sexta-feira, abril 09, 2010

Ciao!!!




Lendo este livro fiz algumas constatações:

- Precisam criar alguma categoria de “romântica” para mim: não cheguei ao patamar “corrigível”, mas também não sou “incorrigível” (você não vai me encontrar vendo “a vida em rosa” e tentando ser gentil com quem não merece. Os ensinamentos de Pollyanna não fizeram efeitos: nunca daria pãozinho pra ratinho e, sim, veneno. Esses bichos causam doenças, oras!)

- Preciso ler os outros livros da autora. Gostei do estilo dela de escrever. Me lembra muito o da autora de Tasha Harris que, pra mim, ainda é o imbatível nesta categoria.

- E, definitivamente, este foi um caso de amor à primeira vista: vi o livro numa prateleira em pleno momento de revolta “não-quero-ler-nada-teórico-tão-cedo”. No dia seguinte, voltei e comprei um pra mim. Infelizmente, não tive tempo de ler direto, como gosto. O livro me ganhou no título, no forte roxo da capa e numa das frases da orelha (depois falo mais sobre isso)
Enfim, vamos logo ao que interessa:

Manual para Românticas Incorrigíveis – Gemma Townley – Record
(The hopeless romantic’s handbook – 2007)
Personagens: Kate Hetherington, amigos, inimigos, rolos e bla bla bla

Kate quer encontrar o príncipe encantado, o que choca seus amigos que não entendem como uma pessoa normal aos 30 anos de idade, empregada e moderna ainda acredita e quer viver um conto de fadas. Sal tinha feito uma escolha sensata, pragmática, dentro de um planejamento meticuloso para uma vida bem sucedida. E Tom se estressa com Kate porque ele tem motivos de sobra para não ser romântico e está certo de que ela terminará sofrendo. Para não ficar sozinha nesta luta, Kate encontra na internet à venda pela internet o “Manual para Românticas Incorrigíveis”, que promete mudar-lhe a vida e trazer o amor (ou poderia pedir o dinheiro de volta). Kate arrisca, compra o livrinho e começa a praticar os conselhos da década de 50 para conquistar Joe, o ator americano que trabalhava como garçon à espera da chance de ser “alguém” em Londres. E aí, realmente, as coisas acontecem e a vida de Kate, seus amigos ou não, nunca mais será a mesma...

Comentários:

- Eis meu dilema: como falar do livro sem falar muito dele? Porque se eu contar, estraga. Afinal de contas, quero que você leia. O divertido é ver o quanto o nível de “incorrigibilidade” de Kate afeta a vida de quem está por perto.

- Ok, os conselhos do Manual são ótimos, muitas vezes, hilariantes. O capítulo da gentileza até – e principalmente – com quem não é gentil, me fez rolar de rir... Acho que não daria certo comigo: haveria o risco de eu explodir com alguém ou entrar em combustão espontânea.

- Respondendo ao texto inicial do livro: sim, no meu caso, entradas para um jogo de futebol são boa idéia de presente de aniversário: desde que seja para o Botafogo, o Liverpool, o Real Madrid, o Valencia, a Fiorentina e as seleções da Espanha, da Itália e do Brasil (nada contra alguém que pegue a vuvuzela – aquelas cornetas que todos os torcedores da África do Sul têm – e me leve pra Copa de 2010!)

- “O caminho do justo, de acordo com a Bíblia e com aquela outra maravilhosa fábula sobre a moralidade, Pulp Fiction – Tempo de Violência -, é incessantemente ameaçado pelas inquilidades dos egoístas e pela tirania dos maus”. Não preciso de esforço para gostar de um livro que fala sobre romantismo incorrigível e começa de uma maneira tão sensata e direta. Sim, existem pessoas que não estão nem aí, só pensam nelas, nos interesses dela, nos interesses, desejos e prioridades delas. O resto só existe para atendê-las, mero acessórios nos projetos delas – e tem esse tipo de personagem no livro, nem preciso dizer quem é, vocês vão matar a charada rapidinho (a criatura não se esforça muito em disfarçar a maldade). Ainda não evoluí ao nível da gentileza (será que já comentei aqui sobre meu “eu antiPollyanna”?) e quando meu “sensor aranha” dispara incontrolavemente prefiro ignorar ou me afastar da pessoa. Ah, posso trocar o filme do Tarantino? Confesso que ainda não vi Pulp Fiction (posso ver alguns amigos cinéfilos meus me fuzilando com o olhar), mas sou muito fã de “Kill Bill” e atualmente uma fã incondicional de “Bastardos Inglórios” (Brad está impagável, mas é o ator que faz o Coronel Landa que rouba o filme, tanto que ganhou tudo quanto é prêmio pelo papel).

- Outro ponto - a frase da orelha do livro: “Quando o assunto é romance, é demais pedir um pouco de fantasia, fogos de artifício e um príncipe encantado vestido em Armani?” Não, não é. Mas pode ser em D&G também (quem já viu o ensaio de ternos da Azzurra sabe do que estou falando. Se não souber, me diz que eu mostro... kkk)

- Ah, eu sou fã, muito fã, destes programas de reforma, tipo o “Lar doce Lar” do Caldeirão e o imbatível Extreme Makeover – que eu assisto sempre que posso. As histórias são sempre inspiradoras, as dicas de decoração são ótimas e tudo fica muito lindo. E o grande projeto de Kate no livro poderia ser imitado aqui no Brasil.

- Moral da história: as pessoas muito legais são românticas, em diferentes doses. E quando a lente cor-de-rosa só é usada para temperar uma vida sadia (não para ser a única opção de vida), a pessoa é feliz sem precisar de esforço.

- Este livro é atualíssimo, com referências recente e já nas novas normas ortográficas (sim, isso me chamou a atenção ao ler) e merecia virar filme (se as mongas Bridget Jones e Becky Bloom foram para a telona, por que não a saga de Kate?)

- Gemma é irmã de Sophie Kinsella, a criatura que cometeu a Becky – na minha opinião, Gemma escreve muito melhor. Agora quero ler outros livros dela.

- Bem, consegui falar do livro sem contar dele: fica o convite, é uma ótima opção de leiturra, divertida, com as reviravoltas esperadas e você fica na torcida para que os personagens tenham final feliz. Conseguiu até me deixar simpática aos médicos e enfermeiras, uma categoria que me traumatiza na vida real (Dr. Doug Ross não existe no Pronto Socorro daqui.) – e para descobrir o motivo vocês terão que ler e me disseram o que acharam!

Bacci!!!

Beta
Reações:

5 comentários :

  1. Pela sua descrição, este livro encaixa-se perfeitamente no meu gosto por humor misturado a romance. Está anotado como "próxima aquisição" na minha lista ^_^

    Em troca desta ótima recomendação, gostaria de fazer uma: o livro "DEZ (QUASE) AMORES" da autora brasileira Claudia Tajes pela L&PM Editores. Um livrinho de bolso que é uma delícia de se ler. Simples, objetivo, divertidíssimo e surpreendentemente verossímil em certas ocasiões (difícil ver algumas situações pelas quais a personagem passa e não se identificar). Recomendo para todas as amigas e colegas que dizem estar precisando de algo que as faça rir.

    Beijos pra ti e obrigada por compartilhar seus conhecimentos literários com o restante das romanticas brasileiras (e algumas gringas também ;D).

    =***
    A.

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  2. Oi, sabe que eu gosto muito do seu Blog e foi por causa dele que comecei a gostar de livros água com açucar.
    Parabéns pelo seu blog!
    Faz um favor entra nesse Blog e da uma lida se tiver tempo e me dá sua opinião...
    http://omutra.blogspot.com/2010/04/inicio.html

    Beijos

    Tam

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  3. Tenho mais ainda não li... tá na espera...

    bjks

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  4. Adorei sua resenha e vou comprar o livro para ler. Você é traumatizada com médico s e enfermeiras? Eu sou enfermeira! Ontem foi foi o dia dos Enfermeiros.Beijos

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  5. Beta,

    O blog tá tão lindooooo! Faz um tempão que não apareço por aqui...
    Adorei o comentário do livro, estava procurando uma resenha que tivesse algo a mais. Onde mais poderia achar senão aqui?

    Ah, estou gostando de ver, muitos históricos no blog!

    BJS

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