terça-feira, fevereiro 15, 2011

Ciao!!!

E a produtividade do Renan, especialista em Diana Palmer, continua em alta. Depois de publicar na Comunidade Adoro Romances, do Orkut, as listas dos 11 melhores e 11 piores mocinhos, das 11 piores vilãs e dos 11 piores coadjuvantes, chegou a vez de uma espécie que, para as leitoras habituais, estão quase em extinção: mocinhas que valem a pena!

As 11 melhores mocinhas

1º - GRETCHEN BRANNON (“Lorde do deserto”) – a “mulher de coração de falcão”, nas palavras de seu sogro, foi capaz de enfrentar criminosos para proteger seu marido Philippe, bem como de ressuscitar uma parte de seu corpo que ele acreditava morta. Além disso, não teve receio de enfrentá-lo quando ele ficou tentado demais por uma recordação de seu passado, e quando eles se casaram derrotou sozinha o bandido que tentou sabotar a cerimônia. O primeiro lugar da lista só poderia ser dela.

2º - TIPPY MOORE (“Renegado”) – provavelmente essa inclusão desagradará a algumas pessoas, pois o comportamento desta personagem em parte do livro “Fora da lei” não foi dos melhores, e alguns certamente acham até que ela mereceria figurar na outra lista. Mas ela teve atenuantes: ao contrário de muitas vilãs da autora, o passado dela, com uma mãe e um padrasto abusivos, era realmente traumático, e ela teve de virar arrimo de família (incluindo seu irmão que estudava numa escola militar) muito cedo. Além disso, muito do que ela fez foi porque Judd lhe deu corda. Contudo, o que estou levando em conta é a atuação dela em “Renegado”: quem não admiraria alguém que, pouco após sofrer um aborto e uma campanha de difamação pela imprensa, bem como de ser injustiçada pelo homem que amava, é capaz de ir sozinha ao encontro do homem que mais temia só para salvar seu irmão? Ou que mesmo sabendo que seu amado podia ter uma reação imprevisível por causa de seu passado traumático, teve coragem de acordá-lo de um pesadelo (e de fato ele quase a esganou) e forçá-lo a encarar seus demônios? E, principalmente, derrotou um assassino profissional apenas com uma frigideira? Ela merece respeito.

3º - ALICE JONES (“O rebelde”) – apesar da idade indefinida, que me faz até pensar em vampirismo [uma de suas primeiras aparições é em “A última chance (+-2003)”, depois em “Antes do nascer do sol” na data de 1997 e em seu livro, de 2009, tem 26 anos, o que significaria que ela trabalharia em seu ramo desde os 14], essa perita criminal é uma figura e tanto, com seu humor negro e irônico: capaz de dirigir a necropsia de um peru no dia de Natal, o primeiro encontro que teve com seu marido Harley não foi dos melhores, com ela lhe dizendo que ele não tinha cara de cowboy e contando alguns detalhes mórbidos de sua atividade, que o fizeram vomitar. Mas os dois logo se entenderam, principalmente quando ela espantou um grupo de marginais apenas falando de seu trabalho, e ele não demorou muito a aceitar as propostas de casamento que ela lhe fazia.

4º - GABBY DARWIN (“Lobo solitário”) – a secretária discreta era a única pessoa capaz de enfrentar J. D. Brettman, embora fosse secretamente apaixonada por ele. Na hora certa, teve a presença de espírito necessária para matar o assassino profissional que apontava uma arma para ele. É verdade que ele não reagiu bem ao fato, mas ela não facilitou para ele quando percebeu o erro que cometera: só depois de muito esforço e conversas ela aceitou perdoá-lo.

5º - MEREDITH ASHE (“Dura vingança”) – humilhada pelo homem que amava e pela ardilosa mãe dele, a jovem grávida foi acolhida por um milionário, que se casou com ela e a transformou numa mulher forte. E ela não fez feio: anos depois, já viúva, retornou a sua cidade natal disposta a se vingar dos que a fizeram sofrer, e mesmo se passando por uma simples garçonete enfrentou Myrna e Cy Harden de frente, enquanto sabotava suas tentativas de negociar com a sua empresa. Mais tarde, soube perdoar os erros que ambos cometeram, bem como perceber que o seu ex-cunhado estava planejando sua queda e derrotá-lo, atitude que no início Cy não soube aceitar.

6º - ELLEN COLBY (“O fundador”) – a fundadora de Jacobsville foi uma pioneira de verdade, apesar de subestimada pelo pai e pela avó. Além de ser contra preconceitos raciais, não teve receio de ir para uma região inóspita e passar seus primeiros meses de casada numa cabana, enfrentou indígenas apenas com uma espingarda antes de saber que eles eram inofensivos e até criou uma pequena confecção para ajudar o marido.

7º - BRIANNA SCOTT (“A noiva do rei”) – a secretária não escondia de ninguém sua aversão pelo sheik Ahmed, mas concordou em acolhê-lo em seu apartamento quando ele estava sendo perseguido por terroristas, desde que ele pagasse o tratamento de seu irmão doente. Resultado: acabou por impressionar o soberano com sua coragem (numa ocasião em que achou em que estavam sendo seguidos por um carro, colocou-se na frente dele para protegê-lo) e a experiência foi benéfica para ambos. Enquanto ela despertou sua sensualidade, ele aprendeu a ser mais humilde, a se importar com os outros e a amar.

8º - MADDY BUSH (“A noite dos prazeres”) – a corretora de imóveis era a única pessoa capaz de enfrentar Carson Wayne e não sofrer as consequências, e por isso ele lhe pediu que o ajudasse a ser alguém bem educado. Não foi fácil para ela constatar que o amava, mas mesmo tendo lhe criticado muito em alguns momentos soube se abrir com ele e não teve medo de se entregar. Fora que a festa de casamento deles foi bem animada, para dizer o mínimo.

9º - MARGIE SILVER (“Fogo e gelo”) – a romancista não tinha medo do magnata Cal Van Dyne e não hesitou em enfrentá-lo, visando defender a irmã Jan, que queria se casar com o irmão dele, Andrew, fazendo todo tipo de provocações para chocar seu oponente conservador. Após muitas reviravoltas, ambos aprenderam: ela, a não limitar sua vida por um passado infeliz; ele, a não confiar apenas nas aparências. Para sorte deles, uma velhinha esperta estava disposta a colaborar para que eles acertassem os ponteiros.

10º - LIBBY COLLINS (“Feridas de amor”) – apesar de, no meu conceito, ter perdoado Jordan Powell rápido demais, a moça tinha atitude: não só “peitou” tanto ele quanto Julie Merrill várias vezes, sem medo de dizer o que pensava deles, como ainda enfrentou com uma barra de ferro e venceu o rapaz que tentou incendiar sua casa a mando desta.

11º - VIOLET HARDY (“A tentação do desejo”) – inicialmente a secretária de Blake Kemp até pareceria simplória, mas a verdade é que ela também merece respeito: ao contrário de muitas mocinhas de Diana Palmer que guardam suas mágoas e dúvidas apenas para si mesmas, nunca hesitava em confrontar o chefe e lhe dizer o que pensava, fosse quando ele foi hostil com ela por causa de um café fosse quando o ouviu telefonar para a Dra. Lou e dizer que só a pedira em casamento por causa de sua gravidez. Além disso, foi trabalhar para seu inimigo Duke Wright para desafiá-lo, e na mesma época tomou um “banho de loja”. Penso que ela só o conquistou quando demonstrou que não tinha medo dele.

Fiquem à vontade para comentar!!!

Bacci!!!

Beta
Reações:

2 comentários :

  1. Beta, só tem um detalhe: você ainda não publicou a lista das 11 piores vilãs... Um abraço, Renan!

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  2. Não li a maioria dos livros, mas algumas descriçoes me deixaram muito curiosa.
    Bem, mãos a obra, vou pesquisar!
    Bjkas!

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