quarta-feira, abril 19, 2017


Ciao!!!


Procurei uma imagem maior da capa original,
mas só achei neste tamanho :(


Achar romances – qualquer um, de livraria, de banca, nacional, estrangeiro – com o meu nome é algo tão difícil, que quando acho, pego na hora.
Este aqui foi um garimpado naquele famoso acervo que deixaram no sebo. Guardei pra ler e esqueci. Reencontrei e tratei de ler, afinal de contas, ficar adiando demais as coisas é tão chato!

Romance em Dublin – Lynnette Morland – Julia 435
(Irish Eyes – 1986 – Nova Cultural)
Personagens: Roberta Calderón e Christian O’Laighleis

Roberta viajou para a Irlanda para produzir o disco de um novo conjunto. Só que o irmão mais velho da vocalista a tirou do sério, achando que ela – vinda de Nova Iorque – seria uma “corruptora” da irmãzinha. Acostumada a lidar em um meio machista, tratou de mostrar a que veio e a qualidade do trabalho faz com que todo mundo a respeite. Aí muda o problema: o que faria uma profissional tão gabaritada aceitar permanecer na Irlanda para fazer muito mais que música?

Comentários:

- Ah, um livro que é leitura rápida e descomplicada. Adorei o fato de Roberta ser uma profissional reconhecida na área de atuação. Produtora musical que capaz de tirar o melhor dos grupos e cantores com quem trabalha e transformá-los em destaques, foi contratada a peso de ouro pela Lawless Records para fazer os jovens do Fire Hazard o próximo sucesso. Para isso, se mudou para viver e trabalhar por alguns meses em Dublin, na Irlanda. Já chegou causando tumulto, ao ser confundida com uma ladra de carros por um homem. Menos mal, vida que segue.

- Só que o dono do carro era Christian O’Laighleis, irmão de Mairead, a impetuosa e empolgada vocalista do Fire Hazard. Por conhecer o meio artístico, ele temia que a irmã caçula embarcasse de mala e cuia no mal caminho, ainda mais com o incentivo da produtora vinda de NY, um mundo completamente diferente da calma (e do atraso, segundo os personagens do livro) da Irlanda. A relação é gato-e-rato no início. 

- O que gostei foi que ela não deixa a peteca cair e enfrenta a criatura. Depois quando os sentimentos viram – afinal de contas, quem costuma ler estes romances consegue prever o que vai acontecer – o dilema se torna outro: como convencer alguém a ficar quando ela é muito maior que o que se oferece.

- Considero que este foi o aspecto que mais gostei do livro. Roberta é valorizada pela sua competência e conquista o respeito e a admiração de todos. Volta e meia (até hoje) a gente esbarra em livros onde a trama faz o possível para subjugar a personagem feminina. Neste caso, além de mostrá-la como uma profissional competente, que se dedica e venceu em um meio machista, ressalta como ela avalia as próprias prioridades, a partir da convivência com o “jeito irlandês de ver as coisas”. 

- Bonitinho, gostoso, otimista. Imagina se não gostaria de ler sobre uma xará bem sucedida. Se ela tivesse me perguntado, eu diria que é muito difícil resistir ao sotaque dos rapazes britânicos e às belezas da Irlanda...

- Links: Goodreads livro e autora; Fiction DB; Skoob.

Bacci!!!

Beta
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