domingo, maio 21, 2017

Ciao!



Uma comédia romântica picante. Com o melhor dos dois mundos – diversão, confusão e uma surpreendente e explosiva atração.
Gostei do estilo da Lauren Blakely e, com certeza, vou querer ler mais.

Big Rock – Lauren Blakely – Faro Editorial
(Big Rock – 2016)
Personagens: Spencer Holiday e Charlotte Rhodes

Spencer era um playboy que colecionava relações rápidas, sabia que era bonito, sexy e que tinha um diferencial que sabia usar muito bem para o prazer de suas companhias. No entanto, a vida dele poderia evitar que os pais negociassem a joalheria com um potencial comprador que era conservador até a última célula. Por isso, a partir de um mal entendido, ele decide fingir que está noivo da melhor amiga e sócia, Charlotte. O que nenhum dos dois contava era que o fingimento com prazo de validade poderia ser muito excitante e complicado para os planos deles.

Comentários:

- Que livro gostoso e divertido. Inventa a roda? Não. Mas cumpre o que se propõe: uma comédia romântica picante – a começar pelos trocadilhos possíveis com o título que, ainda bem, não foi traduzido (vale tanto para o enorme diamante no anel de noivado quanto para determinada parte da anatomia do protagonista da qual ele muito se orgulha). O mote é simples: melhores amigos embarcam em um noivado falso pelo bem dos pais dele. Só que a necessidade de manter a farsa enquanto estão sob escrutínio constante. No entanto, alguns aspectos são diferentes: primeiro, toda a história é narrada pelo Spencer. A gente passa o livro inteiro acompanhando as decisões, os pensamentos e a lógica de raciocínio dele.

“É assim que deve ser. A primeira regra de uma transa é esta: sempre dê prazer à mulher primeiro e, de preferência, repita a dose antes de pensar em receber. As duas regras seguintes são igualmente simples – não se apegue e nunca, jamais, seja um idiota. Eu sigo as minhas próprias regras e elas me dão uma vida boa. Tenho 28 anos, sou solteiro, rico e bem bonito.  E sou um cavalheiro. Por que será que não me surpreendo quando consigo uma transa?”

- Segundo é que Spencer não é o padrão playboy cretino que será redimido que você e eu já encontramos em outros livros. Embora fosse filho dos donos de uma prestigiada joalheria, ele ficou rico por conta própria por causa de um aplicativo – Namorado Antenado. Ele e Charlotte são verdadeiramente amigos – se conheceram na faculdade e administravam um bar juntos – The Lucky Spot. Ele era bonito, rico e sabia que era gostoso. Tratava as mulheres com deferência, mas não se apegava a ninguém. Terceiro que Charlotte não é a mocinha passiva em busca de príncipe encantado. Ela é articulada, inteligente, divertida, romântica (por que não?), ousada e, a melhor parte, conhece os defeitos dele.

- Eles se uniram por uma convergência de interesses – ele precisa de uma noiva para dar a aparência de respeitabilidade que tanto agradaria ao comprador da joalheria da família e ela precisa de uma ajuda para espantar o ex-namorado que a havia traído e agora estava extrapolando nas atitudes bregas para tentar ser perdoado. Então, não seria impossível fingir intimidade – o problema era brincar com fogo sem sair chamuscado.

- Ah e os dois se chamuscam, muito. Porque surge uma inesperada atração entre eles, que decidem lidar com isso da melhor maneira: cedendo, dentro de regras definidas. Não precisa ser gênio pra ver que alguma coisa vai sair dos trilhos nesta história, então a gente acompanha a jornada de Spencer e Charlotte. Só de não ter que lidar com gente babaca, de passar 224 páginas me divertindo com as confusões de um homem engraçado, sexy e bem intencionado diante de uma ideia maluca que se complica, e de lidar com uma protagonista feminina que é ousada, inteligente, sensível e engraçada, vale muito a pena.

- Não é série, mas tem outro livro interligado, que parte da mesma premissa: comédia romântica picante e narrada pelo protagonista masculino. Os dois personagens aparecem em Big Rock. E claro que já estou esperando pra saber o que acontece com eles.

Dueto
Big Rock Spencer Holiday e Charlotte Rhodes
Mister O – Harper Holiday e Nick Hammer


Bacci!!!

Beta

sábado, maio 20, 2017

Ciao!


 
Uma história sobre notícias que ninguém quer ouvir e sobre como se adaptar ao inevitável sem perder a esperança e o amor.

Antes que a luz se apague – Flávia Cunha(2016)
Personagens: Amanda e Leonardo

Amanda estava em um bom momento: procurando emprego, organizando o casamento, vivendo uma relação feliz e saudável. No entanto, um diagnóstico virou tudo de cabeça para baixo. E agora ela realmente não sabia o que seria dela, de todos os planos que tinha e pareciam tão incertos agora.

Comentários:

- Retinite pigmentosa. Uma doença sem cura. É o diagnóstico que ninguém gosta de ouvir. Amanda ficou um bom tempo ignorando os sintomas e se convencendo de que era estresse ou cisma. Agora ela sabia que perderia a visão. E justo em um momento crucial: em busca de emprego, às vésperas do casamento com Leonardo, o companheiro que ela queria para toda vida.

- Logo no início a gente é informado deste quadro. A partir disso, conhecemos como estava a rotina de Amanda antes do diagnóstico, a correria para conseguir um emprego, as coisas rotineiras, a relação saudável e apaixonada com o noivo, os preparativos para o casamento. Junto com isso, o que a levou a desconfiar de algo errado e a tentativa de lidar com tudo sozinha.

- Será um daqueles casos em que a perspectiva da vida muda totalmente e, por isso, Amanda precisa se redescobrir e entender o que a torcida do Liverpool e do Borussia Dortumund cantam: “You’ll never walk alone”. Quando há amor, ninguém se torna fardo. E a vida não acabou – basta que ela reaprenda como lidar com o que irá acontecer mais cedo ou mais tarde. Para quem acredita na fé cristã, há uma frase sempre ouvida por quem passa nestas situações: “Deus nunca te dá um fardo que você não possa carregar”.

Tanto que há outras histórias de quem passou por problemas semelhantes e conseguiu feitos extraordinários. Um exemplo: Onei Tapia, cubano medalhista paralimpico pela Itália, venceu o Ballando com le Stelle (o "Dança dos Famosos", exibido lá pela RAI) deste ano. Esta foi a salsa que ele e a professora Veera Kinnunen dançaram na final. E posso garantir a vocês que ele ganhou porque foi fenomenal, não por “pena” ou “coitadismo” - a disputa de ritmos variados entre ele e o segundo colocado, o judoca Fabio Basile foi uma das competições mais honestas que eu vi neste tipo de programa. Cada um fez o seu melhor.

- É por isso volto ao livro: na hora do impacto, a gente nunca pensa que haverá solução. Mas sempre há uma escolha de como encarar o problema. A história de Amanda mostra isso: como encontrar forças após algo ruim e como compreender que a vida – em um novo formato – continua. E se houver amor e companheirismo, é possível enfrentar e transformar o limão em limonada.

- Links: Goodreads autoraClube dos Autoressite da autoraSkoob; Amazon; mais dela no Literatura de Mulherzinha.

Bacci!!!

Beta

quinta-feira, maio 18, 2017

Ciao!


Como atiçar a minha curiosidade: este livro me foi apresentado como "uma comédia romântica picante".
Foi suficiente para me interessar neste lançamento da Faro Editorial.
Por isso, estou compartilhando com vocês! Vai que tem mais gente interessada nesta mistura?



Ele tem todos os talentos. Às vezes, tamanho é documento.

A maioria dos homens não entende as mulheres.”
Spencer Holiday sabe disso. E ele também sabe do que as mulheres gostam.
E não pense você que se trata só mais um playboy conquistador. Tá, ok, ele é um playboy conquistador, mas ele não sacaneia as mulheres, apenas dá aquilo que elas querem, sem mentiras, sem criar falsas expectativas. A vida é assim, sempre como uma troca, certo?”
Quer dizer, a vida ERA assim.
Agora que seu pai está envolvido na venda multimilionária dos negócios da família, ele tem de mudar. Spencer precisa largar sua vida de playboy e mulherengo e parecer um empresário de sucesso, recatado, de boa família, sem um passado – ou um presente - comprometedor... pelo menos durante esse processo.
Tentando agradar o futuro comprador da rede de joalherias da família, o antiquado sr. Offerman, ele fala demais e acaba se envolvendo numa confusão. E agora a sua sócia terá que fingir ser sua noiva, até que esse contrato seja assinado.
O problema é que ele nunca olhou para Charlotte dessa maneira – e talvez por isso eles sejam os melhores amigos e sócios. Nunca tinha olhado... até agora.

Sobre a autora:
LAUREN BLAKELY vive na Califórnia com sua família e teve a inspiração para cada uma de suas histórias enquanto passeava com seus cachorros. É reconhecida pelo seu estilo de romance contemporâneo: quente, romântico e divertido. Com catorze best-sellers, seus títulos aparecem no topo das listas do The New York Times e do USA Today e já venderam mais de 1,5 milhão de exemplares. O próximo lançamento no Brasil será Mister O, também pela Faro Editorial. Ambos inovam ao contar uma história romântica do ponto de vista masculino.

Bacci!!!

Beta

terça-feira, maio 16, 2017

Ciao!!!!



Tem novidades chegando da autora Flávia Cunha neste mês de maio.
Confira!!!


"Romances em Contos 4 – O Bebê Chegou!"

Onze autores embalados de romance e maternidade em "Romances em Contos 4 - O Bebê Chegou!", onde através de seus contos falam sobre o amor mais completo que há, entre mães e filhos. Quando o amor entre um casal sente que precisa dar frutos é hora de o bebê chegar. Venham se emocionar com a maternidade.


E ainda tem promoção!




Saiba tudo sobre essas e outras novidades!

domingo, maio 14, 2017

Ciao!


  
É um livro que fala sobre coisas e sentimentos que podem acontecer com qualquer um. Família. Separação. Perda. Frustração. Amor. Velhice. Solidão. Pressão. Liberdade. Luto. Morte. Sonhos. Vida.
Não é à toa que todos foram afetados pelo menino em um milhão

Um menino em um milhão – Monica Wood – Arqueiro
(The One-in-a-Million Boy – 2016)
Personagens: Quinn Porter, Ona Vitkus e o menino

Um menino de 11 anos morre de forma inesperada. Os pais, cada um à sua maneira, estão lidando com a ausência e o pai, Quinn, descobre que o filho tinha um compromisso com uma idosa de 104 anos, dentro das tarefas do grupo de escoteiros. Ao se comprometer a terminar o período de sete semanas, Quinn não poderia imaginar que estaria embarcando em uma inesperada, dolorosa e valiosa jornada de descobertas sobre o filho, sobre si mesmo e sobre a vida.

Comentários:

- É um livro sobre ausência e presença e a contradição que ambos podem causar. Há presenças ausentes e ausências que declaram presenças. Temos a lembrança constante do menino morto, cujo nome não é citado em nenhum momento do livro, que é o elo entre todos os personagens citados. O pai, Quinn, músico profissional que não havia “estourado” não sabia se relacionar, não se entendia e não conseguia realmente conhecer aquele garoto tão único em suas perfeições e atitudes. A mãe, Belle, bibliotecária, está transtornada pela dor de ter perdido de forma tão abrupta o único filho. Ona, a idosa imigrante lituana, acabou se afeiçoando ao menino que alimentava os passarinhos, fazia as tarefas com tanta perfeição e gostava de ouvir as histórias da vida dela, sob o pretexto de conseguir algum recorde para que ela entrasse entre os supercentenários que constam no Guiness.

O menino agora saltitava pela cozinha, ainda segurando a própria cabeça, mal se contendo de tanta alegria.
- Pensa bem, Srta. Vitkus! Você… pode… entrar… pro… Guiness!
- Eu vou ganhar algum prêmio em dinheiro?
- Um, você ganha um certificado – disse ele, quase cantarolando – Dois, você ganha respeito. Três, você ganha imortalidade!
- Bem, suponho que, para isso, não haja um preço” (p.40-41)

- É um livro sobre vida e morte. A perda do menino colocou os familiares para buscar razões, culpados ou por quê isso ocorreu justo com eles. Ele permitiu à Ona revisitar a própria longa vida, recuperar memórias esquecidas, revisar algumas felicidades, arrependimentos e a constante ideia de que vai deixar de existir. E o Guiness se torna uma motivação para quem estava ali numa rotina sem novidades. Ao recontar a própria vida para o menino, ela pode perdoar a si mesma por sentir a insatisfação com decisões que tomou em nome de uma necessidade de pertencimento nem sempre plenamente alcançada.

- O que nos leva a outro ponto do livro: se sentir suficiente para alguém. Belle queria que ela e o menino fossem motivo bastante para Quinn abandonar a vida itinerante e ficar com a família. Quinn achava que não era bom para esposa e filho e corria atrás do sonho de se firmar como músico – que sempre foi mais acessível para outros. Pelas lembranças dos personagens, o menino manifestou o receio de que a falta de elementos em comum dele com o pai tenha causado a separação dos pais.

- Enfim, não foi à toa que é tão elogiado. Ao costurar a jornada  destes personagens usando estes sentimentos conflitantes como fios, a autora criou uma trama singela, tocante, emocionante, real, que conversa com quem lê, independente da idade. E sem dar spoilers, o capítulo final, na minha opinião, é genial.

- Ah, escrevi tanto sobre as minhas reações e impressões sobre o livro que quase não dei detalhes do que ocorre na história. Creio que algumas coisas não devem ser antecipadas – e este livro é uma delas. Sabia o mínimo sobre ele, por isso, fiz várias descobertas e o vivenciei no ritmo que ele ditou. Como vocês perceberam, foi uma leitura que me emocionou. Pode fazer o mesmo por você – e vale a pena dar a chance!


Bacci!!!

Beta

ps.: A Arqueiro enviou um kit lindo, numa caixinha (fazendo a festa do meu DNA felino – porque AMO caixinhas), com o livro; o conto gratuito “Uma em um milhão”, que vai aparecer em breve no Literatura de Mulherzinha; bottom e marcadores diversos! Muito obrigada pelo mimo!!!