domingo, maio 07, 2017

Ciao!!!


Há alguns tipos de personagens com os quais não tenho paciência. Às vezes, acontece de eles se encontrarem na mesma história. Então, adianto, tive dificuldades.

Zona livre para o amor – Cathy Williams – Paixão Glamour 09
(At her boss’s pleasure – 2015 – Mills & Boon Modern Romance)
Personagens: Kate Watson e Alessandro Preda

Kate era a contadora certinha, sisuda, recatada que só se preocupava em realizar bem o seu serviço para merecer a promoção, subir na carreira e consegui a sonhada estabilidade financeira. Alessandro era o bilionário dono da empresa, que descobriu um desfalque cometido pelo chefe de Kate e, ao ver encontrá-la e perceber que ela não caiu aos seus pés, decidiu torná-la responsável pela apuração apenas para ter mais chances de desmontar a barreira dela contra os homens em geral e contra ele, em particular. Já deu pra notar que alguma coisa não vai sair como os dois estão planejando, né?

Comentários:

- Vamos lá, detesto gente invasiva na vida real e na ficção. Pouco importa se é parente, amigo, vizinho, gente abelhuda, colega de trabalho, pessoa que nunca te viu na vida, o protagonista, a protagonista, coadjuvantes. É algo que automaticamente liga o instinto de proteção e de reação – por isso tem gente demais por aí que me acha um poço de falta de educação. Não é isso, é que eu considero que existem limites a serem respeitados. E se eu não forço a barra de ninguém, também não quero que façam isso comigo.

- Eis que o sr. Preda não só é excessivamente invasivo como também soa abusivo, nestes tempos onde certos comportamentos resultam em processos nos tribunais. Ele ficou curioso com a atitude desconfiada da funcionária sisuda e decidiu que a tornaria como as outras mulheres, que se atiram aos pés dele seja pela beleza, dinheiro ou pelos dois e que ele descarta assim que enjoa – isso quando elas conseguem minimamente atrair o interesse dele. O ricaço fez o possível para se meter onde não era chamado, usando as habilidades profissionais de Kate e o respeito que ela tinha pelo chefe como os atrativos para estar sempre por perto, especialmente quando não era conveniente – ir a casa dela fora do horário de trabalho? Obrigando-a a jantar com ele? Oi? Quem ele pensa que é pra transformar tudo e todos em peões conforme as suas vontades? E a ainda ficar chateadinho quando as coisas não ocorrem como ele quer?

- Kate estava até ganhando minha simpatia, até a hora em que percebi que, a principal razão de ela agir como agia, era um preconceito baseado em um julgamento moralista sobre como a mãe dela agia. E isso fica descarado na reta final do livro, quando a gente percebe que, por mais erros que a mãe cometeu, ela amava a filha e queria o melhor para as duas. Diante de outras mães nada maternas que esbarramos na ficção e na vida real, Kate tinha que levantar as mãos pro céu e se mancar de que, no fundo, era tudo culpa do medo de que ela tinha de lidar com pessoas, com relacionamentos, com decepções e com tudo de não muito legal que a vida joga, de vez em quando ou de vez em sempre, no balaio que nos compete carregar. Tenha dó, quem é ela na fila do pão pra se achar tão superior assim?

- Talvez este livro funcione com outras pessoas. Eu não encontrei a sedução que leva ao romance e que me cativasse a embarcar na história do casal. Comigo eles não funcionaram. Coisas da vida.


Bacci!!!

Beta
Reações:

Um comentário :

  1. Oi, tenho receio de ler os livros desta autora, pois não gosto da ideia de patrão e empregada. Quando pego um livro e já na metade do primeiro capítulo não gostei da estória, levo uma eternidade para terminar de ler, só por falta de vontade.

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