segunda-feira, março 27, 2017

Ciao!!!


Como li por aí, o baú de Renato Russo parece não ter fim. Por isso, hoje, quando ele completaria 57 anos, nada mais justo que reverenciar a mente inquieta, compositor atemporal e escritor de sentimentos que estão passando de geração em geração. O mais incrível é descobrir estas manifestações da criatividade dele, como toda a elaboração da trajetória da fictícia The 42nd St. Band. 

*** Texto originalmente escrito pro Livrólogos, que a Rosana gentilmente permitiu que fosse publicado no Literatura de Mulherzinha. Obrigada, Rô! ***

The 42nd St. Band: romance de uma banda imaginária – Renato Russo; Tarso de Melo (org) – Companhia das Letras
(2016 – Legião Urbana Produções Artísticas Ltda)

Três primos de idades semelhantes que descobriram a música juntos foram além ao se unir a Taylor e Reeves, criarem e estabelecerem a 42nd St. Band. Composta por britânicos e norte-americanos, incensadas pela imprensa pela quantidade de obras-primas, o livro narra por meio de depoimentos, relatos e etnrevistas a trajetória do grupo, suas diferentes formações, fases e abordagens, comprovando porque se tornaram um dos grandes nomes do cenário mundial.

Comentários:

- É fato público que, aos 15 anos, Renato sofreu de uma rara doença óssea e ficou acamado. A única coisa que podia fazer era escrever. E o adolescente criou a história de uma banda que explodiu como sucesso mundial. Várias pessoas vão traçar os paralelos com a jornada da Legião, mas confesso esta não foi a minha preocupação. Meu fator de curiosidade foi perceber como ele usou tudo que se informava sobre as bandas e estilos musicais que gostava ou que eram sucesso na época para criar a 42nd St. Band. Lembrem-se de que ele fez isso em meados da década de 1970, quando computadores pessoais e internet nas casas não eram cogitadas pela maioria das pessoas, celulares eram tecnologia futurista. Para saber do mundo do rock, só através de revistas e publicações especializadas que os amigos traziam  das viagens ao exterior.

- É um texto perfeito? Provavelmente não. É melhor que as minhas tentativas de criar qualquer coisa quando eu tinha 15 anos? Com certeza! Os mais apaixonados vão encontrar todas as referências, se bobear, até as que não existem! É curioso? Sim, até para quem entende quase nada ou pouco do contexto musical que ele menciona. Ah, aos 15 anos, o desafio da minha vida era aprender corretamente “Losing my religion” do R.E.M., ou seja, não tinha a menor capacidade de pensar em Inglês, quanto mais criar narrativas intrincadas como as sobe a 42nd St. Band. Yep, todos os textos do livro foram escritos originalmente em Inglês e traduzidos por Guilherme Gontijo Flores. Como não houve uma escrita cronológica, foram blocos soltos relacionados à banda, coube ao Tarso de Melo organizá-los. E na minha modesta opinião, ele fez escolhas acertadas. Há uma ou outra coisa confusa (a morte/não morte de um personagem é um deles), mas a gente consegue compreender.

- Letras de canções, discografias completas, capas de álbuns, diversas cronologias, entrevistas de diferentes fases. Ele realmente aproveitou o tempo elaborando tudo o que pensou ser necessário: backgrounds dos personagens, termos técnicos, processo criativo, desavenças na banda, relacionamento amo-odeio com a imprensa britânica, experiências de estilos, projetos abandonados.

- Vi textos de críticos que detestaram, considerando “ofensiva” a publicação de um texto rascunhado por um adolescente sem maturidade e experiência de vida. Mas creiam, você provavelmente já leu ou lerá coisas piores por aí. É pessoal, o baú do Renato Russo não tem fim. Como fã, posso afirmar que a capacidade dele de me surpreender é igualmente infinita. 


Bacci!!!


Beta
Reações:

16 comentários :

  1. Eu tive minha fase Legião e Renato solo, na música quando era adolescente. Apesar de achá-lo um gênio musical, hoje não tenho muita paciência para ouvir nada dele, muito menos ler um livro escrito por ele. Realmente, ele foi e continua sendo uma caixinha de surpresas e fico feliz que gostou da leitura. Eu não me animo muito ainda, mas fico feliz em saber que quem é fã mesmo pode adorar a experiência.

    Raíssa Nantes

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  2. Ola!
    Ja tinha ouvido falar da obra. Vi no canal Pilha de Leitura um pouco sobre o livro, e confesso que achei a edição muito linda. Entrentanto, esses livros biográficos não sao minha praia, e apesar de curtir algumas musicas de Legião, não sou muito chegado no estilo em si, então, vou passar a dica dessa vez.

    Abraços
    David
    http://territoriogeeknerd.blogspot.com.br/

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  3. Oi, acho que todos em algum momento curtem Legião. Gosto muito das mmusicas, mas não sei se leria um livro, acho que seria uma surpresa atrás da outra rs Porem estarei recomendando para os fãs que conheço rs

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  4. Olá! Eu já tinha visto a capa desse livro, mas nunca tive a oportunidade de ler. Eu imaginava algo completamente diferente e a história realmente me surpreendeu. Adorei a sua resenha, gosto muito das músicas da banda e fiquei bastante curiosa com essa história. Vou adicionar na minha lista com certeza, bjss!

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  5. Oi, Beta.
    Eu sempre fui fã da Legião e das letras do Renato, por isso acho que me divertiria com esse livro!
    Dica anotada!
    beijos
    Camis - blog Leitora Compulsiva

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  6. Oie Beta!!!
    Esse livro é bem legal. Ainda mais por se tratar de uma banda imaginária heheh e nao tem absolutamente nada de legiao urbana no livro, como vc mesma diz na resenha.
    Mais uma vez amei seu texto.
    Bjs

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  7. Caramba! Preciso ler! Renato é é sempre será para mim um mito! Já adicionei à minha enorme lista de leitura de 2017! Bj :*

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  8. OOi!
    Não sou fã do Renato, mas gosto de algumas música. Porém, no livro não chamou muito minha atenção. Assim... até leria. Mas há muito outras na frente, que não troaria de lugar com esse. haha Mas tenh quase certeza de que para os fãs essa é uma ótima dica!
    Beijoos!

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  9. Oie tudo bem?!? Eu espero realmente que o Baú dele não tenha fundo... adoro as músicas, e acho que todos os textos escritos por ele tem muita da personalidade e da verdade dele.
    Esse livro ainda não tive a oportunidade de conhecer, mas já está na lista.
    Bjs

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  10. Olá
    Mesmo não tendo a oportunidade de curtir a fundo a época do legião sou uma grande admiradora do Renato acho suas letras perfeitas, suas citações e seus textos um verdadeiro poeta.Quero muito poder ler o livro sei que irei me apaixonar pelo livro. Beijos!

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  11. Olá.
    Eu ainda não tenho uma opinião formada sobre essas publicações póstumas, mas que é um prato cheio para os fãs, isso é sem dúvidas.

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  12. Oi Beta, sua linda, tudo bem?
    Nossa, acho que esses críticos pegaram pesado. As pessoas têm liberdade de escolher o que querem ler e do que gostam de ler.Confesso que não é o meu gênero de leitura, mas achei que é uma dica imperdível para os fãs. Sua resenha ficou ótima!!!
    beijinhos.
    cila.
    http://cantinhoparaleitura.blogspot.com.br/

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  13. Oii Beta, tudo bem? Gostei bastante da resenha. Apesar de grande fã do Renato eu não me empolguei nada em ler os livros que saíram recentemente, não tive vontade e arrisco dizer que não lerei nunca. A premissa desse em especial não me foi atrativa, e prefiro manter apenas a pessoa e o ótimo músico que foi o Renato <3
    Beijoos

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  14. Não sou nada ligada em música, menos ainda em bandas, e ainda que ele mencione o contexto eu realmente não entenderia nada, já que é um tema que não chama a minha atenção. Além disso, o fato de serem na verdade vários textos que alguém organizou depois diminui mais ainda o meu interesse. E olha, isso de morte/ não morte ia me deixar maluca... rs

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  15. Olá, tudo bem? Ótima escrita. Não sou muito fã do Renato, mas conheço sua fama e sua estrada, por isso super ficaria interessada em ler. É de fato que talvez alguns não goste, mas como você disse são coisas pessoais dele. Adorei e dica anotada!
    Beijos,
    diariasleituras.blogspot.com.br

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  16. Oi,
    Eu não fã do cantor, nem da banda, mas fiquei feliz em conhecer um pouco mais sobre a sua vida e a obra.
    Não é o meu estilo de leitura, mas obrigada pela dica
    Beijos

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