domingo, setembro 24, 2017


Ciao!

*Êta série com capas lindas*


O carteiro entregou o livro ontem (pausa para um momento de agradecimento emocionado a Deus e ao moço que fez a entrega). Aí como eu já estava no embalo da leitura do livro anterior – e de olho muito comprido no James Riverdale – tive que pegar e ler, né?
*Só demorou um pouquinho porque ficar até 3h vendo Guns n’Roses e voltando a ter 13 anos me deixou no modo Bela Adormecida a maior parte do dia*

Como se casar com um marquês – Julia Quinn – Editora Arqueiro (Agentes da Coroa 2)
(How to marry a marquis – 1999)
Personagens: Elizabeth Hotchkiss e James Siddons, marquês de Riverdale

James atendeu ao chamado da tia, lady Danbury e foi para o interior investigar quem poderia estar chantageando a mais destemida mulher da aristocracia britânica. Ele se disfarçou de administrador para poder averiguar a origem das ameaças. Ele desconfiou da dama de companhia Elizabeth Hotchkiss, até descobrir que ela era uma jovem de uma família falida que precisava se casar para cuidar dos irmãos. E isso foi apenas o início da confusão.

Comentários:

- Ah, Julia Quinn, eu te amo! Profundamente! Por criar histórias leves – mesmo com cenas mais pesadas – que a gente começa, mergulha e não quer sair dele. É um mundo tão delicado, tão leve, tão divertido, mesmo com as restrições da época (estamos falando daquele momento em que a sociedade achava que os homens tinham plenos direitos sobre as mulheres, oh wait...)

- Para tudo: tem lady Danbury! Essa personagem que participou de vários outros livros, sempre como uma força a ter temida. Que botava medo nos homens e nas mulheres. E não tinha papas nas línguas nem meias palavras – por isso era inspiração para algumas delas. Quando vi que ela estaria no livro, já sabia que iria gostar!

- Elizabeth tem o mesmo problema que eu: #dnadebolinhadepinball. Gente, me identifiquei plenamente com ela (para vocês terem uma ideia: entre sábado e hoje, eu bati o joelho, o computador caiu no meu pé, queimei minha mão na tampa quente). As cenas dela desastrada são divertidas por isso, porque sempre tem um propósito (tem uma cena que eu adoraria falar, mas vou ficar quieta porque detesto o tal dos spoiler). Ela está comprometida em manter a família unida após a morte dos pais e precisa encontrar recursos para mandar o irmão pra Eton, como convém ao futuro baronete que ele será e prover as duas irmãs caçulas. Trabalhando como dama de companhia de lady Danbury consegue o mínimo para manter um teto. Quando o livro começa, Elizabeth se convence de que só tem uma solução: o casamento com um pretendente de posses que possa cuidar de todos.

- Para isso, ela recorre a um manual “Como se casar com um marquês” (encontrado por acidente na biblioteca de lady Danbury), com uma série de decretos que levariam as moças a conseguirem os maridos abastados que tanto esperavam. As normas eram um tanto conflitantes, mas, no desespero que ela estava, não poderia desprezar nenhuma alternativa. Nenhuma mesmo.

- James estava chateado porque teve que se afastar de suas funções no Departamento de Guerra e morrendo de tédio em Londres, com aquelas chatices de aristocracia, as debutantes irritantes e as mães vorazes. Escapar da capital para investigar um mistério no interior era muito mais divertido. E ele se vê encantado pela governanta que escondia um segredo. Sem perceber, ele vai se aproximando e se deixando encantar por Elizabeth. Ele poderia ser a solução dos problemas dela, mas queria que ela o amasse independente de título. Ah, claro, título que, obviamente, ela não sabia que ele tinha.

- É engraçado, é confuso, é apaixonado, é apaixonante. Eu já disse que amo a Julia Quinn? Amo sim! Agora vamos esperar o próximo e torcer para que ela escreva muito mais.

Dueto Agentes da Coroa
2 – Como se casar com um marquês


Bacci!!!


Beta

sábado, setembro 23, 2017

Ciao!

*Que capa liiiinda!!!!!!!*



Ah, Julia Quinn e a sua incrível capacidade de fazer a gente se esquecer da vida, dos problemas, do mundo cada vez mais louco.
Por que digo isso? Porque estava penando com dificuldade para ler. Peguei este livro e, em pouco mais de 2h, já estava pra lá da metade. Sem ver. Sem aflição. Só virando página e rindo com os personagens.

Como agarrar uma herdeira – Julia Quinn – Editora Arqueiro (Agentes da Coroa 1)
(To catch a heiress - 1998)
personagens: Caroline Trent e Blake Ravenscroft

Caroline estava encrencada. A jovem órfã que sofreu com tutores mais interessados na herança que em cuidar dela, teve que fugir da última casa às vésperas de completar 21 anos para não ser forçada a um casamento indesejado. Terminou sequestrada por um homem que a confundiu com uma espiã. Agora precisava se manter afastada da casa do tutor e não piorar a situação com o agente secreto  que não havia percebido o engano. Blake estava cansado, magoado e triste. Precisava se aposentar e levar uma vida tranquila no campo. Mas ao prender a garota errada, tinha duplicado os problemas na última missão. E precisava encontrar uma forma de escapar disso... solteiro e vivo!

Comentários:

- Que livro fofo! Gracioso! Leve! Apaixonante! Ah, vocês sabem que costumo gostar do que a Julia Quinn escreve, mas quando você encontra um livro que finalmente prende sua atenção além da página 1, levanta as mãos pros céus e agradece. Sim, detesto os bloqueios, só servem pra me deixar irritada por querer ler e não saber o quê. Aí comecei a ler o festival de desencontros e trapalhadas que fizeram Blake e Caroline se embolarem e não consegui parar.

- Uma heroína como Caroline nas mãos de outra autora seria uma chata de galochas, correndo o risco de irritar a gente, ao invés de despertar a empatia. Mas Caroline tem um senso de humor tão afiado – inclusive contra ela mesma – que você se vê rindo dela com ela no meio de algumas cenas que fariam qualquer outra desistir ou meter os pés pelas mãos. Gostei de perceber que ela não perdia a esperança, mesmo sem saber em quê, já que tudo antes deu errado.

Não importava quão triste ou desolada estivesse – e os últimos dez anos haviam lhe dado muitas razões para se sentir assim –, ela só precisava olhar para o céu para ficar em paz. Se uma estrela brilhasse, ela se sentia segura e aconchegada. Talvez não tanto quanto se sentira aquela menininha no colo da mãe, muitos anos antes, mas pelo menos as estrelas lhe davam esperança. Elas resistiam, então Caroline também poderia resistir.
(Como não gostar de uma heroína assim, otimista em meio ao caos?)

- Aí temos Blake, o agente da coroa à beira de um ataque de nervos. Quer se aposentar, viver longe de uma profissão que trouxe uma dor que não curava e muitos problemas. Precisava convencer a espiã espanhola a dizer quais informações possuía, para evitar que outros agentes e mesmo o futuro da Inglaterra estivesse em risco. Só que ele pegou a mulher errada e até perceber o erro vai levar tempo e muita dor de consciência.

*O meu anjo da guarda quando vê as decisões que tomo na vida*

- Estou tentando não contar muito porque vocês precisam ler o festival de confusões que os dois se metem. Quando eu pensava “ok, não tem como complicar mais...”, vinha a cena seguinte e me provava que, sim, tinha. Caroline e Blake atraíam encrenca como açúcar atrai formigas. E o agente está andando no fio da navalha porque não pode perder a missão, não pode desonrar a moça inocente, não pode se apaixonar por ela e não quer colocar ninguém em risco. Ele sofria por uma perda doída. Não queria passar por isso de novo. Se sobreviveu a duras penas, poderia não aguentar uma outra pancada.

- Só que ele não estava preparado para enfrentar Caroline – que era tão inocente, quanto esperançosa, quanto adorável, quanto apaixonada. Definitivamente a última pessoa por quem poderia se interessar alguém como ele, que tinha certeza de que havia perdido o coração e a alma no caminho tortuoso de defesa dos interesses do país.

- O livro consegue citar coisas ruins e ainda ser leve. Consegue te prender porque você precisa saber como eles vão se desembolar e superar os problemas que causam nas próprias vidas. Há um determinado ponto que é muito repetitivo, mas você entende que só mesmo um grande choque para terminar com uma visão empacada de mundo. Enfim, amei o livro e quero ler a sequência – sim James Riverdale, estou de olho em você!

Dueto Agentes da Coroa
1 – Como agarrar uma herdeira
2 – Como se casar com um marquês




Bacci!!!


Beta

quarta-feira, setembro 20, 2017

 Ciao!


Na Kindle Week da Amazon.com.br, alguns dos e-books da autora Flávia Cunha estão em promoção até 24 de setembro.
Confira!!!












Saiba tudo sobre essas e outras novidades!

domingo, setembro 17, 2017

Ciao!!!




Nobre e plebeia. Uma herança. Planos a serem mudados. Vidas conduzidas por um testamento.
Tive um pequeno problema, mas foi uma leitura boa.

A outra história desta edição é O segredo através do véu, de Dani Collins.

Preciosa Promessa – Susan Stephens – Jessica 2 Histórias 281 (Surpresas do Destino)
(A diamond for Del Rio’s housekeeper – 2016 – Mills & Boon Modern Romance)
Personagens: Rosie Clifton e Don Xavier Del Rio

A órfã Rosie se tornou a herdeira de metade da Isla del Rey, o primeiro lugar onde teve a sensação de ser livre e distante da realidade do orfanato em que crescera. O problema é que o outro herdeiro, Don Xavier Del Rio, tem planos que não incluem a preservação da hacienda. E ele está disposto a recompensá-la se ela não o atrapalhar. Só que ser doce e romântica não significava que Rosie era manipulável. E teriam que encontrar outra solução.

Comentários:

- Primeiro, gostaria de dizer que li este livro em um dia de muito mal humor. Leia-se: encarar filas para resolver problemas não é a minha noção de felicidade. Para vocês terem ideia, eu li 42 páginas até ser chamada em um dos locais onde aguardei. Isso pode ter afetado um pouco a minha disposição para o duelo de vontades entre o nobre e a governanta que disputam a herança deixada por uma idosa que sabia que iria conseguir o que queria.

- Rosie tinha saído do orfanato e aceitou ser a cuidadora de Doña Anna, uma mulher de personalidade forte, e que não aceitava qualquer um em seus domínios. Por incrível que pareça, ela se deu bem com a jovem órfã, que se tornou uma companhia mais interessante que havia planejado. Ela tinha paciência em ouvir, disposição em ajudar e não se intimidava com o temperamento da dona da casa.

- Xavier tinha sido a criança indesejada em um relacionamento tumultuado. Não conseguiu encarar o período que passou na ilha como algo que fosse para o bem dele, mas como um castigo e por isso foi embora para nunca mais voltar. Ao receber a herança se sentiu frustrado ao saber da divisão. E não foi a mais aberta das pessoas a fazer alterações no seu planejamento. E sejamos sinceras, também não foi a mais gentil das pessoas com Rosie, que era sabidamente mais jovem, impressionável e sem a menor condição de transitar na sociedade. Ele a colocou em um balaio que dizia “problema a ser removido” e transformou as desvantagens dela em pontos a serem atacados. Assim ela seria convencida a aceitar o que ele queria – compensação financeira e bye, bye Isla del Rio – e ainda se sentir grata! (Deu pra sentir que não curti nada a atitude da criatura, né?)

- Pra azar dele, Rosie não é tão frágil como ele pensava. Romântica, ingênua, sonhadora, sim. No entanto, ela tinha um compromisso pessoal de ajudar os moradores da região, que a acolheram como uma deles. E sabia que Xavier não considerava isso. Ela lutava por ser a última esperança deles e tinha aprendido com Doña Anna a não se deixar intimidar. Este é um ponto positivo da história. No entanto, há momentos em que ela age excessivamente de forma sonhadora, o que a torna chatinha e vulnerável ao homem mais poderoso.

- Em alguns momentos, a história fica meio arrasada. Isso somado à minha antipatia pelo protagonista “todo-poderoso” e ao mau humor pelo excesso de filas para se resolver as coisas me deu a sensação
de que a trama estava muito lenta. É uma leitura boa, infelizmente, eu não estava em bom dia para lidar com os aspectos menos favoráveis dela (sim, ainda estou indignada pela atitude do Xavier na parte inicial do livro – escorpianos demoram a esfriar).


Bacci!!!

Beta

sábado, setembro 16, 2017

Ciao!


  
Confesso que demorei a engrenar com o livro, por falta de simpatia com a protagonista. Mas quando engrenei, valeu muito a pena.

A minha vida não tão perfeita – Sophie Kinsella – Editora Record
(My not so perfect life – 2017)
Personagens: Katie-Cat Brenner

Katie queria deixar de ser a garota de Somerset e se tornar Cat, uma vitoriosa e bem sucedida executiva do mercado publicitário de Londres. No entanto, era apenas a garota da pesquisa - ainda bem longe de ser alguém relevante, alguém como a chefe Demeter. Enquanto se vê presa no ciclo de desejar a vida que não tem e sem começar o caminho para conseguir, muitas reviravoltas irão acontecer. E ao colocar a vida no trilhos, ela vai perceber o óbvio: ninguém tem a vida perfeita. Nem ela. Nem Demeter.

Comentários:

Twenty-five years and my life is still
I'm trying to get up that great big hill of hope
For a destination

- O mundo atual nos pressiona a buscar um ideal de vida perfeita. Lamentalvemente, na maioria das vezes, nunca é a que nós temos, mas sempre a de outra pessoa. Aquela coisa de que a grama do vizinho é sempre mais verde foi potencializado com as redes sociais. No entanto, a gente nunca sabe o que há realmente por trás das fotos e vídeos do Instagram. E muitas pessoas se apegam a isso de tal forma que precisam fingir que vivem o que não possuem ou não fazem. Isso gera insatisfação e em algum momento a frustração vai virar um problemão.
Mas veja bem: não sou invejosa. Não exatamente. Não quero ser a Demeter. Não quero as coisas dela. Sei lá, tenho só 26 anos. O que eu faria com um SUV da Volvo? 
- Katie queria se afirmar, mostrar potencial, se destacar na multidão... mas nem era percebida no escritório da empresa que trabalhava. Era a garota que copilava dados de pesquisas. Uau. Nada glamoroso, brilhante e vencedor. Ela queria o estilo de vida da chefe, Demeter, aquela vida cintilante de família bonita, filhos bonitos, casa perfeita, vida social esfuziante, admirada, invejada.
Mas, quando olha para ela, sinto um comichão de... alguma coisa, e penso: será que poderia ser comigo? Teria como ser comigo? Quando tiver condições, eu poderia ter a vida da Demeter? Não são só as coisas materiais, falo da confiança também. Do estilo. Da sofisticação. Dos contatos dela. Mesmo que demorasse vinte anos, eu não me importaria - na verdade, ficaria em êxtase! Se você me dissesse Olha só, se você se esforçar bastante, daqui a vinte anos terá essa vida, eu iria com tudo para chegar a esse ponto.
- Quando tudo desmorona, Katie é forçada a se reconectar com ela mesma, com a vida, com a família e com os sonhos que construiu e não realizou. É neste momento que o livro fica muito bom. Porque após das decepções, ela não percebe que está se reiventando e mudando a visão de mundo. Katie viu os sonhos de grandeza implodirem e precisou fazer o melhor possível com a realidade. E foi quando ela deixou de soar como uma chata invejosa e se tornou gente como a gente: com sonhos que gostaria de realizar, com desafios cotidianos a serem superados. Simples assim.

- Neste meio tempo, além de Demeter, vamos conhecer os colegas de trabalho e os outros que dividem a casa com a protagonista em Londres. E vocês ouviram falar em glamping? Confesso que não tinha a menor ideia do que era isso (digamos que estou lidando com uma série de “eita!” atrás de “eita!” e não está dando muito tempo de acompanhar tendências) e gostei de entender o conceito do início ao projeto final. 

- Fique bem atento porque tdo mundo tem alguma importância no amadurecimento e no desabrochar de Katie. É assim que ela vai entender que a graça da vida não está em fingir uma perfeição que não existe, que soa inalcançável e só serve para oprimir e frustrar. Está na gente encontrar a beleza nas imperfeições do dia a dia.

Bacci!!!


Beta