sábado, outubro 20, 2018


Ciao!




Algumas coisas neste livro me lembraram de Beleza Perdida, da Amy Harmon. No entanto, são duas experiências distintas, interessantes, apaixonantes e cativantes à sua maneira.
Recomendo as duas.

*** Texto originalmente escrito para o Histórias Sem Fimque a Ana Carla gentilmente permitiu que fosse publicado também no Literatura de Mulherzinha! Obrigada, Ká! ***

Em pedaços – Lauren Layne – Paralela (Recomeços 1)
(Broken – 2014)
Personagens: Olivia Middleton e Paul Langdon

Olivia queria se afastar de tudo e de todos que conhecia, então assumiu o compromisso de ser cuidadora de um ex-soldado saído da guerra no interior do Maine. Paul foi forçado a aceitar mais uma cuidadora imposta pelo pai, quando só queria ficar longe de tudo e de todos. Um não era o que o outro esperava. Conflito, fraquezas, vulnerabilidades, atração sexual e quem estará realmente disposto a seguir em frente e parar de se esconder?

Comentários:

- O que temos a entender como o grande trunfo deste livro: ninguém aqui é perfeito ou pretende ser. São duas pessoas quebradas – por razões diferentes e quem somos nós pra julgá-las? – tentando se reencontrar em um mundo que deixou de fazer sentido.

- Estas duas forças, dores, sentimentos confusos e vontades de se isolar se confrontam. Olivia percebe que não é demonstrando pena que vai conseguir cumprir a missão de fazer companhia a Paul – e sobreviver às inúmeras tentativas dele em afastá-la. No entanto, ela não contava sentir uma atração sexual por aquele homem tão arredio, sendo que ela ainda também não se sentia preparada para ter envolvimentos de nenhuma espécie.

- Paul estava sem paciência para lidar com a onipresença do pai – quando não fisicamente, através das cuidadoras e do cuidador que ele impôs no caminho. Só que agora havia recebido um ultimato e não poderia espantar a mais recente cuidadora com a mesma rapidez dos anteriores. Ele tinha lembranças péssimas do período vivido no Afeganistão, o sentimento de culpa por ter voltado enquanto amigos não sobreviveram, a tendência ao isolamento porque não gostava de expor quem havia se tornado fisicamente após a guerra. Ele nunca mais seria o mesmo de antes. Mas não conseguia ainda saber se seria – ou como se tornaria – alguém.

- Olivia e Paul vão forçar o outro a enfrentar suas limitações e seus medos. Vão fazer com que percebam as próprias vulnerabilidades a partir da fraqueza alheia. Não vão limitar a se guiarem apenas pela aparência – justamente por isso terão o poder de machucar a si mesmo e ao outro. Uma história que sabe alternar os momentos leves, com os tensos e os mais pesados; a ternura, o tesão e as fraquezas de seus protagonistas.

- A própria sinopse apresenta a trama como uma recontagem moderna de A Bela e a Fera, confesso que achei bem mais do que isso. Ambos precisam de redenção, mas só podem alcançar sozinhos, por mais que o outro incentive.

Enfim, conheci Lauren Layne neste ano e até agora gostei muito do que li. Que venham os próximos!

Série Recomeços (Redemption)
0.5 - Isn’t she lovely - Stephanie Kendrick e Ethan Price
1 - Em pedaços - Broken Olivia Middleton e Paul Langdon
2 – Crushed – Kristin Bellamy e Michael St. Claire

- Links: Goodreads livrosérie e autorasite da autorasite da editoraSkoob;.

Bacci!!!

Beta

quarta-feira, outubro 17, 2018

Ciao!




Depois do sucesso do ebook com as três histórias dos Irmãos Bennett, agora é a vez do e-book com as três histórias dos Irmãos Angelis!!!! 
Gabriel, Micael e Natanael juntinhos em um único volume!
E o melhor: Com um preço especial: #Save the date 25/10/2018

*** E não perca a data das promoções:



Saiba tudo sobre essas e outras novidades!
Beta

domingo, outubro 14, 2018

Ciao!


Já devo ter escrito várias vezes aqui que adoro a releitura de conto de fadas. Mesmo quando não é um dos meus favoritos, eu me divirto, ainda mais quando é bem misturado com o sentimento de pertencimento de que apenas uma boa história é capaz de causar.
Afinal, atire a primeira pedra quem nunca foi fã de algo na vida.

Geekerela – Ashley Poston – Intrínseca
(Geekerella - 2017)
Personagens: Danielle Wittimer e Darien Freeman

Lembrar Starfield era o que dava sentido à vida de Elle, na casa dela, controlada pela pessimadrastra e pelas irmãs gêmeas que a desprezavam. No entanto, as notícias de que o seriado favorito ganharia um remake cinematográfico viraram um pesadelo quando anunciaram Darien Freeman para fazer o príncipe Carmindor: ela não esperava que ele desse conta do papel. Nem ele. Afinal de contas, era o sonho de Darien ser o príncipe da Federação, mas até ele temia estar à altura. E as críticas, a pressão e as fãs... Ah se não fosse aquela pessoa desconhecida com quem ele trocava mensagens ele teria enlouquecido.

Comentários:

- Historinha rápida: passei anos da minha vida assistindo a ER – Plantão Médico. Eu me envolvia com os personagens, sofria com eles, tinha raiva, defendia e até hoje tenho ranço de alguns. Por causa do seriado, pesquisei e aprendi um monte de coisas. Encontrei uma amiga e uma família que me adotou. E, não, nunca quis ser nenhuma profissão na área de saúde. Depois de ER, nunca mais consegui acompanhar regularmente outro seriado.

- Então, eu entendo exatamente a Elle. Eu sei o que é ter um seriado que te inspira. Eu sei o que é buscar referências em personagens fictícios para ajudar a me compreender. No caso da Elle, ainda tinha um fator principal: Starfield é a principal lembrança que ela tem dos pais. Perder isso seria como se ele morresse de novo. Por isso, o remake era tão importante para ela e para os fãs do seriado. E ao escolher um ídolo de um seriado adolescente para ser o príncipe Carmindor, causou tantos calafrios que foi obrigada a desabafar no blog dela Artilharia Rebelde...

- Só que Elle nem sonhava que as dúvidas que ela tinha sobre Darien estar à altura do papel também o atormentavam. Ele também tinha motivos especiais para se tornar o príncipe da Federação, mas não sabia se era digno e bom ator o suficiente para dar conta do recado. E ainda tinha uma série de problemas: as fãs histéricas, o fato de se sentir constantemente vigiado, as decisões que o pai tomava pela carreira, não encontrar uma Fanta Laranja (toda vez que citava isso me dava vontade de pegar uma daquelas pastilhas de vitamina C efervescentes, colocar em um copo e dar pra ele beber) e os fãs de Starfield, que eale não queria decepcionar. Mas mesmo antes de começar já tinha gente contra, como ele pode ver no texto do blog específico do seriado.

Então, eu vou criar um novo universo, um lugar onde eu possa ser quem quiser, e não quem todo mundo pensa que sou.Vou ser a filha do meu pai.
- O livro é leve, traz os elementos mais fortes do conto e os atualiza nesta vida insana de celebridade, expectativas impossíveis de serem alcançadas, fãs enlouquecidos, amores que ninguém entende, pitadas do universo geek, família, amizade, respeito à diversidade e toda a diversão. E que você pode se salvar sozinha, mas é bom ter ajuda das amigas e amigos e de quem se preocupa contigo. Eu adorei o universo que ela criou, todas as referências a outros fandons, Hera, Gail, Jess (aliás, estou MUITO curiosa sobre ela) e amei o protagonista ser negro (e sair do lugar-comum do “padrão de beleza”). Elle e Darien buscam, cada um a sua maneira, o senso de pertencimento e de referência, de certa forma, a validação de que estão vivos. A partir do momento que cada um descobrir a força interior, não tem Nebulosa Negra que os detenha.

Série Starfield:
Geekerella – Geekerela
The Princess and the Fangirl – será lançado em 2019


Bacci!!!

Beta

ps.: Gostaria muito de ver o figurino citado em uma cena-chave do livro, porque se for como imaginei é espetacular e eu adoraria usar!

ps.: E assim, concluí mais um livro da minha Meta de Leitura para 2018.

sábado, outubro 13, 2018

Ciao!


Neste livro, Ellora Haonne fala sobre a dificuldade de ser mulher.
Acho que todas entendemos porque esta conversa é útil para nos fazer pensar.

Por todas nós – Ellora Haonne – Astral Cultural
(2018)

Em um tempo onde tanto é dito, mas pouco é pensado, onde muito se grita “certezas” que, algumas vezes, estão construídas sobre bolinhas de sabão, fica mais evidente a dificuldade em ser mulher.

Não é mimimi – antes que venham dizer. É fato que somos julgadas o tempo todo por um padrão inexistente, cruel e impossível de se alcançar.

Algumas vezes imposto para “nosso bem” por pessoas que nos amam e não entenderam que o mundo mudou. Outras vezes por um discurso social que paira por aí e que pune quem faz abertamente o que não é de bom tom. E muitas vezes por outras mulheres, como nós, que acreditam no discurso de que somos rivais – na disputa pelo melhor homem, cargo, qualquer coisa.

Primeiro, não somos rivais. Todas – como somos – merecemos respeito.

Segundo, sempre fui a favor de julgar caráter – o que independe de opção sexual e sexo. É quem aquele ser é com base em atitudes tomadas.

Terceiro, chegar a um grau de esclarecimento profundo sobre isso requer muito estudo, pesquisa e romper preconceitos que a gente na maioria das vezes nem percebe que está reproduzindo (quer um exemplo prático: repare como a maioria dos xingamentos no futebol envolvem a “feminilização” do adversário, como se isso fosse um sinal de rebaixamento e inferioridade?).

Ellora não se arvora em ser a dona da razão. Ela faz comentários inspirados na experiência pessoal. É uma conversa que pretende nos incentivar a refletir sobre coisas que percebeu que eram úteis para ela.

Eu me identifiquei com a parte de que as mulheres assumem tanta jornada, tantas responsabilidades, tantas expectativas inumanas, que chegam a adoecer. Quantas histórias você já não ouviu de garotas se arriscando com dietas alimentares malucas para poder ter o corpo perfeito? Não existe corpo perfeito. Todos temos defeitos.

Quantas de nós já não tiveram o direito de fala cerceado por ser mulher? Sou jornalista, trabalhei na área de esportes em boa parte da minha carreira e fiz meu mestrado analisando o Jornalismo Esportivo. E por muito tempo tive que ouvir as perguntas se eu entendia o que era impedimento, ou se achava tal jogador bonito ou com quem dormi na equipe pra poder fazer parte.
AHAM.
Isso mesmo. 


Let me tell you bout it
Let me tell you bout it
Maybe you're the same as me

Let me tell you bout it
Let me tell you bout it

They say the truth will set you free

No fim das contas, ainda precisamos aprender a ser gente e ser humano. Porque estamos falhando miseravelmente todo dia. Ao sermos brutais conosco e com os outros – por atos e omissões. Está faltando amor, respeito, gentileza e compaixão.

Não é conselho, Ellora compartilhou algumas experiências dela. Gostei de ter lido. Talvez você goste também.


Bacci!!!

Beta

sexta-feira, outubro 12, 2018

Ciao!


São 44 histórias de mulheres em diferentes períodos. A maioria eu não conhecia.  E eu sou aquele tipo de pessoa que lê desde que se entende por gente.
Ou seja, existem muitas histórias a serem ouvidas. Muitos exemplos a serem descobertos.
Ainda bem por isso!

Mulheres Incríveis – Kate Schatz & Mirian Klein Stahl – Astral Cultural
(Rad Women Worldwide - 2016)

Vida implica em escolha. Muitas vezes – na maioria delas – não é fácil colocar em prática. O que não faltam são empecilhos. As mulheres sabem bem disso. Muitas das histórias do livro têm como ponto comum o fato de que elas precisaram romper barreiras, desafiar limites e o “padrão social” para conseguir realizar o projeto que almejavam alcançar.

“Artistas e atletas, piratas e punks, militantes e outras revolucionárias que moldaram a história do mundo” - é o que diz a frase na capa do livro.

E são histórias incríveis tal como suas protagonistas de diferentes lugares no mundo. Algumas nós conhecemos – Marta, Malala –; outras nós achamos que conhecemos – Frida, Madame Curie e outras gostaríamos de ter conhecido por um motivo melhor - Maria da Penha. E algumas histórias passam por nós e muitas vezes nem percebemos – cara, como não me dei conta antes do que Josephine Baker e Irmã Juana Inés de la Cruz representavam? Estou com vergonha de mim, sério.

Médicas, cientistas, astronautas, alpinistas, atletas, donas de casas, guerreiras, espiãs, pirata – uma pirata! – programadoras, cantora, professoras, rainhas, líderes, religiosas, políticas, mães. Elas desempenharam e algumas ainda desempenham vários papéis fundamentais mundo afora (os perfis das brasileiras foram escritos pela Jules de Faria, da ONG Think Olga).

Algumas foram mortas por isso. Outras podem correm risco por serem quem são. Nenhuma retrocedeu ao fazer o que pensava ser o certo e o melhor – e o tempo mostrou como elas estavam antevendo o que era preciso.

O livro é um bom ponto de partida pra gente saber mais sobre estas vidas, o que fizeram, como influenciaram suas comunidades, cidades, países e até o mundo – Maria Montessori, que fenomenal o que ela fez desde sempre!

Fiquei feliz ao ver que compartilho o dia de nascimento com uma delas. Outras que me senti orgulhosa de conhecer a história. Muitas que eu não conhecia e sobre as quais quero pesquisar mais. E todas me mostraram que podemos fazer o certo, mesmo quando dizem que não podemos, não devemos ou não querem que façamos.

Espero mais livros assim, mais inspirações assim. 
E se tiver uma filha ela conhecerá essas histórias. Farei questão de contar.


Bacci!!!

Beta