quarta-feira, janeiro 03, 2018

Ciao!!!


Para mais que nos desejar - nos fazer começar a ter um verdadeiramente Feliz 2018, a Faro Editorial preparou dois lançamentos para janeiro. Confiram!

Zander estava odiando a ideia de ir para esse acampamento do outro lado do país. Era a primeira vez que ela saía do Oregon, da sua casa, para ir justamente para esse lugar estranho, com pessoas esquisitas. Ela definitivamente não precisava estar ali, no Acampamento Pádua, o acampamento para jovens desajustados e problemáticos. Ela não era uma “deles”.
A autora apresenta neste livro os dramas de alguns adolescentes que vão muito além de não querer estudar, de responder aos pais, colar nas provas e namorar ou não. A adolescência é uma fase difícil, e ainda mais quando você tem problemas que não pode controlar ou que não sabe como. E o Acampamento Pádua é o lugar para jovens que estão nessa situação.
Garotos e garotas depressivos, com distúrbios alimentares, doenças degenerativas, depressão, compulsões e os que estão ne negação são o público alvo desse acampamento. Um lugar para valorizar a vida e ajudar jovens em situações emocionais complicadas. Ou seja, ninguém ali é muito “normal”, e Zander sabe que ela não pertence a esse lugar.
Ela foi mandada pelos pais para esse acampamento de verão, mas não faz ideia do motivo. Zander não se sente perdida, ela sabe muito bem onde está. E quando se depara com os demais jovens do retiro, ela tem ainda mais certeza disso. Zander não é como Cassie, que toma remédios para emagrecer e não come nada o dia todo. Ou como Hannah que se corta e por isso só usa blusas de mangas longas. Ou como Alex, que é um mentiroso compulsivo. Ou como Katie, que é bulímica. Ou ainda, como o chato do Groover... e, para relaxar nesse hospício, ela fica treinando conjugações de verbos em francês.
Mas Zander estava errada, e o que ela acabou encontrando ali foram grandes amigos e pessoas comuns, apesar de seus traumas e limitações. Adolescentes que queriam se divertir e fazer amizade como qualquer outro jovem. Que queriam burlar regras e testar limites, e que queriam ser aceitos como são. E ela iria descobrir que o amor pode ser encontrado onde menos se espera.
Rebekah Crane consegue de uma forma leve e divertida abordar temas tão profundos e difíceis como bulimia, anorexia, esquizofrenia, compulsões, apatia, suicídio, violência doméstica, abandono, luto, e claro, o primeiro amor. Você pode pensar que se trata de uma história triste. E há partes duras sim, mas, a autora consegue mostrar como, na dificuldade, podemos encontrar uma saída. E isso é uma das coisas que faz este livro completamente encantador, divertido e doce, capaz de deixar em você um grande sorriso no rosto.


Uma amizade que nasceu na inocência de uma infância marcada pelo abandono, o silêncio, a mágoa. Um carinho que cresceu na cumplicidade, nas descobertas. Um amor que estava acima de qualquer classificação social necessária. Michael e Ellis eram mais do que isso um para o outro. E essa é quase uma história de amor, mas seria muito simples defini-la assim.
Michael e Ellis se conheceram aos 12 anos. Michael fora abandonado pela mãe e pelo pai e agora vive com sua avó. Ellis era um menino solitário, que sofria com um pai rude. Logo eles se tornaram o refúgio um do outro. Durante muitos anos foram apenas dois, descobrindo o mundo, se descobrindo. E mais do que amigos, o sentimento que existia entre eles nunca precisou de outro nome.
Até que tudo muda quando Ellis conhece Annie. E aquela dupla passa a ser um trio. E aquela proximidade passa a ser uma grande distância. E aquela distância se torna uma ausência. Ellis sente falta de Michael. Michael sente falta de Ellis, mas as vezes, isso não é suficiente.

“O homem de lata” é mais do que apenas um romance sobre três jovens vivendo algo muito diferente em suas épocas. Este é um livro sobre amizade, ternura, sofrimento, perda, aceitação, medo. Uma obra sobre as consequências de uma vida que não foi vivida como deveria ter sido. E o poderia ter sido é a parte mais tocante de tudo...


Bacci!!!

Beta
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