Cap. 1346 – O verão em que tudo mudou – Gabriela Freitas, Thaís Wandrofski e Vinícius Grossos
Ciao!!!
No
mês passado, publiquei informações a respeito do lançamento do livro e da
promoção dos cards para quem comprasse na pré-venda.
Como
fui uma das pessoas que fez isso, agora vocês vão saber o que achei dele. O que
posso adiantar é que foi uma colorida surpresa e que fiz o texto sobre os três
contos que compõem o livro sem spoilers!
O verão em que tudo mudou – Gabriela
Freitas, Thaís Wandrofski e Vinícius Grossos – Faro Eleitoral
(2016)
(2016)
Dezembro: Quando infinitos se encontram –
Vinícius Grossos
Na véspera
de natal, Frederico se encarregou de fechar a livraria. Foi surpreendido por
uma cliente que queria devolver um presente indesejado. O encontro do garoto
que não sabia mais sonhar com a garota que transpirava vida conduziu ambos por
um roteiro nada previsível.
Lavínia
passou no concorrido vestibular para Arquitetura. O que deveria ser a
realização de um sonho, na verdade, a deixou sufocada e foi o limite. Precisava
se afastar de tudo e de todos para respirar e colocar a vida na perspectiva
correta e quais eram as suas reais prioridades.
Fevereiro: Pôr do sol – Thaís Wandrofski
Depois
de organizar a vida, Sol se deu conta de que as férias estavam acabando. Então investiu
em programar tudo que divertiria ela, a irmã gêmea e a melhor amiga na reta
final antes do começo das aulas. No entanto, nem tudo pode ser controlado e são os imprevistos que ajudam a dar sentido à vida.
Comentários:
-
Bem, dos três contos, gostei mais de um. O outro fala diretamente com a fase
mais recente da minha vida. Não deixa de ser curioso quando você vê
determinadas situações transcritas na experiência de outra pessoa – claro que
cada caso é um caso, mas há uma base que permite a empatia. No meu caso,
remexer em sentimentos que ainda estão (um pouco menos) confusos e buscando um
lugar para se encaixarem e estabelecerem algo que faça algum sentido, mesmo que
seja o que lembra Alberto Caeiro.
“Porque
o único sentido oculto das coisas
é elas não terem sentido oculto nenhum.
É mais estranho do que todas as
estranhezas
E do que os sonhos de todos os poetas
E os pensamentos de todos os filósofos,
Que as coisas sejam realmente o que
parecem ser
E não haja nada que compreender”
-
Começando pelo final do livro, a Sol foi a personagem com quem menos me
identifiquei. Em parte porque aprendi que tanto controle sobre a vida – a própria
e a dos outros – não adianta muito, já que tem coisas que não podemos conduzir
como bem entendemos. A jornada dela passa pela mudança na forma como agia e,
por tabela, como passou a enxergar e interagir com o mundo. Pôr do sol garante um final alto astral
e esperançoso para a próxima fase da vida dos personagens.
-
Lavínia usou o mês de janeiro para reaprender a viver. Ela estava sufocada,
pressionada, enclausurada e percebeu que o que pretendia fazer não era o que
realmente queria. Há coisas das quais você não consegue fugir – precisam lidar com elas, mais cedo ou
mais tarde, porque os adiamentos só pioram tudo e para não se transforme em reféns delas. (Yep, “been
there – done that” case detected). E não sei quanto a vocês, mas conheço
casos de pessoas que tem dificuldade no começo de ano porque os problemas continuam,
já que não há mágica que os solucione com os fogos de artifício da virada.
Lavínia vai se enfrentar para descobrir como se reerguer e seguir em frente.
- O
que você sonha na sua vida? Recentemente, precisei reformular os meus sonhos
para atender a algumas emergências. Mesmo assim ainda estou melhor que o Frederico,
porque ele nem isso tinha. Estava tão conformado em “todo dia faz tudo sempre
igual” que precisou trombar com Valentina, uma garota que é uma força da
natureza para perceber do que estava abrindo mão. Ele também teria que olhar para si mesmo para descobrir o que o levou a não encontrar algo que gostaria de
lutar para fazer acontecer, a deixar as sombras e sair para o sol e a chuva da
vida.
- Poderia
dizer a vocês que há uma ligação entre os três contos. Que os personagens estão
transitando entre a adolescência e a juventude, mas enfrentam situações que
qualquer um pode passar, independente de idade.
- Poderia também dizer a vocês
que foi uma divertida e colorida experiência. Sim, olha o “colorida” de novo,
porque este é de longe o livro mais vibrante em termo de uso de cores que já li
– e usando tons de azuis, rosas, branco e amarelo. Além das ilustrações –
algumas delas são os cards que vieram para quem comprou na pré-venda, as letras
dos livros são azuis.
AZUIS.
Isso mesmo, a minha cor favorita.
Sabe onde vi
isso antes? Nos MEUS arquivos. Já fiz textos inteiros em azul porque é uma cor
que me agrada, acalma e inspira. Tudo que preciso quando estou escrevendo –
seja para o Literatura de Mulherzinha, para o trabalho ou para algo acadêmico.
-
Então, podem acreditar na criança da primavera: não tem como não gostar deste
livro. Ele transmite esta sensação de águas seguras que te convidam a mergulhar em
busca da beleza que não conseguimos enxergar na superfície – o que basicamente
é a jornada que um personagem de cada conto irá enfrentar, à sua maneira. Está na
capa, oras!
A vida sempre guarda inúmeras surpresas. E sem avisar, ela muda de direção.
Assim
como os personagens, o convite é que a gente assuma direção da nossa vida –
corra riscos, encare as consequências e bola para frente! Quem não quer uma leitura
que te deixe esperançosa de que dará conta de todas as mudanças que surgirem no
caminho. Você tem coragem de abrir mão de um sentimento assim? Eu, não!
-
Links: site da Gabriela Freitas; site da Thaís Wandrofski;
site do Vinícius Grossos;
site da editora;
Skoob;
mais da Gabriela Freitas,
Thaís Wandrofski e Vinícius Grossos no Literatura de Mulherzinha.
Bacci!!!
Beta



