domingo, fevereiro 26, 2017

Ciao!!!



Eu já escrevi brevemente sobre este dueto histórico. Engraçado que tinha boas lembranças deste livro – ao contrário do A Dama Inesquecível, que entrou na minha lista de mocinhas irritantes e detestáveis.
Mas agora, na releitura, confesso que fiquei agoniada com o festival de más decisões tomadas pelos protagonistas.

No Jardim das Tulherias – Louisa Rawlings – Clássicos da Literatura Romântica
(Stranger in my arms – 1990 - Harlequin)
Personagens: Charmiane de Viollet e Adam Bouchard

Charmiane voltou com familiares do exílio na Suíça, após a fuga para não morrer no período do Terror. Nobres legítimos que ainda tinham a esperança de ver o herdeiro do rei retornar ao trono e expulsar da sociedade aqueles novos-ricos que não tinham berço. Em um baile, ela conhece e se encanta por um dos militares de Napoleão, Coronel Adam Bouchard, barão Montecalvo. O encanto é mútuo e, após superarem alguns obstáculos, eles se casam. No entanto, ainda estão longe de terem o felizes para sempre, pelos próprios erros, pelos próprios fantasmas e pela interferência de Noel, o irmão gêmeo encantador de Adam.

Comentários:

- Nada como o tempo e a experiência de vida para fazer a gente reavaliar um livro, né? Como disse, minhas lembranças era de que este era romântico, dramático, intenso e que era um dos melhores que eu tinha lido. Incrível como abstraí tantas outras camadas dos personagens.

- Primeiro, a história se passa em uma França ainda instável após a Revolução Francesa e sob o comando de Napoleão. Os ressentimentos dos aristocratas pela perda de poder e, para não morrer, obrigados a se exilar no exterior. A raiva de ter um plebeu no comando – um general chamado Napoleão em tempos difíceis onde a guerra poderia começar a qualquer momento.

- Eu achei antes que Charmiane era quase uma heroína trágica. Agora, percebi o quanto ela foi imatura. Ela estava condicionada a uma forma de vida e não soube lidar com os sonhos inúteis de um retorno triunfante da aristocracia. Embarca em outro casamento (o primeiro foi acerto entre famílias e ela agora era viúva), mas ainda buscando um mundo cor-de-rosa após uma noite de paixão no Jardim das Tulherias. E se depara com um homem a quem ela conhecia pouco, transtornado ao voltar da guerra e que perde totalmente o controle, o que acaba rendendo a ele o ódio da esposa (de certa forma, com razão). 

- E já que ela o odiava, então ele não precisava se importar e piora muito a situação. Isso a aproxima de Bertrand, o pretendente que ela rejeitou, na luta pela volta da monarquia. Ao mesmo tempo, o ódio pela violência de Adam não impede que ela simpatize com o gêmeo dele, Noel, que passa um tempo na propriedade se recuperando porque foi ferido na guerra. 

- No entanto, Noel parte e Adam volta parecendo culpado pela forma como agiu antes. Só que a esta altura Charmiane está se sentindo um pouco além de culpada por ter se envolvido com o gêmeo do marido. Perceberam o tamanho da encrenca?

- Dos erros de um e do outro, surge uma trama repleta de sofrimento, de remorso, de culpa. E claro que só a verdade libertará os dois para que sejam felizes. No entanto, o que a minha memória afetiva lembrava como um amor redentor que sobrevive a tudo, a releitura me permitiu perceber o preço que eles pagaram por agravarem uma situação complicada com as atitudes tomadas com base em arrogância, violência e imaturidade. E não foi barato, não.

Gêmeos Bouchard
No Jardim das Tulherias – Clássicos da Literatura Romântica
A dama inesquecível – Clássicos Históricos 37


Bacci!!!


Beta
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