Cap. 1323 – A soma de todos os beijos – Julia Quinn (Quarteto Smythe-Smith 3)

Ciao!!!


Disponível em Amazon



Chegamos ao meu livro favorito da série. O festival do “mais mais”.
Onde temos o casal mais incompatível. 
A heroína mais inconformada. 
O herói mais sarcástico. 
E o vilão mais encapetado.
Ah, o detalhe de ter o azul predominante na capa. Perfeito!

A soma de todos os beijos – Julia Quinn – Editora Arqueiro (Quarteto Smythe-Smith 3)
(The sum of all kisses – 2013 – HarperCollins)
Personagens: Sarah Plainsworth e Hugh Prentice

Hugh tinha sobrevivido ao duelo com Daniel, mas mancava por causa do ferimento e de um osso mal consolidado na coxa esquerda. Graças a uma chantagem absurda com o próprio pai, garantiu o retorno dele à Inglaterra. E agora, tinha que comparecer a dois casamentos na família Smythe-Smith. Para não ficar deslocado, Honoria, a noiva radiante, incumbiu a prima Sarah de ser acompanhante de Hugh. E mal sabia que ela tinha vontade de torcer o pescoço dele, por tê-la condenado ao castigo dos recitais familiares. Só que os dois juntos não imaginavam a capacidade de se tornarem explosivos, a tal ponto de correrem risco tentando proteger o outro.

Comentários:

– Não tem consciência? – sibilou.
E finalmente ele perdeu o controle. Sem pensar na sua perna, deu um passo adiante até ficarem juntos o suficiente para ela sentir o calor de sua respiração. Encostou-a na parede, prendendo-a com nada além de sua furiosa presença.
– Não me conhece – esbravejou. – Não sabe o que penso ou sinto, ou o inferno por que passo todos os dias da minha vida. E, da próxima vez que se sentir tão prejudicada, a senhorita, que nem mesmo carrega o sobrenome de lorde Winstead, deveria se lembrar de que uma das vidas que arruinei foi a minha própria.
E então se afastou.
– Boa noite – cumprimentou, animado como um dia de verão.
Por um momento achou que finalmente tinham acabado, mas então ela disse a única coisa que poderia
redimi-la.
– Eles são minha família.
Hugh fechou os olhos.
– Eles são minha família – repetiu ela com a voz embargada. – E o senhor os levou ao desespero.
Nunca irei perdoá-lo por isso.
– Eu... – murmurou ele, apenas para si mesmo – também não.

- Hugh e Sarah não foram feitos um para o outro. Ela é da família que foi atingida e injustiçada pelo destempero dele em uma noite de valentia regada à álcool e se sentia culpado por não ter parado a tempo. 

- Agora que tudo estava de volta como quase deveria ter sido, Hugh só se preocupava em controlar o marquês de Ramsgate, que passaria por cima de tudo e de todos para garantir que tudo fosse conforme os desejos dele. 

- Aí começa uma febre de casamentos Smythe-Smith e Hugh se vê arrastado para as cerimônias e a primeira seria o casamento de Honoria e Marcus, em Fensmore, para provar para a sociedade que o “problema” entre eles tinha sido superado. 

- E justamente a noiva radiante o escolheu para ocupar o lugar de um primo ausente, porque o parente possível não se dava bem com Sarah. O problema era que ele também não.

- Lady Sarah Pleinsworth precisava se casar ou iria morrer – palavras da própria. Para nunca mais tocar piano no recital das Smythe-Smiths. A prima Iris ainda jogava na cara dela o papelão do recital de 1824. O problema é que não está fácil casar. Ela tem certeza de que perdeu a melhor safra de solteiros por causa do escândalo que atingiu a família. Nem a boa sorte e os iminentes casamentos dos primos Honória e Daniel a inspirava a melhorar o humor. 

- Para piorar, Honoria a incumbe de fazer companhia a Hugh Prentice. Ela não o suporta e deixa isso bem claro. E demora a compreender o motivo extra – porque ela deixa claro que não foi apenas pelo que houve com o primo Daniel.

- Gente, eu ri muito com os dois. O motivo de Sarah pode nos soar estapafúrdio, mas é sincero e doído para ela. E a gente compreende. Ela está se sentindo pressionada, frustrada, irritada. Não com a felicidade dos primos, mas porque não consegue também a sua cota e porque teria que se apresentar no recital (podem crer, Sarah e Iris disputam milímetro a milímetro quem odeia mais a tradição familiar). 

- Ao ser forçada a engolir um brejo inteiro como acompanhante de Hugh, ela faz questão de deixar isso bem claro. E se irrita porque ele não se mostra nem um pouco arrependido da afronta que cometeu contra a vida dela.

- Herdeiro reticente, Hugh sabia que não podia se casar, enquanto o pai tivesse vivo, como parte da batalha entre o marquês e os filhos. E a dramática e exagerada Sarah era uma das pessoas que ele evitava, para não ser tão flagrantemente desprezado. 

- Forçados a conviver, começam a ver além das primeiras impressões. E mesmo sendo uma jovem que usava muitos advérbios e pontos de exclamação, descobriu afinidades com ela. Apesar de ele sempre ter sido uma pessoa solitária e calada, que conseguia enxergar melhor o mundo através da memória e da habilidade matemática, ela finalmente conseguiu perceber o que havia por trás da fachada sarcástica com que ele se mostrava ao mundo.

- Hugh é meu herói favorito na série Smythe-Smith e vocês não imaginam o tamanho do esforço que estou fazendo para não matracar alegremente sobre os motivos. 

- No entanto, se eu fizer isso, vai ser a festa da uva do spoiler, então só saibam que eu o amo muito e que foi maravilhoso ver os acontecimentos narrados por Marcus e Daniel pelo ponto de vista dele, entender o quanto ele sofreu na infância e adolescência e como chegou até a saída drástica para frear a vingança do marquês. 

- Adoro o senso de humor sarcástico que aparecia nas horas mais impróprias e consegui enxergar mais rápido que Sarah (mas só porque ela estava determinada a brigar com ele pelas 24 horas dos sete dias da semana) o quanto vulnerável e excluído do direito de ser feliz ele se sentia. 

- E gostei de que Sarah também percebeu isso e viu que valia a pena lutar por ele, contra tudo, contra todos e contra ele, incluído.

- As irmãs de Sarah estão de volta a todo vapor. Harriet quer escrever uma peça sobre uma heroína nem muito rosa nem muito verde e encontrou inspiração para um herói taciturno. Elizabeth só observa e Frances ainda está atrás dos unicórnios. 

- Honoria acha que está enganando alguém sobre a tentativa de ser cupido para a prima. Iris está sofrendo horrores por ter que se apresentar no Quarteto. 

- E, pelo amor de todos os santos, será que ninguém vai enquadrar a Daisy sobre a realidade da ausência de talento dela? Ô criatura irritante! 

- Falando em gente chata, lá vem Daniel vem ser o estraga-prazeres ao enfiar a colher de pau em algo que prometia ir por um bom caminho e acaba desencadeando o desfecho aventureiro, inesperado e que se torna um jogo para ver quem é o mais inteligente para derrotar o inimigo.

- Ah, se preparem para odiar este inimigo. Ele merece. Aliás, eu poderia fazer uma longa lista de coisas que o vilão do livro merecia, mas como tudo terminaria em spoilers, vou ter que me conter. Mas quando vocês estiverem lendo, pensem em uma blogueira escorpiana irada e vão ter ideia de tudo que eu queria que acontecesse com a criatura.

- Comentário nada a ver do dia, mas vocês também se imaginam lendo algum dia as aventuras de Miss Butterworth e o Barão Louco? De tanto que as peripécias da heroína são citadas nos livros eu bem que queria ler. Mas a Julia já avisou que não vai escrever.

- No próximo domingo, será a vez da última história, a de Iris. A outra jovem Smythe-Smith que também detestava o Quarteto com todas as forças - embora fosse a única que tinha realmente talento musical.

Quarteto Smythe-Smith (o e-book com as 4 histórias está disponível na Amazon)
Simplesmente o Paraíso – Just like heaven  Honoria Smythe-Smith e Marcus Holroyd
Uma noite como esta  – A night like this  Anne Wynter e Daniel Smythe-Smith
A soma de todos os beijos – The sum of all kisses – Sarah Plainsworth e Hugh Prentice
Os mistérios de Sir Richard – The secret of Sir Richard Kenworth – Iris Smythe-Smith e Sir Richard Kenworth.


Arrivederci!!!

Beta

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