domingo, dezembro 20, 2015

Ciao!!!



Star Wars desembarcou de vez nas livrarias. Novelizações, textos originais, novas aventuras dos personagens, tem para todos os gostos.
Estrelas Perdidas oferece uma nova visão dos acontecimentos da trilogia original – episódios IV, V e VI - durante a jornada de personagens inéditos. Querem saber o que eu achei?

Estrelas Perdidas – Cláudia Grey – Editora Seguinte
(Lost Stars – 2015 – Lucasfilm Ltd)
personagens: Ciena Ree e Thane Kyrell

O mais improvável dos pares jelucanos era Ciena, uma garota dos vales e Thane, um menino da segunda leva de colonizadores do país. Em comum, o desejo de se tornarem pilotos e servirem o Império. Vindos de um planeta na periferia do Império, a amizade e a perícia fizeram com que eles alcançassem o impossível. Ingressar na academia imperial colocaria muito mais que isso à prova e não demoraria a começar a questionar se estariam fazendo o certo. Será que eram mesmo os mocinhos desta história?

Comentários:

- O bom deste tipo de história é que atende tanto aos diferentes níveis de fã de Star Wars (desde os que são praticamente Jedi aos que começaram ontem) e até os que ainda não conhecem direito a série. Claudia Grey menciona e oferece novos olhares sobre vários acontecimentos da trilogia original, dentro da jornada de seus protagonistas, Ciena Ree e Thane Kyrell, desde a infância até a vida adulta. Os dois se conheceram no dia em que o planeta natal deles, Jelucan, foi anexado ao Império. Eles escaparam das festividades para ir observar as naves imperiais, porque ambos, vindos de povos diferentes e que não se bicavam no planeta, queriam a mesma coisa, incentivados pelas famílias: se tornarem pilotos e servir o Império. Sonho reforçado porque eles se tornaram amigos e aliados na preparação, no estudo e no treinamento que tornou possível entrar não só em uma academia imperial, mas, na melhor delas, a Real Academia Imperial em Coruscant.

- Ao lado de outros jovens como eles, foram três anos de treinamento intenso de condicionamento às normas do Império, de aprender estratégias, técnicas variadas de combate e porque o Império era a única instituição capaz de trazer evolução, estabilidade e segurança à galáxia, após tudo que deu errado na corrupta República. Acima de tudo, entender que precisavam acabar com os Rebeldes, estes terroristas que não hesitavam em sacrificar vidas inocentes ao questionar os benefícios do Império. A amizade entre Ciena e Thane será colocada à prova. E as convicções deles no Império também. Por isso, haverá um distanciamento porque um fato específico causa um choque tão grande em toda a equipe e provoca uma decisão drástica, que não poderá ser desfeita.

- Ao longo da trama, percebemos que, nem todo o treinamento na Academia Imperial, conseguiu quebrar a totalmente lealdade entre Ciena e Thane. Várias vezes, eles se colocarão em risco tentando conciliar as convicções pessoais com essa lealdade, que é uma forma de lidar com sentimentos mais fortes. Em outras tantas, eles vão lidar com a própria consciência e com a incapacidade de ter uma visão além dos próprios preconceitos. O mérito do livro é nos oferecer uma visão interna do Império, afinal de contas, as duas trilogias no cinema nos apresentam a nobre missão da Aliança Rebelde em derrubar o Império e as circunstâncias que levaram à queda da República, ao extermínio dos Jedi e à ascensão do Império.


- É uma chance de ver os bastidores pelos olhos de personagens que estão no olho do furacão dos embates entre Rebeldes e Impérios. Pelos olhares deles, reencontramos ou ouvimos falar da Princesa Leia, da Darth Vader, de Luke Skywalker, da Força e acompanhamos o destino trágico de Alderaan, a Estrela da Morte, as batalhas e as perdas que os dois lados enfrentam. Claro que nem todas as perguntas são respondidas. Por exemplo, eu queria entender melhor porque a família de Thane não ligava tanto para ele. Na reta final, oferece um cenário de como ficou a Galáxia após o desfecho da trilogia original e que antecede o quadro que iremos encontrar em O despertar da Força, sétimo episódio da cinessérie que estreia nesta quinta.

- Ou seja, leitura obrigatória. Vi alguns comentários de que seria um "Romeu & Julieta" dentro da saga, mas tenho outra análise. Embora George Lucas ressalte que a saga tem a ver com os relacionamentos familiares que podem ser saudáveis ou muito problemáticos, em vários momentos, será possível fazer analogias com situações além do âmbito familiar que vivemos atualmente no país e no mundo. Um exemplo: o próprio filme sofreu ameaças de boicote porque seus protagonistas são uma mulher e um negro! Sim, em pleno 2015 (leia aqui e aqui sobre isso)! Por pessoas que não entenderam que a trama aborda o risco e a destruição causadas em diferentes níveis pela ação de líderes totalitários - e o livro mostra as ações do Império para subjugar todas as diversas raças e povos aos seu comando. Por isso, que o lado bom da Força esteja com você – e com todos nós. Estamos precisando muito de lideranças positivas que nos ajude a separar o joio do trigo seja na Terra ou nas Galáxias.

Foram publicados no Brasil os seguintes livros da série “Jornada para Star Wars: O despertar da Força” – veja os títulos originais no Goodreads:
- A missão do contrabandista: uma aventura de Han Solo e Chewbacca
- Alvo em movimento: uma aventura da princesa Leia
- Estrelas Perdidas
- Star Wars: antes do despertar


Bacci!!!

Beta

ps.: E caso não tenha visto este vídeo genial do programa do Jimmy Fallon, por favor, VEJAM!

Reações:

Um comentário :

  1. Ora, bolas ! Foram machistas e racistas que tentaram esse boicote e não puristas, não é ? Mas que gente imbecil !!! Bem, eu assisti esse filme, que foi ótimo, com mulher e negro sendo ótimos ! Não foi remake, mas continuação mesmo !!!

    ResponderExcluir