sábado, julho 22, 2017

Ciao!!!



Já comentei aqui que não sou a mais ardorosa fã de histórias de sheiks. Tinha uma birra enorme do perfil “tudo sei, tudo quero e tudo será do jeito que quero”. Mas encontrei mais um bom exemplo que vai contribuir pra diminuir a birra por aqui com os rapazes do deserto.

Pecado da Sedução – Dani Collins – Paixão 446 (Luxúria)
(The sheikh’s sinful seduction – 2014 – Mills & Boon Modern Romance)
Personagens: Fern Davenport e sheik Abu Tariq Zafir ibn Ahmad al-Rakin Iram.

Fern era a professora das filhas do sheik Ra’id e da rainha Amineh e acompanhou o séquito da família real a uma viagem a um oásis para uma reunião com clãs nômades e o sheik Zafir, irmão de Amineh e o governante do Q’Amara. Ela, sempre tão reservada, tímida e austera, se viu atrapalhada diante de uma intensa e inexplicável atração pelo tio de suas alunas. Zafir estava acostumado a lidar com mulheres experientes, mas algo o encantou na timidez e na flagrante atração da professora por ele e dele por ela. Só que eles estavam afastados da realidade e algo mais íntimo entre a realeza e a professora plebeia seria arriscado demais para ambos.

Comentários:

- A autora conseguiu criar uma trama com várias camadas além das óbvias entre o sheik e a plebeia. Primeiro porque o sheik Zafir não é um conquistador inverterado, mas um homem com a responsabilidade de conduzir um país e com uma base familiar muito complicada, que deixou cicatrizes emocionais nele e na irmã. Só que Amineh encontrou o amor verdadeiro e a felicidade em Ra’id. Zafir nem cogitava encontrar estes sentimentos, ainda mais depois de um desastroso primeiro casamento de conveniência, que ao menos lhe deixou um filho, a pessoa que ele mais amava no mundo.

- Fern tinha sido uma pessoa oprimida pelas frustrações da mãe e temia a sexualidade, inclusive a própria. Por isso se protegia de qualquer possibilidade de relacionamento e não se sentia confortável perto dos homens. Mas ao chegar ao oásis e conhecer o sheik Zafir se sentiu muito confusa porque ele despertou sentimentos que ela nunca experimentou antes. Ela queria ser racional e entender o que havia, mas teve que lidar com algo que não conseguia controlar.

- a luxúria é o ponto de partida para uma história mais profunda, que revela o quanto as pessoas são travadas pelos traumas que carregam ou que lhe são impostas. Por mais distantes que fossem os universos onde cresceram, o sheik e a professora tinham isso em comum: a falta de uma base afetiva que lhes dessem confiança para lidar com relacionamentos. O sheik era filho de dois mundos que não dialogavam e visto com desconfiança em ambos. Fern pagou o pato por ser filha de mãe solteira e abriu mão de desenvolver a sensualidade e sexualidade em prol de uma vida aparentemente segura. Só que um implodiu as certezas do outro.

- Quando comecei a ler, imaginei outra daquelas tramas onde o sheik sai conquisando e se impondo, pira o cabeção quando tem as famosas consequências ou são descobertos e lá no fim aparece como uma madalena arrependida pedindo desculpas, jurando um amor infinito bla bla bla. A autora até usa algumas coisas que eu imaginava, mas coloca em um contexto muito mais condizente com a forma como contou a história. Gostei de que ela expôs a vulnerabilidade dos dois personagens, cada qual um patinho feio precisando passar por uma jornada para se tornarem mais felizes e emocionalmente saudáveis. Mostrando que o sheik era também frágil e tinha receios de não ser aceito. Gostei de que Fern irá aprender a assumir e se afirmar pelas suas atitudes, não as que lhe foram atribuídas por outros.

- Gostei do livro, me surpreendeu e prendeu minha atenção. Agora é continuar a colocar a série em dia!

Série Os 7 Pecados Sensuais – Seven Sexies Sins

Primeira Temporada
1 - Pecado da Atração – To Sin with the Tycoon - Cathy Williams - Alice Morgan e Gabriel Carbera - Paixão 444 (Preguiça)
2 - Pecado da Sedução – The sheikh’s sinful seduction - Dani Collins - Fern Davenport e sheik Zafir - Paixão 446 (Luxúria)
3 - Pecado do Orgulho – The Sins of Sebastian Rey-Defoe - Kim Lawrence - Mari Jones e Sebastian Rey-Defoe - Paixão 448 (Orgulho)

Segunda Temporada
1 - Um gosto de Pecado – A taste of sin -  Maggie Cox - Rose Hearthcote e Gene Bonnaire - Paixão Audácia 1 (Gula)
2 - Redenção do Pecado – The Sinner’s Marriage Redemption - Annie West - Ava Cavendish e Flynn Marshall - Paixão Audácia 2 (Inveja)
3 - Bodas de um Pecador – A marriage fit for a sinner - Maya Blake - Eva Pennington e Zaccheo Giordano - Paixão Audácia 3 (Ira)
4 - Inocente Pecadora - The Innocent’s sinful craving – Sara Craven – Dana Grantham e Zac Belisandro – Paixão Audácia 4 (Avareza)


Bacci!!!

Beta

quinta-feira, julho 20, 2017

Ciao!!!



Siga a linha do tempo:
2014: – COMO ASSIM VAI TER FILME DE ANIMAIS FANTÁSTICOS?!
2015: – AI MEU DEUS, MEU SARDENTO FAVORITO VAI SER O PROTAGONISTA!
2015 (novembro): – QUE FOTOS SÃO ESSAS?!
2016 (abril):QUE TRAILLER MARAVILHOSO! GENTE, ELE APARATOU! A MALETA! O CACHECOL DA LUFA-LUFA! CHEGA LOGO, NOVEMBRO!!!!
2016 (setembro): – O ROTEIRO VAI SER PUBLICADO EM FORMATO DE LIVRO!!!!!!!!!! EU PRE-CI-SO TER!!!
2016 (novembro, no cinema, subindo os créditos): – Como é bom voltar para casa!!!
2017 (março): – O ROTEIRO SERÁ LANÇADO EM ABRIL!!!!!
2017 (abril): Promoção. Compra feita. Rastreamento até do pensamento da transportadora... CHEGOU!

Embora seja a versão editada, sem chiliques, faniquitos, lágrimas e tietagem descaradas, deu pra entender que se tratando do universo de Harry Potter – incluindo a cinessérie spin-off – eu sou completa, irrestrita e totalmente descompensada.
Isto declarado, vamos ao texto mais perfeito para o Dia do Amigo?

Animais Fantásticos e onde habitam: o roteiro original – J.K. Rowling – Editora Rocco
(Fantastic Beast and where find them: the original screenplay – 2016 – Little Brown)
Personagens: Newt Scamander e sua maleta desembarcam em Nova York

1926: o pesquisador e magizoólogo Newt Scamander pretende fazer uma breve parada nos Estados Unidos quando desembarcou em Nova York. No entanto, uma série de circunstâncias fez com que algumas das criaturas escapassem da maleta mágica, fazendo com que o caminho dele se misture com o de um operário No-Maj que sonhava em ser padeiro, uma auror em desgraça e a adorável irmã dela. Para agravar, a cidade vive um clima hostil após alguns ataques que os No-Majs não conseguem explicar. O Congresso Mágico dos EUA (Macusa) corre contra o tempo para evitar que a comunidade seja exposta porque sabe que levaria a uma guerra – tudo que apenas um homem com propósitos muito malignos quer que ocorra.

Comentários:

- Quando ouvi falar que a J.K. Rowling pretendia criar uma cinessérie spin-off dentro do universo do Harry Potter em torno de um dos livros que compõem a “Biblioteca de Hogwarts” – Animais Fantásticos e Onde Habitam, que inclusive teve os direitos doados pela autora para a caridade – juro que fiquei imaginando o que ela iria inventar. Obviamente, ela deu um jeito de me surpreender, porque o máximo que consegui imaginar foi algo tipo road movie – Newt viajando para catalogar as espécies.

- Claro que J.K. Rowling não faria algo tão simples, né? A jornada de Newt pesquisando os animais fantásticos para um livro que ajudasse a conscientizar a comunidade bruxa sobre a necessidade de cuidar e preservá-los está inserida em um contexto maior, do qual ouvimos falar na saga de Harry Potter: que antes de Voldemort, Gerardo (Gellert, no original) Grindelwald tentou dominar o mundo.

- Então, voltamos quase 100 anos no tempo – quando Grindelwald estava solto e tocando o terror na Europa - e desembarcamos em 1926, em Nova York, com Newt. Ele transportava animais mágicos em uma maleta. Alguns acabam fugindo e pronto: lá está o pobre protagonista que tem dificuldades em lidar com seres humanos bruxos ou não, metido em uma grande enrascada, que leva o caminho dele a cruzar – voluntariamente ou não – com o de outras pessoas.


- Não senti dificuldades com a leitura do texto no formato de roteiro. Provavelmente porque foi uma das disciplinas que estudei na faculdade. Ou por ter lido outro antes (tenho o livro do roteiro de “O Show de Truman”). Também facilitou ter visto o filme primeiro – à medida que lia, me lembrava do resultado do que estava escrito ali. E a gente pode entender as marcações, as características de cada personagem e cena – que são apresentadas de forma bem mais objetiva que um romance. 

- E foi bem curioso lembrar as soluções encontradas para criar as imagens em cima do texto da autora-roteirista. Aliás, deve ter sido um enorme desafio para J.K. Rowling adaptar o estilo dela à linguagem do cinema (e nem pense que a versão que foi publicada foi escrita de primeira. Deve ter tido muito trabalho até chegar no texto que a gente teve acesso). Pelo menos desta vez não era a versão de algo já existente em outro formato. Agora era algo exclusivo e direcionado para o cinema. Mas eu gostaria de ter visto algumas cenas que aparecem no trailer e não ficaram na versão final. Podiam ter colocado aqui. Não teria nenhuma reclamação!


- Mesmo de uma estrutura mais objetiva, entendemos os principais pontos sobre cada um dos protagonistas. Newt prefere os animais aos seres humanos (e, na vida real, a gente encontra diversos motivos que dão razão a ele). Tina quer provar a competência e recuperar o posto que tinha antes na Macusa. Queenie é linda, agradável, dona de uma habilidade extremamente complexa e parece um oásis de bondade cada vez mais raro no mundo (se era em 1926, imagina agora...). E Jacob quer uma chance para demonstrar o verdadeiro talento dele – ter uma padaria e deixar as pessoas felizes (e vocês irão entender a angústia que ele sente nas cenas iniciais no dia em que precisarem solicitar algum empréstimo bancário). Ao mesmo tempo, a gente começa a fazer um monte de interrogações sobre o futuro de cada um deles e o papel que irão desempenhar nesta e nas próximas tramas (e que nem atrevo a citá-las para evitar os famigerados spoilers). Posso garantir que todos se revelam mais do que eles mesmo pensam ser no início.


- Preciso fazer um comentário sobre meu fascínio quando vi a maleta do Newt: “Gente, é a versão dele da Casa do Pequeno Scooby-Doo!”. Entendedores entenderão.

- Vocês podem imaginar que, quando a encomenda chegou, houve todo o ritual apaixonado-chiliquento da leitora compulsiva com o plus/bônus/agravante de ser uma potteriana para sempre. Beijos, palavras incompreensíveis, abraços eternos, sentir cheirinho de livro novo. Deu até pena tirar do plástico. O livro é tão lindo que não sei nem como definir. Espero que você se divirta caçando as referências da sobrecapa – e sim, precisei parar de babar pra me dar conta delas. Aliás, todo o trabalho gráfico – feita pela MinaLima, que realiza o design dos filmes – é muito delicado, bonito e lotado de referências (ah, gente, dei ataque de fofura com as patinhas separando cenas ou os detalhes aos lados do título e dos números das páginas). Adorei ele ter esse ar de “livro antigo”, que lembra alguns que eu via na estante da minha tia. Ah, ele tem capa dura e nem preciso dizer que tive outro ataque de fofura quando vi o que está impresso na capa (não vou contar, vocês vão ter que ver). 

- Sim, ele tem um valor mais alto, mas compensa o investimento pela beleza e cuidado da edição. Mas como a vida está difícil e dinheiro não brota nos quintais de gente que rala todo santo dia, meu conselho é: vigiem as promoções em sites e lojas. Foi assim que comprei o meu exemplar ;)

- Agora é esperar pelo segundo filme da cinessérie (e o respectivo roteiro) em novembro de 2018.

- Links: Goodreads livro e autora; site da autora; Potterish; informações da Editora Rocco sobre o livro e sobre a capa; Skoob; mais da autora no Literatura de Mulherzinha.

Bacci!!!

Beta

ps.: Vou ter que rever o filme pra conferir a referência ao Quadribol citada neste texto. No roteiro em Português, o duplo sentido foi perdido.

terça-feira, julho 18, 2017

Ciao!

Quem acompanha o Literatura de Mulherzinha, sabe que eu sou um caso um pouco perdido quando o moço Dan Brown resolve colocar o professor Robert Langdon em outro pique-pega para evitar o fim do mundo como o conhecemos.

Quem acompanha o Facebook do Literatura de Mulherzinha, deve ter me acompanhando surtando alegremente quando o autor anunciou o novo livro dele com o meu personagem favorito: Origem.

Pois bem, e a Editora Arqueiro já colocou na aba de "próximos lançamentos", a capa brasileira e algumas informações sobre a versão brasileira, que tem lançamento previsto para o dia 3 de outubro.


Origem
DE ONDE VIEMOS? PARA ONDE VAMOS?

Robert Langdon, o famoso professor de Simbologia de Harvard, chega ao ultramoderno Museu Guggenheim de Bilbao para assistir a uma apresentação sobre uma grande descoberta que promete “mudar para sempre o papel da ciência”.

O anfitrião da noite é o futurólogo bilionário Edmond Kirsch, de 40 anos, que se tornou conhecido mundialmente por suas previsões audaciosas e invenções de alta tecnologia. Um dos primeiros alunos de Langdon em Harvard, há 20 anos, agora ele está prestes a revelar uma incrível revolução no conhecimento… algo que vai responder a duas perguntas fundamentais da existência humana.

Os convidados ficam hipnotizados pela apresentação, mas Langdon logo percebe que ela será muito mais controversa do que poderia imaginar. De repente, a noite meticulosamente orquestrada se transforma em um caos, e a preciosa descoberta de Kirsch corre o risco de ser perdida para sempre.

Diante de uma ameaça iminente, Langdon tenta uma fuga desesperada de Bilbao ao lado de Ambra Vidal, a elegante diretora do museu que trabalhou na montagem do evento. Juntos seguem para Barcelona à procura de uma senha que ajudará a desvendar o segredo de Edmond Kirsch.

Em meio a fatos históricos ocultos e extremismo religioso, Robert e Ambra precisam escapar de um inimigo atormentado cujo poder de saber tudo parece emanar do Palácio Real da Espanha. Alguém que não hesitará diante de nada para silenciar o futurólogo.

Numa jornada marcada por obras de arte moderna e símbolos enigmáticos, os dois encontram pistas que vão deixá-los cara a cara com a chocante revelação de Kirsch… e com a verdade espantosa que ignoramos durante tanto tempo.

***

Este homem deve estar me espionando. Só pode.
Depois de explodir com meu artista favorito (Leonardo da Vinci); arrumar um pique-pega em Roma e no Vaticano e ir pra cidade que mais amo no mundo (Florença, ponto de partido de Inferno) - ele vai para outro país que amo de paixão - Espanha.

Para quem não conhece ou está perdido, esta é a ordem das obras protagonizadas por Robert Langdon:

1 - Anjos e Demônios - apesar do festival de coisas surreais, é meu #2
2 - Código da Vinci - o que virou best seller
3 - O símbolo perdido - foi o livro de que menos gostei
4 - Inferno - meu favorito por motivos de: Florença
5 - Origem - vamos ver onde entra na lista

E o Dan Brown publicou este booktrailer no Facebook:



Agora vou tentar fugir de quaisquer informações extras para me divertir com o livro em outubro. 

Bacci!!!

Beta

domingo, julho 16, 2017

Ciao!


(A capa original é muito linda - diz a fã da cor violeta)

Eta livro que roda, roda, roda, não sai do mesmo assunto e você fica com a sensação de potencial não aproveitado...

Cartas para uma falsa dama – Carol Townend – Harlequin (Mistaken for a lady – 2016)
Personagens: lady Francesca de Fontaine e conde Tristan de Isles, o Belo

Dois anos sem uma notícia um do outro. Não era à toa que tanto lady Francesca quanto conde Tristan imaginavam que não tinham futuro juntos. Mas agora que precisavam fazer uma viagem às pressas e finalmente conseguem conviver pela primeira vez após o casamento. No entanto, ainda haveria um casamento? E para agravar, a situação política permanece instável e o perigo ronda, por meio de pessoas que não hesitam em atingir inocentes para conseguirem o que querem.

Comentários:

- #MadreHooligan leu antes de mim e avisou: “Você vai reclamar que os dois rodam e não saem do lugar". Então, eu tive exatamente este problema: ficou a impressão de que faltou alguma coisa para evitar que as tramas principais não soassem tão repetitivas. Temos várias coisas em andamento e, junto com isso, a sensação de nada acontecia. Muito doido, mas é verdade. E isso transformou um livro de 253 páginas em uma leitura que parecia ter o triplo. Ninguém merece.

- Este livro é diretamente ligado ao O segredo dos olhos de Lady Claire, mas vocês terão que ler para descobrir o motivo. O fato é que Lady Francesca se sentia desconfortável em permanecer em Fontaine e em muito menos ir para Iles, a propriedade do marido. Então foi para outro castelo onde ficou nos dois anos seguintes ao casamento. Aliás, que era só no papel, porque Tristan partiu para a guerra para ajudar a consolidar o reinado do príncipe. Todas as cartas que ela escreveu não foram respondidas. Então para ela ficou claro que o marido romperia o casamento – e teria uma forte razão para isso – tão logo fosse liberado pelo rei.

- Ao mesmo tempo, Tristan também temia o fim do casamento porque todas as cartas que enviou não foram respondidas pela esposa. Antes que me xinguem, não foi spoiler, isso é dito no início do livro e repetido à exaustão – mesmo quando parece que eles já tinham resolvido, o assunto ressurge das cinzas. O motivo que permitiria o rompimento do casamento de forma legal também é outra situação repetida.

- E ainda temos as reclamações de Francesca pela falta de confiança de Tristan nela. Mas gente, eles se casaram, tiveram a lua de mel, o conde foi para a guerra, volta para leva-la para uma viagem por motivo muito difícil e ela quer saber tudo em três segundos. Apesar de que havia algumas coisas que Tristan deveria contar à esposa e, por ter medo de como ela iria reagir, ficou protelando o que, adivinha, contribui para piorar a situação, claro.

- E ainda tem a trama política onde Tristan está envolvido. Nem todos os nobres foram a favor do rei e esta instabilidade manteve o conde longe de suas terras por dois anos e ainda o preocupava. No entanto, confesso que esperava mais desta parte da trama e me senti um pouco decepcionada com o desfecho.

- Eu retornei à série de paraquedas, porque ainda não li A amante de Lorde Gawain e A desonra de lady Rowena, o terceiro e o quarto, mas consegui entender o contexto. No fim das contas, o livro não é ruim, mas reúne várias coisas que não se desenvolvem a contento – já vimos todos estes plots em outros livros. Alguns, aliás, se sustentam em torno de apenas um deles, e conseguem nos emocionar. Aqui, talvez pela nuvenzinha mal humorada que andou me acompanhando, tudo que eu queria era chegar para a última página.

- No entanto, devo destacar um ponto: marca a volta dos Históricos da Harlequin, no formato livraria. Só isso faz a leitura ter valor. Espero que continuem publicando e especialmente tragam de volta autoras que amamos como a Deborah Simmons, a Candace Camp, Terri Brisbin, Blythe Gifford...

Série “The Knights of Champagne”
:
1 - Lady Isobel’s Champion - O campeão de Lady Isobel - lady Isobel de Turenne e Lucien Vernon, Conde D’Aveyron
2 - Unveiling Lady Clare – O segredo dos olhos de Lady Clare – lady Clare e Sir Arthur Ferrer 
3 - Lord Gawain's Forbidden Mistress – A amante de Lorde Gawain – Elise Chantier e lorde Gawain Steward, Count of Meaux 
4 - Lady Rowena's ruin - A desonra de Lady Rowena - lady Rowena e sir Eric de Monfort 
5 - Mistaken for a lady - Cartas para uma falsa dama - lady Francesca de Fontaine e conde Tristan de Isles, o Belo

- Links: Goodreads livrosérie e autora; site da autora livrosérieoutros livros da autora no Literatura de Mulherzinha.

Bacci!!!

Beta

sábado, julho 15, 2017

Ciao!




Gente, por que esta série me faz ter expectativas dignas de Polly Anna dando comida para os ratinhos? Só uma versão muito maluca minha acreditaria que este livro teria menos encrenca por se tratar de uma prequel/companhia!

Pois é, deve ser excesso de achocolatado na cachola, só pode...

O duelo dos deuses – Colleen Houck – Editora Arqueiro
(Reignited - 2017)
Personagens: Ísis, Osíris, Seth, Néftis, Amon-Rá

Um édito comandava os deuses do Egito: não poderiam se relacionar entre si e muito menos terem filhos. No entanto, Ísis não conseguia mais controlar o que sentia por Osíris, que fazia o possível para ignorar os sentimentos dela por ele... e dele por ela. Enquanto isso, Seth se corroía por não se sentir tão valorizado como os outros e agora que sabia qual era o seu verdadeiro poder, estava disposto a tudo para se impor e para ter Ísis ao seu lado comandando os outros deuses.

Comentários

- Depois de ler este livro, que funciona como uma prequel da série Deuses do Egito, você entende perfeitamente o tamanho da encrenca em que Lily, Amon, Ahmose e Anset se meteram. Porque esta série é o típico “as coisas não podem piorar... Não, pera...” 
– Qualquer homem, mortal ou deus, sabe que não há como dar conta de uma esposa. As mulheres dão conta de si mesmas e os homens que são inteligentes saem do caminho. Mas eu não esperaria que um moleque como você soubesse disso.
- Seth queria ser o maior deus de todos, mas ainda estava aprendendo a lidar com o poder terrível que só surgiu tardiamente. Ele estava obcecado por Ísis, que não retribuía esse interesse porque só tinha olhos para Osíris. No entanto, o deus hesitava em se deixar levar por sentimentos inapropriados conforme o édito de Amon-Rá. E todo mundo aí envolvido tem poderes para causar confusões para eles e para os humanos. 

- Agora imagina: se eles não se entendem, quem é que vai por freio neste bonde? Aqui temos uma leve insinuação do resultado que acompanhamos nos livros seguintes: o sacrifício dos três príncipes para que Seth permanecesse sob controle.  

- Como forma de apresentar mais detalhadamente os deuses que são citados nos livros da trilogia, a autora escreveu esta prequel, onde ela adapta as lendas da mitologia egípcia à necessidade da série (se não conhece, este site ajuda a entender). Eu me lembrava de algumas coisas da história de Ísis e Osíris (saudades documentário da National Geography) e fiquei imaginando de que forma Colleen faria que as lendas originais e as necessidades da série se encaixassem. E gente, sem dar muitos detalhes, posso avisar: ela consegue (aquela que está se sentindo o máximo só porque entendeu algumas das referências).

- E é até bom a gente ler esta prequel entre o livro 2 e 3 porque estes deuses são muito citados em O coração da esfinge (ou “aquele em que o Amon faz uma burrada muito grande e a Lily tem que salvar o dia” – perceberam que eu ainda não perdoei o príncipe múmia apaixonado pelo estresse que me causou, né?) e posso pressupor que eles vão estar na terceira parte. Aqui a gente entende a dinâmica entre eles, sejam as alianças, as rivalidades, os não-ditos e as possibilidades para o futuro, de que forma os desejos dos deuses vão se aliar ou se chocar com as forças em ação para o combate decisivo.

- Enfim, aguçou. E agora que venha Reunited, porque preciso saber como é que vão segurar essa barra complicada que é gostar um do outro nesta série. 
– Não – respondeu ela simplesmente. – O amor, depois de encontrado, nunca se perde. 
Série Deuses do Egito
0.5 – O duelo dos deuses – Reignited – lançamento em 2017
3 – Reunited 


Bacci!!!

Beta

ps.: Como só estou ouvindo Il Volo nas últimas semanas, fica a dica da música que me acompanhou em parte da leitura (e enquanto escrevia este texto): Non ti scordar di me.

Non ti scordar di me:
La vita mia legata e a te.
Io t'amo sempre piu,
Nel sogno mio rimani tu.
Non ti scordar di me:
La vita mia legata e a te.
C'e sempre un nido nel mio cor per te.

Non ti scordar di me!