Cap. 1352 – Um menino em um milhão – Monica Wood
Ciao!
ps.: A Arqueiro enviou um kit lindo, numa caixinha
(fazendo a festa do meu DNA felino – porque AMO caixinhas), com o livro; o
conto gratuito “Uma em um milhão”, que vai aparecer em breve no Literatura de
Mulherzinha; bottom e marcadores diversos! Muito obrigada pelo mimo!!!
É
um livro que fala sobre coisas e sentimentos que podem acontecer com qualquer
um. Família. Separação. Perda. Frustração. Amor. Velhice. Solidão. Pressão.
Liberdade. Luto. Morte. Sonhos. Vida.
Não
é à toa que todos foram afetados pelo menino em um milhão.
Um menino em um milhão – Monica Wood –
Arqueiro
(The One-in-a-Million Boy – 2016)
Personagens:
Quinn Porter, Ona Vitkus e o menino
Um
menino de 11 anos morre de forma inesperada. Os pais, cada um à sua maneira,
estão lidando com a ausência e o pai, Quinn, descobre que o filho tinha um
compromisso com uma idosa de 104 anos, dentro das tarefas do grupo de
escoteiros. Ao se comprometer a terminar o período de sete semanas, Quinn não
poderia imaginar que estaria embarcando em uma inesperada, dolorosa e valiosa
jornada de descobertas sobre o filho, sobre si mesmo e sobre a vida.
Comentários:
- É
um livro sobre ausência e presença e a contradição que ambos podem causar. Há
presenças ausentes e ausências que declaram presenças. Temos a lembrança
constante do menino morto, cujo nome não é citado em nenhum momento do livro,
que é o elo entre todos os personagens citados. O pai, Quinn, músico
profissional que não havia “estourado” não sabia se relacionar, não se entendia
e não conseguia realmente conhecer aquele garoto tão único em suas perfeições e
atitudes. A mãe, Belle, bibliotecária, está transtornada pela dor de ter
perdido de forma tão abrupta o único filho. Ona, a idosa imigrante lituana,
acabou se afeiçoando ao menino que alimentava os passarinhos, fazia as tarefas
com tanta perfeição e gostava de ouvir as histórias da vida dela, sob o
pretexto de conseguir algum recorde para que ela entrasse entre os
supercentenários que constam no Guiness.
“O
menino agora saltitava pela cozinha, ainda segurando a própria cabeça, mal se
contendo de tanta alegria.
-
Pensa bem, Srta. Vitkus! Você… pode… entrar… pro… Guiness!
- Eu
vou ganhar algum prêmio em dinheiro?
-
Um, você ganha um certificado – disse ele, quase cantarolando – Dois,
você ganha respeito. Três, você ganha imortalidade!
-
Bem, suponho que, para isso, não haja um preço”
(p.40-41)
- É
um livro sobre vida e morte. A perda do menino colocou os familiares para
buscar razões, culpados ou por quê isso ocorreu justo com eles. Ele permitiu à
Ona revisitar a própria longa vida, recuperar memórias esquecidas, revisar
algumas felicidades, arrependimentos e a constante ideia de que vai deixar de
existir. E o Guiness se torna uma motivação para quem estava ali numa rotina
sem novidades. Ao recontar a própria vida para o menino, ela pode perdoar a si
mesma por sentir a insatisfação com decisões que tomou em nome de uma
necessidade de pertencimento nem sempre plenamente alcançada.
- O
que nos leva a outro ponto do livro: se sentir suficiente para alguém. Belle
queria que ela e o menino fossem motivo bastante para Quinn abandonar a vida
itinerante e ficar com a família. Quinn achava que não era bom para esposa e
filho e corria atrás do sonho de se firmar como músico – que sempre foi mais
acessível para outros. Pelas lembranças dos personagens, o menino manifestou o
receio de que a falta de elementos em comum dele com o pai tenha causado a separação dos pais.
-
Enfim, não foi à toa que é tão elogiado. Ao costurar a
jornada destes personagens usando estes
sentimentos conflitantes como fios, a autora criou uma trama singela, tocante,
emocionante, real, que conversa com quem lê, independente da idade. E sem dar
spoilers, o capítulo final, na minha opinião, é genial.
-
Ah, escrevi tanto sobre as minhas reações e impressões sobre o livro que quase
não dei detalhes do que ocorre na história. Creio que algumas coisas não devem
ser antecipadas – e este livro é uma delas. Sabia o mínimo sobre ele, por isso,
fiz várias descobertas e o vivenciei no ritmo que ele ditou. Como vocês perceberam,
foi uma leitura que me emocionou. Pode fazer o mesmo por você – e vale a pena
dar a chance!
-
Links: Goodreads livro e autora; site da autora; site do livro; site da editora; Skoob; mais delano Literatura de Mulherzinha.
Bacci!!!
Beta



