sábado, abril 27, 2013



Ok, comprei esta história numa edição dupla e depois de cumprir minha missão cívica da Maratona de Banca, continuei lendo e não é que me surpreendi? Pena que é edição antiga e desconfio que não seja fácil de achar...

Adeus à solidão – Katherine Granger - Momentos Íntimos Extra 51
(A match made in heaven – 1988 – Silhouette Books)
Personagens: Gina Longford e Ralph Cassidy

Estava escrito no destino que Gina e Cassidy iriam se encontrar. Primeiro, na estrada, quando quase se envolveram em um acidente e bateram boca pela primeira vez. Em seguida, no teste para ser o crítico cinematográfico de um programa matinal, onde ambos se esqueceram de onde estavam e bateram boca de novo. Para sorte – ou azar –, a química entre ambos era tão forte que os diretores do programa tiveram uma idéia genial: colocá-los juntos no ar. E não adiantava: ou eram os dois ou nenhum. Para agravar, Gina ofereceu estada ao odiado companheiro de trabalho (que não era da cidade) e uma tempestade se encarregou de prendê-los no local. E como ainda tinha chance de piorar, não é que surgiu uma surpreendente atração entre eles? Só que Cassidy achava Gina uma chata certinha e queria menos compromisso. Gina tinha certeza de que Cassidy era machão e machista. Não poderia dar certo, poderia?

Comentários:

- Este livro é daqueles “te odeio, te amo”. O casal se detesta à primeira vista, troca uma quantidade absurda de farpas por centésimo de segundo e demora para enxergar o que, quem está de fora, percebe de cara: foram feitos um para o outro, claro que ajustes à parte. Os dois são aparentemente opostos em tudo – inclusive no ponto de vista sobre os filmes que deveriam avaliar. E após um teste explosivo, onde só faltou se matarem na frente da câmera, foram contratados para trabalharem juntos. E tudo indicava que isso não daria certo. E para piorar, Gina ainda resolveu hospedá-lo. Se soubesse que choveria a cântaros e eles ficariam ilhados, nunca teria feito isso. Ele bagunçou a casa dela. Fazia o possível para provocá-la e desacatá-la. E estava mais que disposto a testar a compatibilidade entre ambos na cama, no chão, no tapete, na cozinha, no banheiro. Em compensação, Gina não queria mais confusão na sua vida: queria um companheiro. E resolveu lidar com a frustração da química entre eles de outra maneira... Até ver que só tinha mesmo uma saída para acalmar o que consumia a ambos.

- As discussões entre eles são divertidas e até mesmo as tradicionais DRs com exploração de traumas de relações anteriores (feitas contra a vontade dele), dá para entender o comportamento de Cassidy. No fundo, ele não queria repetir a sina de relacionamentos anteriores: não queria ser abandonado. Só estava tentando se proteger. Gina queria um relacionamento baseado no companheirismo e estava meio perdida por ter que lidar com o tufão que era Cassidy. Os dois precisariam se ajustar para poderem se relacionar (mesmo não querendo dar “rótulos” ao relacionamento) e quem sabe perceber que tinham futuro juntos e não apenas profissionalmente falando...

- Enfim, se fosse feito um filme deste livro, seria uma daquelas sessões da tarde a que eu amo assistir após um dia estressante no trabalho, jogada no sofá com um chocolate quente.

- Para fechar, mudando o assunto, eu já disse na resenha de outra história deste livro – Inferno de Desejo, de Diana Palmer – e reforço aqui: detesto pessoas que compram livros, estragam, destroem e rabiscam. Contei que comprei este livro pela história da Diana Palmer. Li no embalo a história de Katherine Granger. E se não bastasse todos os rabiscos, me deparei com uma página ausente: isso mesmo, arrancaram a página 201/202!!! Continuei a ler, torcendo para que não houvesse ali alguma coisa fundamental para compreensão da história. Isso me deixa irada! Se não gosta, não compra! Comprar para estragar é muita maldade e falta do que fazer (ps.: geralmente onde compro, livros danificados vão para o lixo. Provavelmente, este estava à venda porque a dona não viu que faltava uma página).

Bacci!!!

Beta
Reações:

Um comentário :

  1. Ok, você conseguiu aguçar minha curiosidade. Prometo que enviarei uma cópia dessa página para você se encontrá-lo. Eu odeio quem estraga-os: livros são sagrados !

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