Cap. 1243 – Clube da Meia-Noite – Marianna Leão
Ciao!!!
A
vida é repleta de reencontros, né? A Mari foi uma das minhas alunas, quando fui
professora bolsista na Facom durante meu Mestrado. Aí agora cá estou eu
escrevendo sobre um livro dela!
Para
os fãs de romances policiais, fica a dica!
O clube da meia-noite – Marianna Leão –
Chiador
(2016)
Personagens:
Moradores de Sherwood, Flórida
Sherwood poderia ser uma
cidade como outra qualquer, com as disputas entre pessoas que defendem
interesses divergentes; com quem paga a conta no meio desta disputa; com os
adolescentes em busca de popularidade na escola. Mas os atos de um assassino
mais de 20 anos antes deixaram traumas. E agora, com o retorno do filho do
homem preso pelos crimes e diante de acidentes e novos fatos relacionados aos
crimes de 1989, será muito difícil resistir ao pânico e ao medo.
Comentários:
- Fazer resumo de livro
policial é brincar de corda-bamba. Ao mesmo tempo, você quer falar muita coisa,
mas sem poder revelar nada. Portanto, fiquem tranquilos. Aqui não vai ter
spoiler de nada.
- A dinâmica de cidades do
interior permite a observação mais aproximada das interações sociais entre
moradores em suas diferentes “personas” - o pai e a mãe de família, o
comerciante, o empresário, o político, o/a professor (a), a/o adolescente, a/o
esportista, a/o inteligente, a/o popular – e como os atos de um motivam,
desencadeiam (re)ações dos outros. Especialmente quando há um mistério/segredo
pairando sobre parte deles e como isso afeta as dinâmicas entre todos.
- Sabe quem deitava e rolava
garimpando tramas neste contexto? Agatha Christie. A Miss Marple resolvia todos
os casos a partir das referências que havia aprendido ao observar seus vizinhos
e conhecidos. Sabe quem mostrou que também sabe brincar assim? J.K. Rowling. O Morte Súbita é isso: a análise da personalidade dos moradores de uma cidade a partir de como reagem ao impacto da
morte de um deles.
- Não estava com isso em
mente quando comecei a ler O Clube da
Meia-Noite, mas me dei conta disso à medida que a leitura avançava. Porque
a trama principal era que o desaparecimento de três garotas e a morte de uma
delas em 1989 ainda determinava futuros, conversas, divergências em Sherwood. As
seis famílias fundadoras da cidade, de alguma forma, foram afetadas e, mesmo
com a prisão de um culpado, os crimes não foram esquecidos nem superados. A tal
ponto de influir na discussão sobre a construção ou não de uma pista de pouso –
porque o progresso poderia trazer novos assasinos e perigo para a comunidade.
Enquanto isso, na Academia Hernando, a disputa por popularidade entre os
adolescentes abre espaço para alguns acidentes e ocorrências estranhas e sem
explicações aparentes. Annie sofre uma delas e fica incomodada, mas parece ser
a única por fora de algo que movimenta e envolve seus amigos.
- Enquanto isso, David
Goldstein retorna à vizinha Riverside porque o avô está morrendo. Ele viveu na
Irlanda, mas a distância não trouxe a tranquilidade de que ele não tivesse o
mesmo “tilt” que transformou o pai em assassino. E estando tão perto de onde
tudo aconteceu, por que não investigar as explicações que sua mãe sempre se
recusou a dar?
- Muita coisa acontecendo,
muitos interesses em jogo, reviravoltas, drama, lealdade, disputa, competições,
frustrações, inveja, segredos ressurgindo dos armários e mistérios que parecem
não fazer sentido. Quem tenta descobrir ou topa com alguma pista relevante, se
coloca em risco. Em meio a isso, você brinca de detetive tentando desfazer o
emaranhado de nós que atam os moradores de Sherwood aos seus piores pesadelos e
ao que não conseguem deixar para trás.
- Marianna teceu uma trama detalhada,
detalhista, complexa, que confunde, surpreende e te prende até o final. Posso
adiantar que matei metade da charada, mas não ela toda, porque, bem... não vou
contar aqui. Você vai ter que ler para descobrir os segredos de Sherwood.
-
Links: site da autora;
site da editora;
Skoob.
Bacci!!!
