sábado, agosto 05, 2017

Ciao!

MULTIPLICA, SENHOR!
(Espero que não incomode a capa grande. Perdoem a blogueira míope que queria ver detalhes do design) 

A vida anda tão corrida que estou sofrendo por não conseguir ler tão rápido como antes. Então quando encontro uma opção menor para desacelerar, obrigada Nossa Senhora das Blogueiras Com Muita Coisa Para Fazer e Pouco Tempo Para Ler.
Aí a Flavinha me disponibiliza uma opção que deixou meus queridos neurônios empolgados com... delivery.

Meu vizinho muito sexy – Flávia Cunha
(2017)
Personagens: Katerine “Kate” Bentell e Alec Grymper

Ele era o novo morador da rua.
Ela levou uma torta como sinal de boas vindas.
E nada mais foi o mesmo para nenhum dos dois.

(pausa para o meu choque diante do menor resumo já feito no Literatura de Mulherzinha ^^)

Comentários:

- Meu vizinho muito sexy é um conto bem curtinho, então vou tentar não dar muitos detalhes. Gostei exatamente por ser uma excelente opção de ler algo gostoso (viram a capa? Bota gostoso nisso!!!), que te entretém. Para quem, como eu, anda com a cabeça lotada de compromissos que beiram a intervenção divina é uma excelente opção para tirar o pé do acelerador e curtir.

- A trama gira em torno do primeiro encontro de Kate e Alec, quando ele se muda para a vizinhança onde ela já morava. E para manter o costume de todos por ali, já que era a típica rua onde todos se conhecem, se ajudam ao melhor estilo “senso de comunidade”, ela decidiu levar uma torta para ele. Em capítulos com narradores alternados entre os protagonistas, vamos acompanhando a surpresa e as reações inesperadas que um causou no outro e a forma como lidaram com isso. 
Kate não era uma jovenzinha tímida e virginal. Era uma saudável mulher de trinta e poucos anos (quem estava contando?) com uma vida sexual que se encontrava estagnada. Mas tinha desejos e nesse momento estava desejando o seu vizinho. 
Alec a olhava como se estivesse com fome e a sua frente estivesse uma deliciosa sobremesa: ela. Kate sentiu seu corpo latejar em lugares adormecidos e imaginou aquele homem que a encarava do outro lado do balcão devorando-a. 
- A vantagem de ser um conto é que não tem enrolação. A trama vai direto ao que se propõe. (E você não vai reclamar. Bem, talvez sim. Você não está no livro...)

- A desvantagem é que eu queria saber mais deste casal explosivo. Um trecho comenta parte do passado de Alec que poderia ajudar em uma ampliação da trama. E amei saber que Kate é negra. Infelizmente, ainda estamos apegados ao “padrão de beleza” que desconsidera minorias como protagonistas ou as mostra como uma overdose de estereótipos. Chato. O mundo é mais amplo. E o conceito de beleza não devia limitar, mas incluir peles, tamanhos, formatos de corpo e tudo aquilo que nos torna diferenciados. Além disso, queria saber mais quem é esta mulher forte e artística que me passou tanto poder. Enfim, fica a dica, Flavinha, traz a dupla nitroglicerina de volta em outro livro.

E para encerrar, enquanto lia, pensava comigo: “Que pena que não posso levar uma torta para o Tom Hiddleston... Ou uma pizza (lembrança resgatada de uma parte de “Entre o céu e a terra”). Ou jujubas. Ou um algodão doce. Ou uma paçoca. Ou um copo d’água... ”.  


(Vocês vão ter que ler o conto para imaginar as interessantes e deliciosas consequências desta solidariedade gastronômica. Desculpa aê!)


Bacci!!!


Beta
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