sábado, julho 16, 2016

Ciao!!!


Indo direto ao ponto: não gostei tanto quanto de outros mais recentes da Diana Palmer.
Casal “Fantástico”, muito “demais” pro meu gosto e o horror dos horrores, mangas bufantes.
Serei obrigada a dar alguns spoilers, então, sintam-se avisados.

Corações Fortes – Diana Palmer – Rainhas do Romance 114
(Wyoming Rugged – 2015 – HQN Books)
Personagens: Nicolette “Niki” Ashton e Blair Coleman

Niki era a única filha de um fazendeiro, uma jovem vibrante e alegre, mas extremamente protegida e com uma certeza na vida: amava Blair Coleman e queria que ele fosse feliz, mesmo que não fosse com ela. Apesar das diferenças de idade e experiência de vida, eles se tornam confidentes e Niki é um dos amparos de Blair quando o casamento desmorona. De tanto fugir, acaba ficando incontrolável o que existe entre eles. Só que isso não significa felicidade instantânea.

Comentários:

- Na escala dos livros da Diana Palmer, este fica na faixa intermediária – não está entre os que me deixaram irritada até a última mitocôndria e também não fica entre os que se destacaram no rol “Palmeriano” de criação. O problema é que ele tem excesso de algumas coisas e acaba ficando irritante.

- Casal “Fantástico”: sabe aquela coisa do “marcou três gols no domingo e pede música no Fantástico”? Niki e Blair mereciam pedir música #sqn por só marcar gol contra. Niki é a inocente da vez. Mas é inocente demais. E quando digo demais é realmente demais. Teve momento que eu podia jurar que ela vivia dentro de um daqueles pesos de papel com água repleta de purpurina e glitter. Não sei o motivo de autoras acharem que heroínas virgens são ignorantes sobre a vida. Sério, só faltou fazer como a personagem Mafalda da novela Eta mundo bom! e procurar pelo cegonho. Mas estamos no 2015 no universo palmeriano, enfim... Então lá vai a sofredora da vez descobrir as agruras de se apaixonar por um homem confuso e ficar confusa e sofrer, sofrer, sofrer. Ah, sim, e ainda tem uma saúde frágil. Por isso, de certa forma, procede a comparação que Blair faz dela com uma orquídea de estufa (não “orquídea de estufava”, como está na págins 283). Ah, sim, eu falei três motivos, né? Há um determinado momento na trama onde a Niki literalmente surta diante de más notícias e toma uma atitude totalmente impulsiva e errada (isso é o máximo que irei dizer).

- Aí vem Blair, o “adulto” na relação. O dono de uma petroleira tem a consciência pesada por gostar de uma garota 16 anos mais nova, afinal de contas, ele está no fim da existência dele... aos 39 anos! (Do jeito que é contado no livro, até agora estou surpresa de não ter surgido um padre pra oferecer a Extrema Unção). Foi o herói em um momento muito complicado dela e ela o apoiou em um momento difícil. Após o traumático fim do primeiro casamento, ele se viu fugindo do sentimento por Niki. Só que, como a gente já conhece o roteiro de outros carnavais livros, já intuímos que, em algum momento, o desejo da inocente e do homem vão colidir e soltar faíscas que causam espanto nela e a reação ouriço espinhento dele. Ah, sim, não só uma, mas três vezes ele a magoa deliberadamente para afastar (juro que fiz uma pausa pra tomar água quando me deparei com a terceira vez porque a paciência já estava por um fiapo). Porque as desculpas eram o “ela é mais nova/ela é inocente/ ela tem saúde frágil”, em separado ou em combo, como preferir. Ah, sim, pra quem gosta, sofrência por rejeição. Temos a culpabilização da inocente por despertar o desejo incontrolável do “indefeso homem mais velho”.

- Como aqui não temos uma vilã forte (apenas uma que paira como assombração e outra que insinua a desculpa que a anta idosa quer ouvir para massacrar a inocente pamonha da vez) e nem temos aquelas famosas ameaças comuns, por exemplo, nos livros que se passam em Jacobsville (os traficantes-vilões malvadões), então dá pra entender porque falei que a trama se torna irritante: fica o tempo todo rodando em cima disso. Cansa.

- De positivo, finalmente uma mocinha que não sofre trauma por causa da relação com o pai (aleluia, irmãos!). O Tex (homem de passado misterioso que esteve no Iraque) despertou o radar “Cash Grier” de apreciação, mas segundo a Suelen (a especialista em Titia Palmeirão), ainda não tem livro previsto pra ele. 

- E de novo, vestido com mangas bufantes. Em pleno 2015. Não aguentei. Quando você pesquisa no Google “vestido de noiva de mangas bufantes e saia trapézio”, aparece o vestido da Lady Di no casamento com o príncipe Charles. Ok, era o último grito da moda em 1981. Depois me lembrei também de que a Ariel também usou um vestido de mangas bufantes para se casar com o príncipe Eric no desenho da Disney lançado no fim dos anos 1980. Hoje até seria um grito, talvez de susto *lembrem-se das pessoas olhando a Giselle, do filme Encantada, da Disney (parecia um tripé de escola de samba do RJ)* ou de desperdício de tecido (sério, acho que dá pra vestir as daminhas com tanto pano). O vestido que a Kate Middleston usou para o casamento com o príncipe William é mais bonito, pelo menos pra quem, como eu, acha que menos é mais. Se está precisando de sugestão, que tal o vestido inspirado em livros da Jane Austen?

E apesar de estar relacionado, não cita nenhum personagem dos livros anteriores da série dos Homens do Wyoming. Quando muito, apenas os lugares.

* Série Wyoming Men:

1 – WyomingTough – CoraçõesLaçados – Morie Brannt e Mallory Kirk
2 – Wyoming Fierce – Corações em Fúria – Bodie Mays e Cane Kirk
3 – Wyoming Bold – Corações Ousados – Merissa Baker e Dalton Kirk
 Wyoming Strong  Corações Blindados  Sara Brandon e Wolf Patterson
5 – Wyoming Rugged – Corações Fortes – Niki Ashton e Blair Coleman


Bacci!!!


Beta
Reações:

2 comentários :

  1. Tb acho que esse livro não foi dos melhores não. Nossa, eu me irritei com a inocência exagerada da mocinha e da "nobreza" exagerada do mocinho. Chegou um ponto que cansou mesmo. Li o original e tô enrolando aqui pra ler a versão da Harlequin, pq tenho que me preparar psicologicamente pra rever esses dois.... rsrs....

    =)

    Suelen Mattos
    ______________
    ROMANTIC GIRL

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  2. Uma implicância considerável continua existindo em meu espírito quanto aos romances dessa senhora. Ela tem muitas heroínas masoquistas, vítimas de muitos heróis sádicos, para meu gosto próprio agradar-se de seus escritos. Muito ego nulo ! Essa heroína poderia ter um quê a mais de malícia porque eu não acredito ser possível ser tão inocente depois de viver para tornar-se mulher com um mundo à sua volta !

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