terça-feira, abril 29, 2014

Ciao!!! 





Encerrando os posts sobre os seis primeiros livros da Família De Burgh, chegamos ao irmão brincalhão, descompromissado e, como descobrimos aqui, um total bocó.  Fazer o quê? Tem nas melhores famílias, então é claro que tem entre os filhotes de Papai De Burgh.

A Noviça de BurghDeborah Simmons – Romances Históricos 35
(My Lady de Burgh – 2001 – Harlequin) 
Personagens: Sybil e Robin de Burgh

Era uma maldição. É a conclusão a que chegou Robin de Burgh, sobre a onda de casamentos que atingiu a família dele. Para fugir desta maldição, ele viaja ao País de Gales, onde se envolve na investigação de um assassinato. E recebe como parceira uma noviça, Sybil, que não foi com a cara dele... E ele a reconheceu como a predestinada que precisava proteger. E adivinha qual foi a ideia que ele teve para fazer isso?

Comentários:

- O livro começa com Robin desesperado. Após Stephen e Simon se renderem amor e, por consequência, ao casamento, ele cismou que a família está sob os efeitos de uma maldição. Porque só isso explicaria de forma lógica! o fato de que os irmãos, que antes viviam todos juntos (a exceção de Dustan, que tinha um feudo próprio). Então, movido por uma reação racional a este problema lógico, ele tenta apoio entre os irmãos – e não consegue (adoro a cena dele com Reynold) – e encontra conforto nos conselhos das L’Estrange, tias da esposa de Stephan. Sério, me respondam, diante de um raciocínio tão torto assim, só me resta concordar com o Rei Julian, de Madagascar: é um bocó.



Pobre Sybil...

- Seguindo o conselho das tias L’Estrange, em busca da mulher que teria poder suficiente para quebrar a maldição, ele vai ao País de Gales, que está uma zona política, com disputa de poder  entre vários príncipes. Durante as buscas, ele vai parar em um convento onde uma das noviças foi morta. Por ser o lorde responsável pela área, assume o papel de magistrado e a responsabilidade pela investigação. A madre superiora coloca a noviça Sybil como auxiliar dele – sendo que houve uma animosidade instantânea entre eles.

- E aí temos o diferencial deste livro. A forma como Robin reage ao descobrimento de que está diante da “predestinada” (como ele define). Ao contrário dos irmãos, ele a reconhece muito mais rápido. E ao contrário dos irmãos, ele consegue ser irritante, porque, a partir do que sabe, não toma as melhores decisões. Praticamente um adolescente que se recusa a assumir a paixão que sabe que sente. Eu disse antes, um bocó. E toma decisões totalmente sem sentido, apesar de ele achar que elas são fundamentadas pela (falta de) lógica que o move. Justamente Simon, o De Burgh bocó I, é o que define bem o comportamento do irmão em uma conversa-bronca épica. Mas ainda leva tempo para Robin criar juízo e entender que é necessário deixar de ser moleque para ser homem. Sybil merecia um prêmio. Definitivamente.

- Além das tias L’Estrange brincando de cupido e apoio, ainda aparece Florian, o administrador abelhudo de Baddersly e Bethia (pra quem estava com saudades dela) tem papel importantíssimo aqui. Este livro foi o último antes do hiato de 8 anos até o lançamento da história de Reynold, que permitiu que, quatro anos depois, a história fosse encerrada com o livro de Nicholas. Como ambos já possuem posts individuais, encerro aqui minha missão de reler os De Burgh. Agora vou guardá-los todos juntos no armário dos favoritos.

- Série Família de Burgh:
1. O Lobo Domado – Taming the Wolf (1995) – Marion Warenne e Dunstan de Burgh
2. O Anel de Noivado – The de Burgh Bride (1998) – Elene Fitzhugh e Geoffrey de Burgh
3. Coração de Guerreira – Robber Bride (1999) – Bethia Burnel e Simon de Burgh
4. Uma visita inesperada – The Unexpected Guess (1999) – Joy Thorncombe e Fawke de Burgh, conde de Campion
5. Um Lorde para Amar – My Lord de Burgh (2000) – Brighid l’Estrange e Stephen de Burgh
6. A Noviça de Burgh – My Lady de Burgh (2001) – Sybil e Robin de Burgh
7. O Cavaleiro Negro – The Dark Night (2009) – Sabina Sexton e Reynold de Burgh
8. O Último de Burgh – The Last de Burgh (2013) – Emily Montbard e Nicholas de Burgh

- Além disso, fica a dica para ler o site da autora; as avaliações no Goodreads; Fantastic Fiction autora e livro, além dos outros livros dela (e várias tietagens explícitas) no Literatura de Mulherzinha.

Bacci!!!

Beta
Reações:

Um comentário :

  1. Ah, quanta severidade para com Robin, sujeito entregue à brincadeiras sempre, não muito divertidas sempre !!! Ele tinha sua parcela de desculpa em acreditar que era uma maldição recaindo sobre sua família quando todos seus irmãos mais velhos cresceram dizendo e redizendo que abominavam casamento, a ponto de todos eriçarem-se e perderem poder sobre suas atitudes por um momento, como baratas tontas em dia de chuva (malvadeza de minha parte fazer essa comparação !!!). Culpa de Fawke certamente, que nunca deu exemplo de felicidade em um casamento, sequer de casamento ser uma coisa muito boa, após tornar-se viúvo por duas vezes. Tal aversão sem experiência própria que desse-lhe razão para tanto para cada irmão foi muito bem ilustrada pelas histórias de Dunstan e Geoffrey. Então não foi à toa que Robin agiu dessa maneira muito imatura e um tanto cretina, mas foi hilária !!!

    Foi por conta dessa atitude que ele pagou muito caro graças às atitudes intrometidas de Florian e sonseiras de Tias L'Estrange, que fizeram-me rir um bocado, com um tantinho de dó dele, pela colheita que ele plantara que ele teria de ceifar para carregar sozinho. Sybil não facilitou muito para ele, assustada e magoada pelas atitudes de todos e pela morte de sua amiga (principalmente após entender quem era alvo verdadeiro), mas Robin estava presente para ela toda vez em que ela precisou, inclusive quando seu espírito desmorou, o que tem muito valor. Foi uma delícia em dobro rever Bethia e Simon com muito mais que uma participação especial, postos de uma forma que eu adorei. Uma peninha Elene não ser tão bem tratada pelos cunhados e não ser tão requisitada pela autora !!! Elene e Geoffrey mereceriam muito mais participação (ele atua efetivamente, porém ela é citada ali e ali somente !!!)

    Mas por que não revisitar Nicholas e Reynold para aproveitar seu clima revigorado quanto aos De Burgh, para uma releitura apreciativa, talvez encontrando pontos não muito bem vistos antes, como você fez com "Bodas de Fogo" ? Seria excelente !!! Um momento crítica virginiana: não ficou faltando um pedaço de seu raciocínio naquele primeiro parágrafo de seus comentários a respeito desse romance ? Uma conexão.

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