sábado, maio 14, 2016

Ciao!!!


  
Ah, essas garotas Bedwyns! Se Freyja foi a musa arrasa-quarteirão das leituras de 2015, olha só Morgan também querendo garantir lugar de destaque na lista 2016 das heroínas que botam para quebrar.
Afinal de contas, nada melhor que forçar uma criatura vingativa a provar do efeito do próprio veneno, né?
Mas nem sempre garante paz imediata.

Ligeiramente Seduzidos – Mary Balogh – Arqueiro
(Slightly Tempted - 2003)
Personagens: Lady Morgan Bedwyn e Gervase Ashford, conde de Rosthorn

Bruxelas na primavera de 1815 era o point do momento da sociedade britânica, porque muitas famílias acompanhavam os filhos que estavam prontos para salvar a Europa dos planos maléficos de Napoleão. Na verdade, ninguém acreditava na possibilidade de uma guerra, até que ela realmente acontecesse. Morgan estava acompanhada do irmão Alleyne, que trabalhava para a embaixada. Era uma das estrelas da sociedade. E atraiu a atenção do conde de Rosthorn, que viu na bela Bedwyn a chance de conseguir revidar uma injustiça. Mas quando a vingança escapa do controle, os planos dele vão mudar de rumo. Só que Morgan pode não colaborar com o roteiro.

Comentários:

- Blogueira escorpiana ensandecida aplaudindo loucamente. Tem vingança. Tem reviravolta. Tem arrependimento. Tem gente implacável. Tem esqueletos no armário. Tem segredo de família. Óia só a mais jovem dos Bedwyns me surpreendendo superpositivamente.

- Morgan vivia em insatisfação constante. Era a bela da temporada, mas queria ficar na propriedade da família buscando inspiração para suas pinturas. Queria conversar e entender o quadro político e a guerra que poderia ocorrer a qualquer momento, mas os homens lhe diziam para não “preocupar sua linda cabecinha” com isso. Era difícil conviver com outras pessoas além dos irmãos, da irmã e da cunhada, onde ela poderia encontrar gente que a protegia, mas entendia que ela não era de louça nem uma tolinha de rostinho bonito.

- Justamente a beleza e a presunção de que ela era como as outras debutantes que fez com que Gervase não prestasse atenção nela, até descobrir que era uma Bedwyn. Ele tinha uma vendetta pessoal contra o duque de Bewcastle. E então, ele concluiu que usar a irmã caçula para provocar e tirar o impenetrável nobre do sério era uma excelente ideia. Afinal de contas, os fofoqueiros da corte inglesa também estavam por ali. Bastava dar certas impressões e o estrago estaria feito.

- Morgan pensa que está lidando apenas com um libertino descarado, algo que a desafiava invés dos pretendentes de sempre. Quando os problemas inesperados surgiram, ela se viu diante de um surpreendente apoio em momentos difíceis. E quando retornou à Inglaterra, percebeu algo errado, mas o que ela sabia era apenas a ponta de um iceberg muito complicado e no qual ela tinha sido envolvida sem ter a noção exata do tamanho da encrenca.

- A autora faz a gente se apaixonar pelos personagens – mesmo quando a gente quer odiá-los profundamente – para que a jornada deles seja importante para nós. Então, o fato que a gente sabe da motivação inicial de Gervase para se aproximar de Morgan (apesar de não entender ainda plenamente as razões – a boa intuição avisa que tem caroço no angu), torna tudo um tanto angustiante e impossível de se largar a leitura. Porque a gente sabe (a menos que seja esperto e não pesque pistas na contracapa) que tudo vai desandar, vamos ter sofrimento, vamos ter lágrimas, vamos ter gente mostrando não ter limites em magoar os outros, vamos ter arrependimento que não compensa dor e vamos ter mais gente ofendida indo à forra.

Adorei.
Adorei muito.
Adorei bastante.
(Lembrem-se: blogueira escorpiana ensandecida aplaudindo loucamente. Até acabar a pilha, demoooora)

- Surpresa das surpresas eternas: não é que debaixo de toda aquela postura de fazer Jotunheim parecer Havaí, bate um coração em Wulfric Bedwyn? 

- Foi a segunda coisa chocante do livro. A primeira foi a maturidade de Morgan para lidar com a própria imaturidade típica dos 18 anos e o fato de que botou para quebrar. Ah, como adoro essas garotas que sabem colocar os homens patetas no lugar que eles merecem até eles fazerem por serem dignos delas! Agora é esperar por notícias de Alleyne. *suspiros*

Série Os Bedwyns (The Bedwyns Saga):

Slightly Married (2003) – Ligeiramente Casados - Eve Morris e Coronel Aidan Bedwyn
Slightly Wicked (2003) – Ligeiramente Maliciosos - Judith Law e lorde Rannulf Bedwyn
Slightly Scandalous (2003) – Ligeiramente Escandalosos  – Freyja Bedwyn e Joshua Moore.
Slightly Tempted (2003) – Ligeiramente Seduzidos – Lady Morgan Bedwyn e Gervase Ashford
Slightly Sinful (2004)– Ligeiramente Pecaminosos – Rachel York e Alleyne Bedwyn
Slightly Dangerous (2004) – Ligeiramente Perigosos – Wulfric Bedwyn e Christine Derrick.
*Título divulgado na contracapa de Ligeiramente Seduzidos.

A série está relacionada outros dois livros, que funcionam como prequel: One night for Love (1999) e A Summer to Remember (2002), onde a família é apresentada e também faz parte da série Suvivors’ Club.


Bacci!!!

Beta 
Reações:

3 comentários :

  1. Eu gostei muito mas muito mesmo dessa leitura, adorei a maturidade de Morgan e não me surpreendi pois ela é uma Bedwyn, né?
    bjs

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  2. Beta!
    Eu amo Mary Balogh, mais que Julia Quinn...
    Adoro essa série. Tem romance, humor e é tão bem escrita.
    Bjss

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  3. Esta série está sendo completada por mim, tornando-se minha aquisição passo a passo, para que eu possa apreciá-la completamente, de uma vez só, partindo de volume para volume até terminar tudinho. Meu modus operandi de leitura de série há algum tempo (eu odeio esperar pela continuação indeterminadamente !). Mas claro que sua resenha fez com que minha curiosidade ficasse aguçada mais uma vez pelo romance.

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