sexta-feira, março 25, 2016

Ciao!!!



Sabe Jó, aquele que motiva o “paciência de Jó”? Então, dizem que ele teve a fé testada de todas as formas possíveis e não esmoreceu.
Acho que nem a famosa paciência de Jó daria conta dos personagens deste livro.

E ela acordou casada... – Mira Lyn Kelly – Rainhas do Romance 95
(Waking up married – 2012 – Mills & Boon Modern Heat)
Personagens: Megan Scott e Connor Reed

Megan foi para a despedida de solteira da prima, em Las Vegas. Atiçada pelas amigas, pretendia um encontro casual de uma noite só antes de colocar o “grande plano para a própria vida” em prática: procurar um banco de sêmen e gerar o filho a partir de um doador. Encontrou um cara legal, conversaram enquanto bebiam e no dia seguinte ela acordou ao lado dele, nua e casada! Confusões à parte, Connor tinha certeza de que Megan era perfeita para o que ele queria de um casamento, companheirismo, respeito e lealdade, e estava disposto a tudo para não dar o divórcio que ela tanto queria.

Comentários:

- A ideia prometia ser legal. O resumo também. Até que você começa a ler. O início ainda é curioso. A gente pega o impacto do acordar após enfiar o pé na jaca, nua ao lado de um estranho e usando uma aliança. E se dar conta de que está em Las Vegas e que se casou após beber mais do que aguentava na despedida de solteira da prima, da qual seria dama de honra. Depois temos capítulos em ordem cronológica que narram como Connor e Megan se encontraram, se aproximaram e dão linhas gerais de como acabaram juntos. Ao se dar conta de que precisava melhorar da ressaca, ir ao casamento da prima, Megan também entendeu que precisava de um advogado para anular o casamento impulsivo e impulsionado pela bebida.

- Se “beber não case” virou filme, este “se beber, se case” não deveria ter virado livro. Não desta maneira. Porque acredito em várias possibilidades para narrar a trama. Em nenhuma delas, incluiria uma protagonista tão chata, tão irritante, tão infantil. Está decidida a não manter o casamento? DIVORCIA. Mas não, ela cede à persuasão dele. Aí concede três meses de experiência. E ela começa a fazer tudo para irritá-lo. Tudo para demonstrar que ela não é a mulher ideal para o projeto do “casamento sem amor, mas com companheirismo, respeito e lealdade” que ele tanto deseja, como fazer uma comida estranha e grudenta e recebê-lo com uma daquelas máscaras horrendas de limpeza facial. Oi? Caramba, quantos anos você tem, Megan? Esta é a pessoa que pretendia ter um filho por inseminação artificial e criá-lo sozinha. Comecei a temer por esta criança que nem nasceu. Pela minha paciência, não temi. Ela já tinha saído pra dar uma volta bem longa e não deu as caras até o livro acabar. Perdi a contas de quantas vezes desejei ter a chance de chacolhar essa criatura para reapresentar os neurônios ao modo raciocínio que é esperado deles.

- Aí temos Connor, que estava indo muito bem no papel do “pobre tolo determinado a aturar uma parceira chiliquenta e infantil” até a hora em que ele também dá defeito e entra no modo piti. Ok, temos complexo de patinho feio no modo extremo (ou seja, não quero amor para não sofrer bla bla bla) detectado. Mas ele podia ter se mancado e caído fora atrás de algo legal ou que atendesse ao projeto de vida. Só que a gente entende porque ele faz tanta questão de ficar e de mudar de ideia ao se deparar com uma reviravolta que ele não imaginou que o plano teria. Aí eu já estava ponderando as próximas coisas que faria como compensação por ter lidado com duas pessoas cabeça-duras e dispostas a fazerem a escolha errada.

- Mas cá entre nós, a lambança maior foi minha, né? Ler a trajetória de uma garota que pretende recorrer a uma inseminação artificial para ter uma criança quando não se revela capaz de cuidar nem de um Tamagochi e de um cara que não quer ser abandonado, mas não quer ser amado, só quer “casamento baseado em lealdade, respeito e companheirismo” que se casam após embarcar no modo draga alcoólica em Las Vegas? Sério que eu achei que isso daria certo em algum momento? Talvez até funcionasse se Megan não fosse Megan “se ele me vir de maquiagem bizarra vai botar um fim nisso” e Connor tirasse os defeitos de fábrica da versão luxo-maravilha que apresentou por 75% da história.

- Só para não dizer que reclamei de tudo, as intervenções de Jeff, o melhor amigo de Connor, são o ponto alto do livro. A participação na reta final da trama, com a troca de mensagens, foi hilária. Aliás, o outro livro deste dueto é o dele, levemente ligado a esta trama, porque vemos o encontro do casal aqui no mesmo lugar onde Connor e Megan se encontraram. Só espero que eles sejam mais divertidos e menos cri-cri de acompanhar...

E ela acordou casada...Waking up married – Megan Scott e Connor Reed – Rainahs do Romance 95
E ela acordou grávida...Waking up pregnant – Darcy Penn e Jeff Norton – Rainhas do Romance 101


Bacci!!!

Beta 
Reações:

Um comentário :

  1. Ah, eu preciso ler esse romance para ver se acharei essa história de máscara facial divertida ou irritante ! Eu creio que eu ficarei mais brava com Connor que com Megan. Um casamento com companheirismo, lealdade, respeito, sem amor ? Pois que adote um cachorro ! Um pensamento mau à parte: para que procurar doador para inseminação artificial depois de casada, mesmo sem saber o que estava fazendo ?! BURRA !!!

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