Cap. 1337 – Redenção e Submissão – Nana Pauvolih (Trilogia Redenção #2)
Ciao!!!
Ah,
Nana, onde acho um Matheus na vida real?! Tirando uma coisinha, ele é perfeito!
Pena
que se envolveu com uma mulher que merecia uma sessão de kabongadas para ver se
cria juízo.
Redenção e Submissão – Nana Pauvolih –
Fábrica 231 (Trilogia Redenção #2)
(2015)
Personagens:
Matheus de Sá Mello e Sophia Marinho
Dominador
sadomasoquista especialista em Shibari e em chicote longo, Matheus está
passando pela ressaca de um relacionamento não consumado, aguardando os
sentimentos serenarem para seguir à procura da alma gêmea submissa perfeita.
Sophia se interessou à primeira vista por Matt e não acreditou que o homem com
olhos de anjo era um dominador. A partir daí, os dois embarcam em uma história
de desejo, paixão e luta para determinar qual dos dois dominadores se renderia
e se submeteria ao outro.
Comentários:
“Você vai perder a paciência com a garota neste livro, tenho certeza!” - #MadreHooligan
-
Antes de entrar na profecia da #MadreHooligan, lembram que no texto de Redenção de um Cafajeste eu escrevi que
o Matt era um “bom moço”, assim entre aspas? Não foi à toa. Tinha algo me
dizendo que havia mais (antes mesmo de Arthur explicar à Maiana as preferências
do amigo), muito mais por trás da fachada do belo bom moço do trio de amigos
cariocas e não deu outra. Uau, por que não tem um assim de carne e osso
(exceto, é claro, o único defeito que encontrei nele). O bom moço é bom filho,
bom empresário, bom amigo, bom cozinheiro, um lorde que nunca escondeu que é
romântico, quer casamento e filhos...
-
... O mesmo bom moço que, em circunstâncias mais íntimas, é um dominador
sadomasoquista especialista em shibari e no chicote longo (meu cérebro travou
diante da óbvia analogia com Indiana Jones, um de meus amores eternos), nada
egoísta que encontra o prazer no ato de dar prazer às suas submissas, conforme
sua vontade. E não estou dando spoiler não. Se a gente viu no livro anterior o
lado bom moço, aqui logo no primeiro capítulo somos apresentados ao “dark side”
dele. Aposto que teve gente que ficou empolgada e atacou o parceiro. Este tipo
de trama não apenas abre, mas escancara portas e janelas da criatividade
sexual. Afinal de contas é um dos pontos da trama: sendo consensual e com
respeito aos limites de cada um, o que os outros tem a ver com a vida alheia, uai?
-
Para alcançar o equilíbrio emocional, Matheus contou que se questionou sobre
quem e o que era e até se era normal. Ele enfrentou e lidou com suas dúvidas e
as transformou em respostas que passaram a nortear seu modo de vida. Não
mascara seus desejos, mas, por ser romântico e acreditar no amor, protege seus
sentimentos à espera da “alma gêmea submissa perfeita”. Viram que personagem
complexo, profundo e deliciosamente apaixonante? Um daqueles que me ganha de
cara e do qual demoro para largar depois (sim, é nome certo na famosa lista do
fim de ano).
-
Sophia que o diga! A Domme que acabou de retornar ao Brasil após anos morando
no Porto, vê Matt no Catana, o clube exclusivo onde ambos estavam. Primeiro
fica indignada que ele não a percebe e duvida quando é informada que ele não é
um submisso. E por mais que o bom senso alertasse que dois dominadores eram
problemas sem sombra de dúvidas, ela partiu para o ataque para mostrar a Matt
como ele seria muito feliz sendo
submisso a ela. E uma vez despertado o interesse, Matt ficou extremamente
disposto a demonstrar que ela nasceu
para ser a submissa imperfeita dele.
-
Nesta disputa pelo poder na relação, o resultado vai depender de quanto cada um
se conhece. Enquanto Matt já se resolveu, Sophia tem muitos – e pesados –
esqueletos no armário. E a relação com Matt não só vai chocalhar o armário como
as defesas que ela estabeleceu para encarar a vida. Eis que quando chegamos
neste ponto ela passa a merecer kabongadas com louvor. Porque se não suporto
personagem burra, não tenho nenhuma tolerância com personagem inteligente que
faz burrice de propósito porque não dá conta de segurar a barra, a marimba, o
que preferir e, muito menos, as consequências dela. E um homem como Matt não
tem às dúzias nem na ficção, imagina na vida real. Sophia merecia um híbrido do
pior de Lynne Graham, Diana Palmer, Penny Jordan para dar valor ao anjo tarado
Matt.
- E
como se não bastasse a piração da Sophia, Matt ainda tem outro problema sério a
resolver. Um homem mais fraco teria virado farelo, mas ele não. Ele se conhece
muito bem para não incluir culpa ao sofrimento inevitável.
- Se
no primeiro livro, Matt participa ativamente do desfecho da saga Maiana-Arthur,
aqui os amigos tem algumas reuniões, mas caberá a Antônio o papel de conselheiro
– inclusive deixando escapar um gancho para o livro onde será protagonista – e
que encerra a Trilogia e foi meu ponto de partida para descobrir a Nana
Pauvolih.
-
Amei o livro, mas por Matt que por Sophia, como #MadreHooligan previu
(pitombas, você daria bug/piti se tivesse um Matt? Iria para terapia,
psiquiatria, conselheiro espiritual e resolvia os traumas na marra, despachando
os esqueletos emocionais para a terra das páginas viradas), recomendo a
leitura. Como todo “bom moço” Matt me surpreendeu e eu gostei muito...
...
mas ele precisava ser flamenguista? Que balde de água do Ártico na blogueira
Botafoguense!
Trilogia
Redenção
Redenção de um cafajeste – Arthur Moreno e Maiana Apolinário
Redenção
e submissão – Matheus de Sá Mello e Sophia Marinho
Redenção
pelo amor – Antônio
Saragoça e Cecília Blanc
- Links:
Goodreads livro,
autora,
série;
site da autora;
site da editora;
Skoob;
entrevista e mais dela no Literatura de Mulherzinha.
Bacci!!!
ps.: Mais uma Meta para 2017 cumprida! \o/

