terça-feira, abril 08, 2014

Ciao!!!





O que a saudade não faz com a gente, né? Um ano após o lançamento do último livro e achei apropriado cumprir a promessa de reler toda a série, na ordem, para dar posts individuais aos seis primeiros livros. Como neste ano, estou reforçando meus laços com os Históricos, pessoal, pode se preparar, os De Burgh vão aparecer ao longo deste mês. Pensei até em publicar de forma seguida, mas acho que assim é mais divertido. Quem é que não gosta de um "direto do túnel do tempo" assim?

O Lobo Domado – Deborah Simmons – Clássicos Históricos Especial 20
(Taming the Wolf 1995 – Harlequin)
Personagens: Marion Warenne e Dunstan de Burgh

Marion tinha sido socorrida por Geoffrey e Simon e levada para o castelo dos De Burgh. Após seis meses lá, ainda sem recuperar a memória, ajudou a transformar a moradia dos homens lindos e rudes em lar, chegou a ordem do rei para que ela fosse devolvida à tutela do tio. Campion determina que o filho mais velho, Dunstan, o barão de Wessex, a acompanhe na viagem. No entanto, Marion não vai facilitar a vida dele, porque tem a intuição de que algo ruim a espera em Baddersly. E não terá medo em desafiar o Lobo que não acredita nela.

Comentários:

- Este livro é uma daquelas “leituras obrigatórias”. Não sei quanto ao relançamento da Harlequin, feito há alguns anos, porque eu tenho a edição original lançada na parceria NC-Harlequin. Óbvio que não troco, não vendo, não empresto, não fica longe de mim nem a pau. Só eu – e meus joelhos – sabemos o trabalho que deu pra achar no sebo. Sim, comprei o meu no sebo e não vou abrir mão dele de jeito nenhum.

- Deborah Simmons criou aqui a história perfeita – tem tudo na medida certa. Protagonista masculino forte, poderoso, teimoso, sexy, mandão, dominador, mas capaz de momentos de ternura: OK. Protagonista feminina que se revela mais forte que a aparência, não se deixa intimidar pelo mocinho e aprende a inverter o jogo sempre que necessário: OK. Casal forçado a conviver, que se detesta à primeira vista, mas aprende a se respeitar, passa a se desejar até entender que, na verdade, se ama: OK. Vilões (sim, há ameaças contra Marion e contra Dunstan) maus pra caramba: OK. Uma família enorme de coadjuvantes, cada qual com uma personalidade marcante, que se junta sempre que necessário: OK. Um gancho descarado para a próxima história: OK. Deu pra notar que não tem do que reclamar.

- Até eu, que não sou #TeamDunstan, admito que o cara tem pegada e sabe o que faz. Imagine um homem alto, moreno, forte, poderoso e que ainda vira e fala: “Trema por mim, moça”. Gostou dessa imagem mental? Pois é, Marion também. Houve as partes em que eu queria bater na cabeça dele com alguma coisa bem forte pra ver se a criatura deixava de ser teimosa, mas até isso faz parte do charme do homem. Aquela coisa meio brucutu, homem das cavernas, sai pra caçar e volta com a mulher no ombro. Em alguns casos, isso é um saco. Já em O Lobo Domado sei de gente que adoraria dar voltinha no ombro (e em outras partes) de Dunstan. O melhor de tudo é que Marion está longe, bem distante de ser aquela mocinha parva que senta e chora e lamenta todas as desgraças da vida. Ela aprendeu a reagir e não se deixou dominar. Tanto que as caras dos irmãos ao saber como ela enganou Dunstan durante a viagem para Baddersly e, depois, como se arriscou para conseguir ajuda para ele são impagáveis. Ela se torna tão loba quanto o lobo e não é qualquer um que consegue enfrentar e sobreviver a um casal assim. Pois é, não tem como não gostar deste livro. Tanto que ele é o #1 para várias leitoras.

- Série Família de Burgh:
1. O Lobo Domado – Taming the Wolf (1995) – Marion Warenne e Dunstan de Burgh
2. O Anel de Noivado – The de Burgh Bride (1998) – Elene Fitzhugh e Geoffrey de Burgh
3. Coração de Guerreira – Robber Bride (1999) – Bethia Burnel e Simon de Burgh
4. Uma visita inesperada – The Unexpected Guess (1999) – Joy Thorncombe e Fawke de Burgh, conde de Campion
5. Um Lorde para Amar – My Lord de Burgh (2000) – Brighid l’Estrange e Stephen de Burgh
6. A Noviça de Burgh – My Lady de Burgh (2001) – Sybil e Robin de Burgh
7. O Cavaleiro Negro – The Dark Night (2009) – Sabina Sexton e Reynold de Burgh
8. O Último de Burgh – The Last de Burgh (2013) – Emily Montbard e Nicholas de Burgh

-  Além disso, fica a dica para ler o site da autora; as avaliações no Goodreads; Fantastic Fiction autora e livro; um post do Heroes and Heartbreakers sobre a carreira da Deborah Simmons. E os outros livros dela (e várias tietagens explícitas) no Literatura de Mulherzinha.

Bacci!!!

Beta
Reações:

Um comentário :

  1. Ah, eu adorei esse romance, embora ele não seja meu romance preferido dessa família de lobos memoráveis !!! Eu tenho de confessar que eu não simpatizei com Dunstan logo de saída devido às suas primeiras conclusões machistas sem questionamentos junto aos irmãos sobre quem era Marion. Eu tenho de confessar também que eu não simpatizei com Marion logo de saída porque ela resolveu congelar em um momento péssimo para tanto quando sua vida estava em risco logo nas primeiras linhas !!! Mas Marion soube conquistar minha simpatia aos pouquinhos conforme lidava com De Burgh em seu castelo (onde meu preferido era Fawke, Conde de Campion). Entretanto Dunstan precisou tirar mais leite de pedra para fazer-me gostar dele, pois machista antipático era minha descrição mais carinhosa sobre ele.

    Eu adorava simplesmente quando ele era arranhado pelos galhos ou saudado por uma pedra que ele não viu em suas perseguições à Marion em suas fugas de sua comitiva porque ele não queria ouvi-la sobre seus receios intuídos sem uma explicação racional. Entretanto eu comecei a prestar mais atenção a ele graças a um comentário de Marion assim que viu-o pela primeira vez, sobre seus olhos serem verdes, diferente de seus irmãos. Eu confesso que lia muito cativada, com uma atenção a mais, cada romance, para poder descobrir de que cor eram aqueles olhos de cada irmão. Dunstan começou a conquistar-me sem que eu percebesse, porque aquele "Trema por mim, moça !" era enraivecedor, quando suas atitudes para com Marion tornaram-se corteses e protetoras cada vez mais, até tornarem-se amor.

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