segunda-feira, abril 01, 2019

Ciao!

Passou rápido, né?
Cá estamos nós no #AbrilImperdível, desta vez, celebrando 14 anos.

Vai ser um pouquinho diferente. Geralmente nesta época do ano, eu já tenho a maior parte dos textos adiantados. Pois bem, isso não aconteceu neste ano.

O motivo consegue ser simples e complexo. Eu estou me tratando há um ano por causa do combo depressão, ansiedade e pânico, com o que eu já vinha lidando pelo menos por quase quatro anos antes.

Então a forma como eu lia não era saudável. O "compulsiva" era para ser uma brincadeira, mas não era. Era uma muleta para eu não lidar com uma parte da realidade.

E aí, uma reviravolta. Antes mesmo de começar a ter o acompanhamento adequado - psicólogo, psiquiátrico e espiritual -, eu simplesmente parei de ler. Não conseguia me concentrar em nada. Por melhor, por mais que eu amasse o estilo, a autora, nada evoluía.

Foi quando só a música - especialmente as do Il Volo - me empurrou para fora da cama, para a frente, para continuar mesmo quando eu não tinha a menor certeza do que estava fazendo. Sério, descobri que funciono bem no piloto automático - mas que sou mais saudável sem ele.

Mesmo com o tratamento, ainda não encontrei um novo ritmo de leitura. Estou oscilando entre marés altas e baixas. Normalmente, não afeta o Literatura de Mulherzinha. Só que, quando chega o único mês do ano onde minha meta pessoal envolve publicações diárias, se torna uma barreira. E eu ainda não sei se vou superar. Mas vou tentar.

Por isso, decidi compartilhar com vocês. Talvez não seja capaz de fazer textos diários, como nos últimos anos, mas haverá resenhas e algumas surpresas. O Literatura de Mulherzinha surgiu em um ano complicado da minha vida, me acompanhou nas decepções e alegrias - literárias ou não - desde então. Nada mais natural que estar ao meu lado agora também.

Se por acaso, você também estiver se sentindo perdido, vendo e sentindo que as coisas que você ama estão perdendo o sentido, não sinta vergonha, nem acredite em quem diz que é "mimimi", "fraqueza", "falta de Deus" ou algo do gênero. A sua dor é real e há formas de lidar com ela. Pode acreditar em mim, passei e passo por isso. É um dia de cada vez. E tudo dará certo.

E convido todos vocês a acompanharem o #AbrilImperdível14. Posso não saber quantos, mas vou me esforçar para que tenhamos bons momentos pela frente!!!

Bacci!!!

Beta

domingo, março 31, 2019


Ciao!




Um homem determinado a ter uma garota que não o deseja de forma alguma.
Alguém não sabia o que estava querendo. Outro não sabia como conseguir o que queria.
Um duelo de vontades que tem problemas bem mais sérios para resolver.

Comando do Amor – Carole Mortimer – Paixão 494
(At the ruthless billionaire’s command – 2017 – Mills & Boon Modern Romance)
Personagens: Amelia “Lia” Fairbanks e Gregorio de la Cruz

O mundo de Lia desabou com a morte prematura e totalmente inesperada do pai. E ela não conseguia entender por que Gregorio de la Cruz, que ela considerava que tinha alguma culpa na perda, insistia em ficar por perto. Ele a desejou quando conheceu, deu a ela dois meses para lidar com a morte do pai, mas agora partiu para convencê-la de que havia muito que Lia não sabia – e finalmente poder tê-la.

Comentários:

- Você achou estranho o que eu escrevi ali? Pois bem, eu também comecei a leitura com esta estranheza. O período do luto é marcado por dúvidas, sentimentos intensos e a sensação de não saber o que fazer sem aquela pessoa fisicamente na sua vida. Gregorio começa o livro “invadindo” o espaço geográfico e emocional de Lia duas vezes: no sepultamento do pai dela e no apartamento para o qual ela havia acabado de se mudar.

- Gregorio fica irritado por que ela conclui que ele armou uma teia de aranha para deixá-la vulnerável e predisposta a aceitar ir pra cama dele. Mas sejamos sinceros, pela forma sufocante com que ele se comporta em relação a ela – desde a abordagem inicial quando se conheceram (e ela era noiva) até a forma como agiu depois que o pai dela morreu – dá a entender que ele está disposto a todo tipo de estratégia para levá-la para a cama. Ele não tinha que ficar chateado por Lia estar desconfiada. Qualquer uma estaria. 
— Claro que não! — admitiu irritada. — Mas acho difícil acreditar ter sentido atração à primeira vista por alguém.— Será por preferir continuar acreditando que sou um homem capaz de perseguir gente até que morra?Ela piscou ao ser lembrada das acusações feitas.— Não chamaria a obsessão de possuir alguém, no caso eu, por exemplo, um comportamento normal — defendeu-se.— Preferia que eu elogiasse e seduzisse você com palavras antes de tentar fazer amor? 
- Aí temos uma guinada para bem, quando os pingos nos “is” são colocados. O desconforto que eu sentia com o Gregorio diminuiu ao ver que ele tinha realmente boas intenções – só não tinha a menor noção de timing e tato, uma forma, digamos, menos exagerada de demonstrar isso. E também porque a Lia faz umas bobagens que me tiram do sério (tipo a Açucena de Cordel Encantado, que se se colocava em risco por não seguir os avisos que recebeu de todo mundo), até compreensíveis diante do que havia passado: perdeu o pai, estava ainda de luto, viu todo mundo abandoná-la com a perda de riqueza. Precisava que quem foi o catalisador respondesse pelo mal que causou – mas isso poderia trazer ainda mais problemas.

- No fim das contas, começou esquisito, houve alguns desentendimentos, esclarecimentos e mais confusões até terminou bem. Até suspeitei que teria sequência, com os irmãos de Gregorio como protagonistas, mas não encontrei.


Bacci!!!

Beta

sábado, março 30, 2019

Ciao!


Depois de perder a paciência com o sheik Zafir, chegou a hora de encontrar Salim, que está fugindo da responsabilidade de assumir o trono de Tabat e obrigou o irmão mais velho a tomar uma providência.

O outro livro deste dueto é Joia do Deserto.

O amor de um rei – Abby Green - Jessica 2 Histórias 291 (Conquistas do Deserto)
(A Christmas Bride for the King – 2017 – Mills & Boon Modern Romance)
Personagens: Charlotte McQuillan e sheik Salim Ibn Hafiz Al-Noury

Salim tinha que assumir o trono do reino de Tabat, a terra natal da mãe, mas não queria. Se fosse possível, queria distância de qualquer coisa que envolvesse os pais. Só que agora a situação beirava o ultimato para garantir a paz na região. Isso forçou o irmão Zafir a enviar uma especialista em relações diplomáticas para convencê-lo a cumprir o papel esperado dele.

Comentários:

- No livro anterior, a gente sabe a causa do trauma de Zafir e do impacto ainda maior que teve em Salim: a morte prematura e traumática da gêmea, Sara. Aqui nós vamos lidar com um homem de 19 anos depois não conseguiu lidar com a dor e havia se tornado “o rei mais relutante do mundo”. 
– Você sabe exatamente por que estou ligando. Você se esquivou de suas obrigações por tempo suficiente. Os funcionários do governo, em Tabat, esperam há mais de um ano para que você assuma seu papel de rei, conforme os termos do testamento de nosso pai. – Antes que Salim pudesse dizer alguma coisa a respeito desse resumo de sua situação, Zafir continuou: – A situação lá ameaça ficar caótica. Isso não é sobre você, Salim. Pessoas vão se machucar se a estabilidade não for restaurada. É hora de você assumir suas responsabilidades. Você é o rei, querendo ou não. 
- Por isso, Zafir enviou Charlotte para ajudá-lo no processo de diplomático e de relações internacionais para assumir o trono. Ela, que também lidava com os próprios fantasmas, adorou ter uma chance de escapar de Londres nesta época natalina. O problema era que o cliente e os empregados dele não estavam colaborando para o trabalho. E ele teve o desplante de menosprezar os conhecimentos e querer dispensá-la como se não valesse nada. (Foi minha primeira irritação com ele no livro) A criatura foi grosseira porque ela era certinha, controlada e parecia desaprová-lo, o que o irritou porque não deveria se sentir atraído por ela... É, durma com um barulho desses.

- Mas é claro que surge uma inconveniente atração entre a diplomata e o rei reticente. Nenhum dos dois quer, mas são obrigados a lidar com isso. Charlotte fica perdida, porque sempre fugiu de relacionamentos e não permitiria ser magoada de novo. Salim está acostumado a ter tudo o que quer – exceto escapar do trono – e encarou a confusão da especialista indesejada como um incentivo. E Charlotte se vê interessada em assumir as consequências de brincar com fogo. Adivinha como isso vai acabar? Pois é...

- Pra nossa sorte, o rei reticente se revela um homem vulnerável – e que nos convence (mesmo com algumas arestas desnecessárias, mas completamente possíveis). E como a jovem diplomata que sempre sofreu por causa de uma rejeição encontrou forças em si mesma até para tomar decisões difíceis. A história funciona bem sozinha e também como desfecho do relacionamento complicado – com motivos muito profundos – dos irmãos Zafir e Salim. Uma boa leitura.

- Quatro personagens citados aqui possuem seus próprios livros:


Bacci!!!

Beta

quarta-feira, março 27, 2019

Ciao!


Já está em pré-venda nos sites o novo romance de Luiz Ruffato: O verão tardio, pela Companhia das Letras. Está previsto para chegar às livrarias no dia 22 de abril.

Uma narrativa poderosa sobre um homem e suas tentativas de reatar os fios do passado. Uma jornada às bordas de um Brasil cindido, em que o diálogo não parece mais possível. O verão tardio, sexto romance de Luiz Ruffato, é uma história de inadequação. 

Depois de mais de vinte anos, Oséias, um homem abandonado por mulher e filho, decide regressar a sua cidade-natal, Cataguases, em Minas Gerais. Durante seis dias, seguimos passo a passo suas andanças, visitas a familiares, encontros com velhos personagens locais. A sombra do suicídio de uma de suas irmãs, Lígia, e a comunicação falha com praticamente todos a sua volta acompanham suas tentativas de reatar os fios do passado. 

Em meio a um Brasil que parece ir do projeto à ruína a todo momento, O verão tardio propõe uma reflexão sobre uma sociedade em que as classes sociais romperam completamente o diálogo e, como afirma um de seus personagens, se tornaram “planetas errantes” prontos para entrarem em rota de colisão e se destruírem".


Acompanhem o autor no Facebook e saibam mais dele no Literatura de Mulherzinha.

Bacci!!!

Beta

domingo, março 24, 2019

Ciao!



Eu disse, quando comecei a ler a série, que os coadjuvantes também me conquistaram e me fizeram querer mais. A teoria já foi comprovada no livro da Helen e do Rhys. E segue com 100% de eficácia na história de Pandora e de Gabriel.
Ah, de quebra, já me deu uma pista sobre algo que me deixou intrigada a respeito do quarto livro. Mas isso não é assunto agora.

Um acordo pecaminoso - Lisa Kleypas – Editora Arqueiro (Os Ravenels 3)
(Devil in Spring - 2017)
Personagens:
Pandora Ravenel e Gabriel St. Vincent

Pandora suportava a temporada pelo bem de Cassandra que amava os eventos, festas e valsas. Ela preferia ficar em casa planejando seus jogos de tabuleiro. No entanto, ao ajudar uma pessoa, terminou em uma situação muito comprometedora... e obrigada a se casar. O herdeiro mais cobiçado pelas pretendentes, Gabriel, não pretendia subir ao altar, mas se viu mais que obrigado. E cada vez mais encantado pela personalidade única de Pandora, não é que ele queria o “matrimônio forçado”.

Comentários:

- AMEI O LIVRO!
Sim, mais direto ao ponto, impossível,
Precisa de motivos?
Heroína inteligente, deslocada, curiosa e criativa ✔
Herói corajoso, sexy, honrado, articulado 
Casal que tem química 
Trama que não segue caminho óbvio 
Coadjuvantes (antigos e novos) que amamos 
Gancho direto e escancarado para o próximo livro 

- Ah, ele já começa acelerando nosso coração ao mostrar como estão Evie e Sebastian, pais de Gabriel, e que conhecemos em Pecados no Inverno - o #3 na série "As quatro estações do amor". Então: livro que une series diferentes da autora: GOSTAMOS!

- Já vimos Pandora nos livros anteriores, uma alma inquieta, inteligente, um tanto “selvagem” e bastante inocente para os padrões vigentes da época e bastante estabanada, curiosa, criativa e nada óbvia. Culpa da criação que as gêmeas tiveram, disseram os demais personagens. Uma garota que tinha tanto a oferecer e sabia que não seria feliz se fosse limitda ao que “se espera de uma jovem de família nobre”. Ela já estava conformada em não se casar, porque toda a sua vida seria submetida ao crivo do marido, e em cuidar de criar jogos de tabuleiro.
- No entanto, ao ser flagrada em uma situação comprometedora com Gabriel St. Vincent estava sujeita a um escândalo que poderia afetar a temporada da irmã se não se casasse com ele. Os parentes sabiam que obrigá-la ao enlace seria uma forma de condená-la a uma vida infeliz. No entanto, houve um acordo para um período de convivência, que permitiria a ela ponderar sobre o assunto. 
Aquela jovem jamais se inclinaria à vontade de ninguém, jamais se renderia... ela apenas se quebraria. Gabriel vira o que o mundo fazia com mulheres ambiciosas e vigorosas. Pandora tinha que deixar que ele a protegesse. Tinha que aceitá-lo como marido, e ele não sabia como convencê-la disso. As regras usuais não se aplicavam a alguém que vivia de acordo com a própria lógica. 
- O fato é que temos o surgimento de história de amor. O sensual, devasso e intenso Gabriel se apaixona perdidamente pela jovem menos propensa a ser uma esposa em potencial – do jeito como ela é. Ele percebe muito que há por trás da força da natureza que é Pandora. Então é interessante ver quem era cobiçado pelas outras passar a desejar uma garota que não o tinha como prioridade.

- Ao mesmo tempo, percebemos os dilemas de Pandora. Como se sente inferior às jovens “normais”, não entende como um homem tão absurdamente bonito se interessaria por ela. No entanto, a preocupação dela é outra: como manter a independência e o direito de criar seus jogos, em uma sociedade onde a mulher – e tudo que ela tem – passa a ser “do marido” com o casamento. Eu me identifiquei muito com alguns dilemas de Pandora e entendi as dúvidas e anseios dela em uma época tão restritiva. Não se assustem quando ela voltar entre as melhores heroínas do ano. Será merecido. 
- Não se lembra do que aconteceu no Prioriado Eversby, quando uma gansa fez ninho no território dos cisnes? Ela achou que gostar dos cisnes era bastante para que não reparassem nela. Só que o pescoço da gansa era curto demais, as pernas grossas demais, e ela não tinha o tipo certo de penas, então os cisnes passaram aa tacar e perseguir a pobre criatura até ela finalmente ir embora.- Você não é uma gansa.Pandora torceu os lábios.- Então sou uma cisne terrivelmente deficiente. 
- Aí quando você está achando que isso já dá pano pra manga, a Lisa Kleypas costura tudo com uma química incrível entre os dois. Nem precisei de muito esforço para comprar a briga do casal. E quando eu imaginava que já estava bom, a autora arruma outra confusão para eles lidarem. Confesso que não esperava – mas não deixa de ser uma forma de nos ensinar sobre situações que ocorreram no período. Como eu nunca desprezo uma chance de aprender, já me vi colocando o livro entre os melhores do ano e contando as horas para ler o próximo livro da série, uai.

Os Ravenels
Um Sedutor sem Coração – Cold-Hearted Rake – Kathleen Ravenel e Devon Ravenel
Uma Noiva para Winterborne – Marrying Winterborne – lady Helen Ravenel e Rhys Winterbourne
Um Acordo Pecaminoso – Devil in Spring – Pandora Ravenel e Gabriel St. Vincent
Um Estranho Irresistível –  Hello Stranger – Dr. Garret Gibson e Ethan Ramson
Devil’s Daughter – Pheobe St. Vincent e Weston Ravenel 


Bacci!!!

Beta

ps.: E mais um livro da Meta de Leitura 2019 concluído!!! Yay!