sábado, agosto 12, 2017

Ciao!



Posso ainda ser meio complicada com tramas que envolvem elementos paranormais. No entanto, histórias de traumas e vinganças/justiça me deixam em meu habitat natural. Li em dois dias (seria menos se – parafraseando o médico – “você não está alérgica, está MUITO alérgica”).
E fiquei com uma dúvida que, para resolver, vou precisar da ajuda de fãs de um seriado.

Perigosa Atração – Maya Banks – Harlequin
(With every breath – 2016)
Personagens: Eliza Cummings e Wade Sterling

Era o pior pesadelo dela se tornando real: o homem que cometeu uma série de assassinatos – por quem ela pensava estar apaixonada – tinha se aproveitado de uma brecha na lei e seria libertado. Diante da notícia, Eliza sabia que ele viria atrás dela e queria estar pronta para um acerto definitivo de contas. No entanto, Wade Sterling não tinha a menor intenção de deixá-la sozinha. Ele sabia que algo estava errado e iria intervir, ela querendo ou não.

Comentários:

“As pessoas não tinham como entender ou imaginar o monstro que existia por trás da fachada educada e encantadora. Eliza, porém, conhecia-o melhor do que ninguém. Apenas ela conhecia de verdade a profundidade da maldade dele, apenas ela podia acabar com aquilo tudo. Talvez isso a tornasse tão doentia e deturpada quanto Thomas. Ou talvez fosse necessário o mal para caçar o mal” (Claramente alguém dotada da vocação escorpiana para assumir a culpa pelos males do mundo e querer justiça/vingança por eles)

- Eliza se sentia culpada pela morte de várias mulheres em uma cidade do Oregon. Ela descobrira e denunciara o namorado que a tratava como princesa pelas coisas horríveis que fez com outras garotas. Ele foi julgado e condenado a prisão perpétua. No entanto, ao criar (isso mesmo: leia o livro e entenda como) uma brecha na lei, Thomas conseguiu ser beneficiado e seria solto em dias. E uma coisa era certa: iria atrás dela – se não fosse pela antiga obsessão, seria por vingança.

- Eliza precisou se reconstruir, aprender a ficar mais forte mentalmente e a se defender. No entanto, depois das experiências traumáticas recentes, parecia óbvio para todos (menos para ela) de que estava se equilibrando em uma linha muito tênue. Que rompeu diante da notícia da libertação iminente de Thomas. Ela não hesitou em bolar um plano para proteger os amigos (e olha que eles estavam longe de serem indefesos - todos trabalhavam em uma empresa de segurança acostumada a missões arriscadas) e as esposas. E finalmente ir atrás de libertação dos pecados que acreditava carregar e da Justiça que o tribunal negou às vítimas e a ela, ao soltar um psicopata manipulador.

- Mas, no meio do caminho, havia Wade Sterling. Um homem que não se deixava intimidar por ela. E o pior: conseguia tirá-la do sério. Ele se intrometeu antes e deixou claro o desagrado. Como é que ela poderia acreditar que era de livre e espontânea vontade? Como ela poderia se sentir digna de merecer algo bom de alguém? Como ela poderia colocar deliberadamente outra pessoa na linha do tiro que estava destinada a disparar ou a receber? O probleminha é que Wade Sterling em nenhum momento deu a ela o direito de escolha se podia ou não ajudar.

(...) Sabia que, quando eu tivesse você você seria minha e, acima de tudo, eu seria seu. Eu pertenço a você. Você precisa enxergar a realidade, Eliza. Precisa entender o significado disso. Agora, você é minha e eu não vou abrir mão de você. E o que é meu, eu protejo até o meu último suspiro. Você não está sozinha. Não mais. Nunca mais. Agora você tem a mim e não vai mais lutar suas batalhas sem mim”. (Claramente um escorpiano comprando a briga alheia contra a vontade da pessoa envolvida)

- Um vínculo negado, uma paixão que demora a ser assumida e percebida como o que era de verdade: amor. No entanto, Eliza não estaria livre enquanto não confrontasse o passado. Um fiapo separa Justiça de Vingança neste livro – e você entende os motivos que levam os personagens a investirem em uma rota certa de colisão. O casal é forte, bem parecido em suas virtudes e defeitos, que você entende que, querendo ou não, foram feitos um para o outro. A química entre eles é explosiva. O desafio a ser vencido também. E eles não vão fugir da luta.

- O livro tem elementos e personagens paranormais, uma das linhas condutoras da série (sim, é série, daqui a pouco falo sobre isso). No entanto, os poderes estão concentrados no vilão, o que o torna uma ameaça palpável durante todo o livro até o esperado reencontro-confronto. E como faz um bom tempo que não assisto a um seriado (só leio as notícias sobre eles), queria que alguém que tenha visto Jessica Jones pudesse me esclarecer uma dúvida. Pelo pouco que li sobre o seriado, fiquei com a sensação de que Thomas era tão habilidoso e perigoso como Kilraven. Esta associação me acompanhou durante toda a leitura e queria saber se a fiz corretamente ou se estava delirando (se for o segundo caso, a culpa é do combo estresse + antialérgicos, ok?)

- Este é o quarto livro da série Slow Burn (apesar do Goodreads citá-lo como uma novella relacionada à série). Os três primeiros foram lançados pela Editora Gutemberg. Ainda não li. Este saiu pela Harlequin, no formato livraria. Pra quem, como eu, caiu de paraquedas na história, posso adiantar que você vai conseguir entender o que houve antes, as relações entre os personagens e a importância do que já houve para o andamento das ações dos protagonistas em Perigosa Atração.

Série Slow Burn
Proteja-me – Ramie St. Claire e Caleb Devereaux
Salva-me – Ari e Beau Devereaux
Descubra-me – Anna-Grace e Zach
Perigosa Atração – Eliza e Wade Sterling
Just one touch - Jenna e Isaac
Ainda sem título - segundo Goodreads, previsão de ser publicado neste ano.


Bacci!!!


Beta
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