domingo, agosto 28, 2016

Ciao!!!





Lucinda Riley chega ao Brasil nesta semana para lançar o terceiro livro da série As Sete Irmãs. Isso me serviu de desculpa perfeita inspiração para finalmente não só começar, mas engrenar no projeto ambicioso que mistura passado, presente, mitologia e muita vida.
Para quem não leu, fica a dica! Só vai ter um problema: até agora, está difícil escolher uma história favorita.

A irmã da tempestade – Lucinda Riley – Arqueiro (As Sete Irmãs 2)
(The Storm Sister - 2015)
Personangem: Alcíone “Ally” D’Aplièse

Ally foi a última irmã a saber da morte de Pa Salt. E se sentia mal por isso, porque estava, até então, vivendo um dos momentos mais perfeitos e completos da própria vida. Não estava nos planos buscar informações sobre suas origens, mas embarcou para a Noruega disposta a entender a relação dela com um livro sobre uma cantora e um músico, Grieg e a miniatura de um sapinho.

Comentários:

- Alcíone, Ally, foi a segunda menina adotada por Pa Salt e levada para Atlantis, na Suíça. Era tida como a líder do grupo e uma pessoa abençoada com múltiplos talentos, seja como velejadora ou como musicista. No entanto, investiu no esporte e estava às vésperas de se unir ao grupo que tentaria vaga no time para as Olímpiadas de Pequim. Nômade, viajava pelo mundo competindo, e vivia um excelente momento pessoal e profissional, quando tudo deixou de fazer sentido. A vida dela foi varrida por uma tempestade de consequências devastadoras. A primeira parte foi ser a última a descobrir a morte do pai e a segunda foi outra demonstração de que “para sempre, sempre acaba”, digamos assim.

- Agora, perdida, desorientada sem as referências que sempre a mantiveram numa rota, decide embarcar para a Noruega, seguindo as pistas que Pa Salt deixou sobre a origem dela: um livro norueguês e a miniatura de um sapinho marrom. Ao que tudo indicava, estava relacionada a uma camponesa que tinha uma voz de anjo que viveu mais de 100 anos antes, Anna Landvik. 
Em momentos de fraqueza, você vai encontrar sua maior força.
- O talento foi justamente o passaporte inesperado de Anna para sair do interior da Noruega e ir ser treinada e preparada para os palcos em Christiania. Primeiro ela não sabia se poderia resistir à saudade ou se conseguiria manter o compromisso com o noivo que deixou no interior. E sua voz deslumbrou músicos, maestros e o próprio Edvard Grieg, que a considerou a própria camponesa sofrida e apaixonada Solveig, de sua ópera Peer Gynt, inspirada pelo poema de Ibsen. Apaixonada, Anna fez escolhas que levaram a  consequências devastadoras (e com gente que poderia ter dito a ela “EU AVISEI!”) e mesmo assim conseguiu agarrar a chance para se reinventar. Sinceramente, lendo a parte a narrativa da vida dela, tive muita raiva porque é algo que ainda acontece muito atualmente: como pessoas não se dão conta do real valor do sentimento que recebem e despertam e magoam deliberadamente outras em busca de satisfazer o próprio egoísmo, ambição ou vaidade. Aliás, até concordei com um comentário que Ally faz sobre isso (mas vocês vão ter que ler o livro para descobrir qual é). No entanto, serve para ela amadurecer, se tornar independente e dar origem a uma família que, anos depois, pode trazer respostas – e mais perguntas – para tudo que Ally está questionando na própria vida.

- E confesso para vocês que conheço muito pouco sobre a Noruega. Ficava no básico: paisagem deslumbrante, frio, frio, frio, A-Ha, frio, fiordes, frio (deu para perceber que o inverno não é a minha estação favorita, né?). E conheço um tiquinho mais de música clássica porque era um talento que eu amaria ter e graças às coletâneas lançadas para aproximar estas composições de pessoas como eu, aos desenhos animados da Disney e da Warner (que usavam as músicas como tema de episódios: Pernalonga tumultuando tudo em O Coelho de Sevilla ou Mickey contra o furacão ao som de Guilherme Tell). No entanto, no caso do livro, a peça mais citada faz parte da minha memória afetiva por causa de um comercial de TV, acreditam? E por esta primeira impressão, toda vez que penso na música, a sensação é de um dia que começa e será bonito até o boa noite (como neste flash mob). Eu não tinha a menor ideia do que representava e do contexto de Amanhecer, de Grieg. E graças à pesquisa que resultou nesta história de uma família costurada pela Lucinda – e podem ficar tranquilos que ela explica dos motivos que a levaram para a Noruega -, agora ganhei informações que ampliam a minha sensação original diante da música. (E ela ainda cita Tchaikovsky, meu favorito!)

- A contracapa promete uma história sobre amor, ambição, família, perda e o incrível poder de se reinventar quando o destino destrói todas as suas certezas – e a autora cumpre, com suavidade, sem desperdiçar nosso tempo com cenas sem sentido ou para ocupar espaço, sem abrir mão de momentos que nos fazem ter empatia com a tristeza, a confusão e a mágoa que Ally passa a conviver, ao mesmo tempo, prometendo que a vida segue e pode trazer coisas boas. Afinal de contas, não diz o ditado que depois da tempestade, vem a bonança? Basta saber enxergar a aceitar que nem sempre a vida é como a gente planeja e quer, mas ainda podemos tirar muita coisa boa dos encontros que temos e laços que formamos.

E se você tiver a chance, diga a Lucinda Riley por mim na Bienal de São Paulo que estou amando fazer parte da jornada das Sete Irmãs. Tanto que já vou emendar na história de Estrela, sobre quem estou curiosa desde o livro de Maia.

As Sete Irmãs
2 – The Storm Sister – A irmã da tempestade
4 – The Pearl Sister – autora ainda está pesquisando


Bacci!!!


Beta
Reações:

5 comentários :

  1. Olá, tudo bem?
    Quanta diferença de capa hein gente, mas mesmo assim a história não me cativa de nenhuma maneira, parabéns pela postagem que ficou demais.
    Beijinhos da Morgs!

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  2. Oi, Beta.
    Acredita que tenho livros da Lucinda na estante, já fui em pelo menos duas sessões de autógrafos dela, mas ainda não li nenhum dos livros?! Uma vergonha total!!!
    Vou começar pelos livros únicos antes de encarar a série, mas adorei saber mais sobre essa história!
    Beijos
    Camis - blog Leitora Compulsiva

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  3. Oiee ^^
    A capa brasileira é mais bonita ♥ Eu ainda não li essa série da Lucinda, mas cheguei a ler outro livro dela, e gostei muito. Estou querendo começar a ler o primeiro livro no próximo ano, aí já leio todos...haha' E eu adoro que a autora aborde suas histórias em vários países ♥
    MilkMilks ♥

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  4. Oi, Beta
    Que bom que gostou tanto do livro e que mais uma vez a autora cumpriu seu papel no desenvolvimento da obra. Eu adoro a escrita dela. Li o primeiro da série e ainda vu dar continuidade.
    Que bom que o livro também te trouxe algumas informações importantes. Eu também não curto o frio rs

    Blog Livros, vamos devorá-los

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  5. Pôr toda história de sua personagem principal entremeada com toda história de uma ancestral foi uma cartada habilidosa e interessante de sua autora para criar corpo para sua trama, pois muito pouca coisa tem poder de ser mais apaixonante e mais cativante de que passado, onde tudo ficou escondido, guardado, sepultado. Essa linha seguida por ela nessa série de romances foi genial em sua simplicidade mesmo !!! (kkk ...)

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