sábado, maio 28, 2016

Ciao!!!



Os livros do David Levithan como autor solo continuam os meus favoritos na lista – sim, ainda não li Outro Dia. Sim, quero ler logo! Sim, oremos! Dentre os escritos em dupla com a Rachel Cohn, este foi o que mais gostei. Não é perfeito, mas prendeu a minha atenção do início ao fim.

O caderninho de desafios de Dash & Lily – David Levithan e Rachel Cohn – Galera Record
(Dash & Lily’s book of dares – 2010 – )
Personagens:

Um Moleskine vermelho com vários desafios foi a ponte entre dois adolescentes que eram extremamente diferentes. Lily, a dona do caderninho, era apaixonada pelo Natal e pela primeira vez a sua família mudou a forma de comemorar. Dash detestava Natal e estava feliz de conseguir passar longe dos pais. Ao aceitar os desafios do caderninho, iniciou uma jornada que mudará os dois.

Comentários: 
Nós SOMOS a história das nossas vidas. E o caderninho vermelho é para contarmos esta história. O que, no caso de vidas, é o mesmo que contar a verdade. Ou o mais próximo disso que conseguirmos chegar” (p.192)
- Como já disse outras vezes, sempre enfrento problemas nos livros do David Levithan com a Rachel Cohn. Ora é o ritmo. Ora é antipatia descarada por algum personagem (sim, Naomi, é você mesma!). Por isso dos três, este foi o que fluiu melhor comigo (ficando atrás apenas do Invisível, escrito com a Andrea Cremer). Porque gostei de mais elementos na trama, além de ter me identificado com o espírito antinatalino do Dash e o motivo que o tornou assim.

- Não é perfeito. Você provavelmente vai reclamar do excesso de infantilidade de Lily em alguns momentos (muito me incomodou a forma como a família lidou com a "Escandalily", sem reparar que só serviu para piorar o problema). E se for uma pessoa que sente muito o excesso de felicidade "para Inglês ver" das festas de fim de ano (como eu), talvez ficará enjoada com o amor declarado de Lily pelo Natal (sim, é implicância, mas pode acontecer). Por outro lado, você também pode ficar cismado com a forma desesperançosa com que Dash vê o mundo. Ou considerar pretensioso um adolescente apaixonado pelas palavras, desiludido com os seres humanos que fique questionando tanto tudo o que parece "senso comum" para as demais pessoas, baseado no que apreendeu especialmente através de livros e não por experiência própria. 
Acreditamos nas coisas erradas (...) É isso que mais me frustra. Não a falta de crença, mas a crença nas coisas erradas. Você quer sentido? Os sentidos estão por aí, mas somos bons em lê-los da forma errada” (p. 87)
- Como costumo dizer sempre, se tem David Levithan no meio, sou suspeita para falar. Achei intrigante a premissa de duas pessoas se relacionarem por meio de mensagens deixadas em um Moleskine por diferentes lugares de Nova York. Em uma época onde as pessoas interagem por smartphones cada uma no seu canto, uma caça ao tesouro, no caso um caderninho, inspirada em uma tentativa de encontrar alguém com gostos iguais me soou como uma ideia interessante. Talvez eu tiraria uma ou outra coisa, mas sou apenas uma leitora no modo pitaco. Não é uma história que me pertença para mudar. Só para me entreter e falar sobre ela para que outras pessoas queiram lê-la ou não.

- E cá entre nós, estamos falando de adolescentes. Se você está na adolescência, ouça quem já passou por isso, querido padawan: o tempo é o senhor da razão. Já você que passou desta fase, lembra como tudo era gigante, para bem ou para mal? A tristeza, o amor, as dificuldades na escola, o relacionamento com a família, a aceitação no grupo de amigos... Todas as experiências eram intensas e reveladoras. Então, coloquei neste balaio muito do que é contado e revelado pelos protagonistas - ou sobre eles ou como são vistos nos núcleos sociais onde estão inseridos (mesmo que pensem o contrário). 
- O que quero dizer – explicou Sofia – é que quando as pessoas dizem pessoa certa, hora errada ou pessoa errada, hora certa, normalmente é pura desculpa. Elas acham que o destino está brincando com elas. Que somos todos apenas participantes desse reality show romântico que Deus se diverte assistindo. Mas o universo não decide o que é certo e o que não é. Você é quem decide”. (p.235)
- Ao que tudo indica, teremos sequência chegando às livrarias neste ano. Agora é esperar para ler.

Série Dash & Lily:
Dash & Lily’s book of daresO caderninho de desafios de Dash & Lily
The twelve days of Dash & Lilylançamento previsto para outubro deste ano


Bacci!!!

Beta

ps.: Ah, David Levithan, amei ter uma menção a uma Roberta no livro. Sim, é rapidinho, mas quando o autor que você gosta escolhe um nome pouco comum no país dele para uma personagem figurante posso ter esperanças de que um dia, quem sabe, ele não escolha pra uma protagonista? Tenhamos fé. Amém.
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