que ela e a missão de falar com o rei para interceder pelas famílias e soldados que enfrentavam os escoceses na fronteira. E ele pensa que ela é um rapaz e a ajuda. Quando chegam à cidade, eles se separam porque Jane – que ele pensa ser “little John”, órfão de 15 anos que queria estudar – se recusa a ser ajudada. Só que nada funciona como ela imagina, os caminhos dele se cruzam de novo, ela descobre que Duncan é um mestre e ele a aceita como discípulo.

- Neste caminho, Jane percebe coisas no “mundo dos homens” que a deixam chocada e enojada – desde comportamento à forma como eles viam e analisavam as mulheres (nem preciso dizer que muito do que é dito nestes diálogos do século 13 ainda é falado hoje com naturalidade por muita gente, inclusive mulheres). E isso só complica a situação dela, que é aceita porque é “little John” (aparência) não por quem é (Jane). Aliás, a mera revelação de sua verdadeira identidade seria uma confusão tão grande para quem a ajudou sem saber e para ela mesma.

- Na carta aos leitores, a autora conta que durante a pesquisa do livro encontrou um relato de uma mulher que estudou por dois anos disfarçada na Universidade de Cracóvia. Provavelmente enfrentou o que Jane passou ou até pior – afinal de contas, em várias vezes, a realidade supera a ficção. Neste caso, acompanhamos duas pessoas que precisam definir quem são de verdade, porque Duncan está também em uma encruzilhada entre a identidade de berço e a que ele adquiriu ao longo da vida. E Jane, ao assumir o que gostaria de ser, vai chegar a um consenso sobre quem é de verdade. No caso dela, precisará de um homem forte o suficiente para aceitá-la como ela é (e neste ponto, fiquei um pouco incomodada com uma interferência na reta final que quase atrapalha esse conceito. Como não darei spoilers, vocês terão que ler para descobrir do que estou falando). Leitura recomendada, sentimos o tempo passando, temos andamento suficiente para acompanhar as consequências que Jane tem que enfrentar por causa da decisão que toma e uma coisa puxa outra. Alguns talvez achem o ritmo lento, mas eu achei ideal para esta história.  

- E repararam no detalhe das capas? A versão brasileira trocou o cabelo da moça, atendendo à descrição que a autora faz da personagem nos dois livros.

Irmãs Weston
Noivada Traição – Harlequin Históricos 103 (Medieval)
Lições de Sedução – Harlequin Históricos 141 (Medieval)
* Quem tiver com saudades de Justin e lady Solay pode ficar tranquilo. O casal e a mãe das garotas, Alys de Weston, aparecem na história de Jane em momentos cruciais.


Bacci!!!

Beta
Reações:

2 comentários :

  1. Um dueto medieval ?! Ótimo !!! Muito obrigada por avisar que "Lições de Sedução" está encadeado com "Noiva de Traição", pois eu poderei ler tudo direitinho em ordem certa assim !!! Eu amo muito livros que formam duetos, séries, uma saga ... ^^

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  2. Amo os livros que você citou na postagem e felizmente tenho e li todos.
    Mel do pecado e Flor do Pântano são meus queridinhos de banca e não desfaço deles nem se der bicho, kkk
    Adorei a resenha e ficou muito, mais muito feliz em ter o livro aqui a minha disposição.
    Surtando!!!

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