domingo, julho 23, 2017

Ciao!!!


  
Já vi algumas amigas elogiando a escrita da autora, mas ainda não havia tido a chance de ler nada dela. Enfim aconteceu. E querem saber o que achei?
(Spoiler – gostei do que li).

F*ck Love: Louco Amor – Tarryn Fisher – Faro Editorial
(F*ck Love – 2015)
Personagem: Helena Conway

Helena teve um sonho – um daqueles que parecem extremamente reais – onde descobriu que estava na carreira errada, era mãe e tinha se casado com o namorado da melhor amiga. Isso a deixou tão desconcertada que ela começou uma jornada de autoconhecimento que trouxe algumas verdades inesperadas e outras que ela ignorava propositalmente. Além de uma confusão sem chance de solução feliz – porque estava apaixonada mesmo por Kit, o namorado de Della. Ops.

Comentários:

- Sabe esta mistura de sentimentos que você está experimentando agora? A perplexidade, o medo, o fascínio?
Faço que sim com a cabeça.
- Pois é isso que eu sinto todos os dias. Porque nunca amei ninguém como amo você.

- Se F*ck Love - Louco Amor for uma demonstração do estilo de Tarryn Fisher, então posso ler sem medo porque gostei do estilo meio louco, muito intenso e com personagens envolvidos em um balaio de gato. Eu li, eu me preocupei, eu vi as armadilhas antes dela, eu fiquei com raiva de outras pessoas e da Helena. Ou seja, livro que consegue arrancar reações de quem lê deve ser sempre recomendado.

- O quanto um sonho muito realista pode mudar sua vida? Helena não pensava em ser algo além do que era – a “chata do bege”, que tinha uma vida estável, assim como o namoro com Neil, além de uma carreira segura como contadora. E agora se viu questionando isso e desejando algo que não sabia como tornar realidade.

- Sem dar muitos detalhes, a jornada de Helena discute exatamente isso: o quanto a gente se conhece e sabe realmente o que deseja. O quanto a gente assume riscos ou se deixa levar pelos fatos da vida. O quanto a gente se envolve e se mantém em relacionamentos tóxicos por preguiça, por achar que precisa disso para ser notada e percebida por alguém. Ela é forçada a lidar com isso quando percebe que estar neste ciclo nunca a satisfez, mas agora passou a incomodar – porque ela não consegue controlar o sentimento por Kit, o namorado de Della, a melhor amiga.

- É um livro sobre escolhas e sobre como as escolhas alheias nos afeta. Porque Helena precisa encontrar seu caminho e precisa entender que haverá consequências ao fato de estar apaixonada por Kit. Ele retribui o sentimento? E Della, como reagirá? As outras pessoas entenderão se ela jogar tudo para o alto? Ela se sentirá bem se decidir não arriscar e seguir o que, até então, era a sua meta de vida?

- Não será uma trajetória linear. Helena é assaltada por dúvidas e crises de insegurança. Entra na pilha de tentar fazer tudo funcionar para todos – o que nunca dá certo. Além disso, irá entender que, enquanto ela se preocupa com o bem-estar de muitas pessoas, nem todas se preocupam com os sentimentos dela. Haverá avanços, recuos, reviravoltas e sofrimentos. Muitas citações a Harry Potter – o que aquecia meu coração Corvinal. A maior herança da jornada de Helena para nós é que chega o momento que a gente tem que um basta: seja nos outros, seja na vida e seja, principalmente, na gente mesmo.


Bacci!!!


Beta

sábado, julho 22, 2017

Ciao!!!



Já comentei aqui que não sou a mais ardorosa fã de histórias de sheiks. Tinha uma birra enorme do perfil “tudo sei, tudo quero e tudo será do jeito que quero”. Mas encontrei mais um bom exemplo que vai contribuir pra diminuir a birra por aqui com os rapazes do deserto.

Pecado da Sedução – Dani Collins – Paixão 446 (Luxúria)
(The sheikh’s sinful seduction – 2014 – Mills & Boon Modern Romance)
Personagens: Fern Davenport e sheik Abu Tariq Zafir ibn Ahmad al-Rakin Iram.

Fern era a professora das filhas do sheik Ra’id e da rainha Amineh e acompanhou o séquito da família real a uma viagem a um oásis para uma reunião com clãs nômades e o sheik Zafir, irmão de Amineh e o governante do Q’Amara. Ela, sempre tão reservada, tímida e austera, se viu atrapalhada diante de uma intensa e inexplicável atração pelo tio de suas alunas. Zafir estava acostumado a lidar com mulheres experientes, mas algo o encantou na timidez e na flagrante atração da professora por ele e dele por ela. Só que eles estavam afastados da realidade e algo mais íntimo entre a realeza e a professora plebeia seria arriscado demais para ambos.

Comentários:

- A autora conseguiu criar uma trama com várias camadas além das óbvias entre o sheik e a plebeia. Primeiro porque o sheik Zafir não é um conquistador inverterado, mas um homem com a responsabilidade de conduzir um país e com uma base familiar muito complicada, que deixou cicatrizes emocionais nele e na irmã. Só que Amineh encontrou o amor verdadeiro e a felicidade em Ra’id. Zafir nem cogitava encontrar estes sentimentos, ainda mais depois de um desastroso primeiro casamento de conveniência, que ao menos lhe deixou um filho, a pessoa que ele mais amava no mundo.

- Fern tinha sido uma pessoa oprimida pelas frustrações da mãe e temia a sexualidade, inclusive a própria. Por isso se protegia de qualquer possibilidade de relacionamento e não se sentia confortável perto dos homens. Mas ao chegar ao oásis e conhecer o sheik Zafir se sentiu muito confusa porque ele despertou sentimentos que ela nunca experimentou antes. Ela queria ser racional e entender o que havia, mas teve que lidar com algo que não conseguia controlar.

- a luxúria é o ponto de partida para uma história mais profunda, que revela o quanto as pessoas são travadas pelos traumas que carregam ou que lhe são impostas. Por mais distantes que fossem os universos onde cresceram, o sheik e a professora tinham isso em comum: a falta de uma base afetiva que lhes dessem confiança para lidar com relacionamentos. O sheik era filho de dois mundos que não dialogavam e visto com desconfiança em ambos. Fern pagou o pato por ser filha de mãe solteira e abriu mão de desenvolver a sensualidade e sexualidade em prol de uma vida aparentemente segura. Só que um implodiu as certezas do outro.

- Quando comecei a ler, imaginei outra daquelas tramas onde o sheik sai conquisando e se impondo, pira o cabeção quando tem as famosas consequências ou são descobertos e lá no fim aparece como uma madalena arrependida pedindo desculpas, jurando um amor infinito bla bla bla. A autora até usa algumas coisas que eu imaginava, mas coloca em um contexto muito mais condizente com a forma como contou a história. Gostei de que ela expôs a vulnerabilidade dos dois personagens, cada qual um patinho feio precisando passar por uma jornada para se tornarem mais felizes e emocionalmente saudáveis. Mostrando que o sheik era também frágil e tinha receios de não ser aceito. Gostei de que Fern irá aprender a assumir e se afirmar pelas suas atitudes, não as que lhe foram atribuídas por outros.

- Gostei do livro, me surpreendeu e prendeu minha atenção. Agora é continuar a colocar a série em dia!

Série Os 7 Pecados Sensuais – Seven Sexies Sins

Primeira Temporada
1 - Pecado da Atração – To Sin with the Tycoon - Cathy Williams - Alice Morgan e Gabriel Carbera - Paixão 444 (Preguiça)
2 - Pecado da Sedução – The sheikh’s sinful seduction - Dani Collins - Fern Davenport e sheik Zafir - Paixão 446 (Luxúria)
3 - Pecado do Orgulho – The Sins of Sebastian Rey-Defoe - Kim Lawrence - Mari Jones e Sebastian Rey-Defoe - Paixão 448 (Orgulho)

Segunda Temporada
1 - Um gosto de Pecado – A taste of sin -  Maggie Cox - Rose Hearthcote e Gene Bonnaire - Paixão Audácia 1 (Gula)
2 - Redenção do Pecado – The Sinner’s Marriage Redemption - Annie West - Ava Cavendish e Flynn Marshall - Paixão Audácia 2 (Inveja)
3 - Bodas de um Pecador – A marriage fit for a sinner - Maya Blake - Eva Pennington e Zaccheo Giordano - Paixão Audácia 3 (Ira)
4 - Inocente Pecadora - The Innocent’s sinful craving – Sara Craven – Dana Grantham e Zac Belisandro – Paixão Audácia 4 (Avareza)


Bacci!!!

Beta

quinta-feira, julho 20, 2017

Ciao!!!



Siga a linha do tempo:
2014: – COMO ASSIM VAI TER FILME DE ANIMAIS FANTÁSTICOS?!
2015: – AI MEU DEUS, MEU SARDENTO FAVORITO VAI SER O PROTAGONISTA!
2015 (novembro): – QUE FOTOS SÃO ESSAS?!
2016 (abril):QUE TRAILLER MARAVILHOSO! GENTE, ELE APARATOU! A MALETA! O CACHECOL DA LUFA-LUFA! CHEGA LOGO, NOVEMBRO!!!!
2016 (setembro): – O ROTEIRO VAI SER PUBLICADO EM FORMATO DE LIVRO!!!!!!!!!! EU PRE-CI-SO TER!!!
2016 (novembro, no cinema, subindo os créditos): – Como é bom voltar para casa!!!
2017 (março): – O ROTEIRO SERÁ LANÇADO EM ABRIL!!!!!
2017 (abril): Promoção. Compra feita. Rastreamento até do pensamento da transportadora... CHEGOU!

Embora seja a versão editada, sem chiliques, faniquitos, lágrimas e tietagem descaradas, deu pra entender que se tratando do universo de Harry Potter – incluindo a cinessérie spin-off – eu sou completa, irrestrita e totalmente descompensada.
Isto declarado, vamos ao texto mais perfeito para o Dia do Amigo?

Animais Fantásticos e onde habitam: o roteiro original – J.K. Rowling – Editora Rocco
(Fantastic Beast and where find them: the original screenplay – 2016 – Little Brown)
Personagens: Newt Scamander e sua maleta desembarcam em Nova York

1926: o pesquisador e magizoólogo Newt Scamander pretende fazer uma breve parada nos Estados Unidos quando desembarcou em Nova York. No entanto, uma série de circunstâncias fez com que algumas das criaturas escapassem da maleta mágica, fazendo com que o caminho dele se misture com o de um operário No-Maj que sonhava em ser padeiro, uma auror em desgraça e a adorável irmã dela. Para agravar, a cidade vive um clima hostil após alguns ataques que os No-Majs não conseguem explicar. O Congresso Mágico dos EUA (Macusa) corre contra o tempo para evitar que a comunidade seja exposta porque sabe que levaria a uma guerra – tudo que apenas um homem com propósitos muito malignos quer que ocorra.

Comentários:

- Quando ouvi falar que a J.K. Rowling pretendia criar uma cinessérie spin-off dentro do universo do Harry Potter em torno de um dos livros que compõem a “Biblioteca de Hogwarts” – Animais Fantásticos e Onde Habitam, que inclusive teve os direitos doados pela autora para a caridade – juro que fiquei imaginando o que ela iria inventar. Obviamente, ela deu um jeito de me surpreender, porque o máximo que consegui imaginar foi algo tipo road movie – Newt viajando para catalogar as espécies.

- Claro que J.K. Rowling não faria algo tão simples, né? A jornada de Newt pesquisando os animais fantásticos para um livro que ajudasse a conscientizar a comunidade bruxa sobre a necessidade de cuidar e preservá-los está inserida em um contexto maior, do qual ouvimos falar na saga de Harry Potter: que antes de Voldemort, Gerardo (Gellert, no original) Grindelwald tentou dominar o mundo.

- Então, voltamos quase 100 anos no tempo – quando Grindelwald estava solto e tocando o terror na Europa - e desembarcamos em 1926, em Nova York, com Newt. Ele transportava animais mágicos em uma maleta. Alguns acabam fugindo e pronto: lá está o pobre protagonista que tem dificuldades em lidar com seres humanos bruxos ou não, metido em uma grande enrascada, que leva o caminho dele a cruzar – voluntariamente ou não – com o de outras pessoas.


- Não senti dificuldades com a leitura do texto no formato de roteiro. Provavelmente porque foi uma das disciplinas que estudei na faculdade. Ou por ter lido outro antes (tenho o livro do roteiro de “O Show de Truman”). Também facilitou ter visto o filme primeiro – à medida que lia, me lembrava do resultado do que estava escrito ali. E a gente pode entender as marcações, as características de cada personagem e cena – que são apresentadas de forma bem mais objetiva que um romance. 

- E foi bem curioso lembrar as soluções encontradas para criar as imagens em cima do texto da autora-roteirista. Aliás, deve ter sido um enorme desafio para J.K. Rowling adaptar o estilo dela à linguagem do cinema (e nem pense que a versão que foi publicada foi escrita de primeira. Deve ter tido muito trabalho até chegar no texto que a gente teve acesso). Pelo menos desta vez não era a versão de algo já existente em outro formato. Agora era algo exclusivo e direcionado para o cinema. Mas eu gostaria de ter visto algumas cenas que aparecem no trailer e não ficaram na versão final. Podiam ter colocado aqui. Não teria nenhuma reclamação!


- Mesmo de uma estrutura mais objetiva, entendemos os principais pontos sobre cada um dos protagonistas. Newt prefere os animais aos seres humanos (e, na vida real, a gente encontra diversos motivos que dão razão a ele). Tina quer provar a competência e recuperar o posto que tinha antes na Macusa. Queenie é linda, agradável, dona de uma habilidade extremamente complexa e parece um oásis de bondade cada vez mais raro no mundo (se era em 1926, imagina agora...). E Jacob quer uma chance para demonstrar o verdadeiro talento dele – ter uma padaria e deixar as pessoas felizes (e vocês irão entender a angústia que ele sente nas cenas iniciais no dia em que precisarem solicitar algum empréstimo bancário). Ao mesmo tempo, a gente começa a fazer um monte de interrogações sobre o futuro de cada um deles e o papel que irão desempenhar nesta e nas próximas tramas (e que nem atrevo a citá-las para evitar os famigerados spoilers). Posso garantir que todos se revelam mais do que eles mesmo pensam ser no início.


- Preciso fazer um comentário sobre meu fascínio quando vi a maleta do Newt: “Gente, é a versão dele da Casa do Pequeno Scooby-Doo!”. Entendedores entenderão.

- Vocês podem imaginar que, quando a encomenda chegou, houve todo o ritual apaixonado-chiliquento da leitora compulsiva com o plus/bônus/agravante de ser uma potteriana para sempre. Beijos, palavras incompreensíveis, abraços eternos, sentir cheirinho de livro novo. Deu até pena tirar do plástico. O livro é tão lindo que não sei nem como definir. Espero que você se divirta caçando as referências da sobrecapa – e sim, precisei parar de babar pra me dar conta delas. Aliás, todo o trabalho gráfico – feita pela MinaLima, que realiza o design dos filmes – é muito delicado, bonito e lotado de referências (ah, gente, dei ataque de fofura com as patinhas separando cenas ou os detalhes aos lados do título e dos números das páginas). Adorei ele ter esse ar de “livro antigo”, que lembra alguns que eu via na estante da minha tia. Ah, ele tem capa dura e nem preciso dizer que tive outro ataque de fofura quando vi o que está impresso na capa (não vou contar, vocês vão ter que ver). 

- Sim, ele tem um valor mais alto, mas compensa o investimento pela beleza e cuidado da edição. Mas como a vida está difícil e dinheiro não brota nos quintais de gente que rala todo santo dia, meu conselho é: vigiem as promoções em sites e lojas. Foi assim que comprei o meu exemplar ;)

- Agora é esperar pelo segundo filme da cinessérie (e o respectivo roteiro) em novembro de 2018.

- Links: Goodreads livro e autora; site da autora; Potterish; informações da Editora Rocco sobre o livro e sobre a capa; Skoob; mais da autora no Literatura de Mulherzinha.

Bacci!!!

Beta

ps.: Vou ter que rever o filme pra conferir a referência ao Quadribol citada neste texto. No roteiro em Português, o duplo sentido foi perdido.

terça-feira, julho 18, 2017

Ciao!

Quem acompanha o Literatura de Mulherzinha, sabe que eu sou um caso um pouco perdido quando o moço Dan Brown resolve colocar o professor Robert Langdon em outro pique-pega para evitar o fim do mundo como o conhecemos.

Quem acompanha o Facebook do Literatura de Mulherzinha, deve ter me acompanhando surtando alegremente quando o autor anunciou o novo livro dele com o meu personagem favorito: Origem.

Pois bem, e a Editora Arqueiro já colocou na aba de "próximos lançamentos", a capa brasileira e algumas informações sobre a versão brasileira, que tem lançamento previsto para o dia 3 de outubro.


Origem
DE ONDE VIEMOS? PARA ONDE VAMOS?

Robert Langdon, o famoso professor de Simbologia de Harvard, chega ao ultramoderno Museu Guggenheim de Bilbao para assistir a uma apresentação sobre uma grande descoberta que promete “mudar para sempre o papel da ciência”.

O anfitrião da noite é o futurólogo bilionário Edmond Kirsch, de 40 anos, que se tornou conhecido mundialmente por suas previsões audaciosas e invenções de alta tecnologia. Um dos primeiros alunos de Langdon em Harvard, há 20 anos, agora ele está prestes a revelar uma incrível revolução no conhecimento… algo que vai responder a duas perguntas fundamentais da existência humana.

Os convidados ficam hipnotizados pela apresentação, mas Langdon logo percebe que ela será muito mais controversa do que poderia imaginar. De repente, a noite meticulosamente orquestrada se transforma em um caos, e a preciosa descoberta de Kirsch corre o risco de ser perdida para sempre.

Diante de uma ameaça iminente, Langdon tenta uma fuga desesperada de Bilbao ao lado de Ambra Vidal, a elegante diretora do museu que trabalhou na montagem do evento. Juntos seguem para Barcelona à procura de uma senha que ajudará a desvendar o segredo de Edmond Kirsch.

Em meio a fatos históricos ocultos e extremismo religioso, Robert e Ambra precisam escapar de um inimigo atormentado cujo poder de saber tudo parece emanar do Palácio Real da Espanha. Alguém que não hesitará diante de nada para silenciar o futurólogo.

Numa jornada marcada por obras de arte moderna e símbolos enigmáticos, os dois encontram pistas que vão deixá-los cara a cara com a chocante revelação de Kirsch… e com a verdade espantosa que ignoramos durante tanto tempo.

***

Este homem deve estar me espionando. Só pode.
Depois de explodir com meu artista favorito (Leonardo da Vinci); arrumar um pique-pega em Roma e no Vaticano e ir pra cidade que mais amo no mundo (Florença, ponto de partido de Inferno) - ele vai para outro país que amo de paixão - Espanha.

Para quem não conhece ou está perdido, esta é a ordem das obras protagonizadas por Robert Langdon:

1 - Anjos e Demônios - apesar do festival de coisas surreais, é meu #2
2 - Código da Vinci - o que virou best seller
3 - O símbolo perdido - foi o livro de que menos gostei
4 - Inferno - meu favorito por motivos de: Florença
5 - Origem - vamos ver onde entra na lista

E o Dan Brown publicou este booktrailer no Facebook:



Agora vou tentar fugir de quaisquer informações extras para me divertir com o livro em outubro. 

Bacci!!!

Beta

domingo, julho 16, 2017

Ciao!


(A capa original é muito linda - diz a fã da cor violeta)

Eta livro que roda, roda, roda, não sai do mesmo assunto e você fica com a sensação de potencial não aproveitado...

Cartas para uma falsa dama – Carol Townend – Harlequin (Mistaken for a lady – 2016)
Personagens: lady Francesca de Fontaine e conde Tristan de Isles, o Belo

Dois anos sem uma notícia um do outro. Não era à toa que tanto lady Francesca quanto conde Tristan imaginavam que não tinham futuro juntos. Mas agora que precisavam fazer uma viagem às pressas e finalmente conseguem conviver pela primeira vez após o casamento. No entanto, ainda haveria um casamento? E para agravar, a situação política permanece instável e o perigo ronda, por meio de pessoas que não hesitam em atingir inocentes para conseguirem o que querem.

Comentários:

- #MadreHooligan leu antes de mim e avisou: “Você vai reclamar que os dois rodam e não saem do lugar". Então, eu tive exatamente este problema: ficou a impressão de que faltou alguma coisa para evitar que as tramas principais não soassem tão repetitivas. Temos várias coisas em andamento e, junto com isso, a sensação de nada acontecia. Muito doido, mas é verdade. E isso transformou um livro de 253 páginas em uma leitura que parecia ter o triplo. Ninguém merece.

- Este livro é diretamente ligado ao O segredo dos olhos de Lady Claire, mas vocês terão que ler para descobrir o motivo. O fato é que Lady Francesca se sentia desconfortável em permanecer em Fontaine e em muito menos ir para Iles, a propriedade do marido. Então foi para outro castelo onde ficou nos dois anos seguintes ao casamento. Aliás, que era só no papel, porque Tristan partiu para a guerra para ajudar a consolidar o reinado do príncipe. Todas as cartas que ela escreveu não foram respondidas. Então para ela ficou claro que o marido romperia o casamento – e teria uma forte razão para isso – tão logo fosse liberado pelo rei.

- Ao mesmo tempo, Tristan também temia o fim do casamento porque todas as cartas que enviou não foram respondidas pela esposa. Antes que me xinguem, não foi spoiler, isso é dito no início do livro e repetido à exaustão – mesmo quando parece que eles já tinham resolvido, o assunto ressurge das cinzas. O motivo que permitiria o rompimento do casamento de forma legal também é outra situação repetida.

- E ainda temos as reclamações de Francesca pela falta de confiança de Tristan nela. Mas gente, eles se casaram, tiveram a lua de mel, o conde foi para a guerra, volta para leva-la para uma viagem por motivo muito difícil e ela quer saber tudo em três segundos. Apesar de que havia algumas coisas que Tristan deveria contar à esposa e, por ter medo de como ela iria reagir, ficou protelando o que, adivinha, contribui para piorar a situação, claro.

- E ainda tem a trama política onde Tristan está envolvido. Nem todos os nobres foram a favor do rei e esta instabilidade manteve o conde longe de suas terras por dois anos e ainda o preocupava. No entanto, confesso que esperava mais desta parte da trama e me senti um pouco decepcionada com o desfecho.

- Eu retornei à série de paraquedas, porque ainda não li A amante de Lorde Gawain e A desonra de lady Rowena, o terceiro e o quarto, mas consegui entender o contexto. No fim das contas, o livro não é ruim, mas reúne várias coisas que não se desenvolvem a contento – já vimos todos estes plots em outros livros. Alguns, aliás, se sustentam em torno de apenas um deles, e conseguem nos emocionar. Aqui, talvez pela nuvenzinha mal humorada que andou me acompanhando, tudo que eu queria era chegar para a última página.

- No entanto, devo destacar um ponto: marca a volta dos Históricos da Harlequin, no formato livraria. Só isso faz a leitura ter valor. Espero que continuem publicando e especialmente tragam de volta autoras que amamos como a Deborah Simmons, a Candace Camp, Terri Brisbin, Blythe Gifford...

Série “The Knights of Champagne”
:
1 - Lady Isobel’s Champion - O campeão de Lady Isobel - lady Isobel de Turenne e Lucien Vernon, Conde D’Aveyron
2 - Unveiling Lady Clare – O segredo dos olhos de Lady Clare – lady Clare e Sir Arthur Ferrer 
3 - Lord Gawain's Forbidden Mistress – A amante de Lorde Gawain – Elise Chantier e lorde Gawain Steward, Count of Meaux 
4 - Lady Rowena's ruin - A desonra de Lady Rowena - lady Rowena e sir Eric de Monfort 
5 - Mistaken for a lady - Cartas para uma falsa dama - lady Francesca de Fontaine e conde Tristan de Isles, o Belo

- Links: Goodreads livrosérie e autora; site da autora livrosérieoutros livros da autora no Literatura de Mulherzinha.

Bacci!!!

Beta