sábado, março 12, 2016

Ciao!!!



A Sarah J. Maas consegue me capturar para o mundo dela. E me fazer lamentar cada vez que tenho que deixá-lo para realizar atividades da “vida real”.
Confesso que comemorei quando consegui o livro. Fiz questão de saber pouco sobre a trama. Queria me surpreender com a nova série que ela iniciou neste livro. E deu certo, deu MUITO certo.

*** Antes que eu me esqueça, a capa da edição brasileira feita pela Galera Record é maravilhosa ***

Corte de Espinhos e Rosas – Sarah J. Maas – Galera Record (Corte de Espinhos e Rosas #1)
(A Court of Thorns and Roses - 2015)
Personagens: Feyre e Tamlin, o Grão-Senhor da Corte Primaveril

Obrigada a caçar para alimentar as irmãs mais velhas e o pai aleijado, Feyre entrou na floresta e matou um lobo que pretendia atacar a corça que ela cobiçava. Para total surpresa dela, um feérico a procurou na aldeia onde morava cobrando a vida dela pela morte que ela provocou. Por causa da dívida, ela foi morar com ele em um castelo estranho, cercado de rosas, na Corte Primaveril. No entanto, algo muito estranho está acontecendo nos reinos feéricos e uma jovem garota humana poderia contribuir para um novo capítulo desta trama.

Comentários:
Tale as old as time
True as it can be 
Barely even friends
Then somebody bends 
Unexpectedly

Just a little change
Small to say the least
Both a little scared 
Neither one prepared

Beauty and the Beast

- Uma garota presa a uma promessa. Esta era Feyre, que prometeu à mãe que cuidaria das irmãs e do pai, que tinha perdido a fortuna em dívidas e jogado a família no ostracismo na sociedade da aldeia onde viviam. Por isso, a caçula se embrenhava na floresta escura todas as noites, em busca de qualquer animal que pudesse alimentar a todos, as irmãs mais velhas que não a entendiam e o pai, aleijado pelos credores, que não se animava a lutar por elas. Em uma caçada ela matou um lobo. Mesmo ciente de que poderia ser um feérico. Além de impedir que ele pegasse a corça que ela pretendia abater, ela tirou a pele dele e conseguiu dinheiro vendendo no mercado.

- No entanto, a casa dela foi invadida por feéricos cobrando explicações sobre quem teria matado um deles. A princípio, a criatura não acreditou que uma garota desnutrida, mal vestida e completamente desleixada teria conseguido tal feito. Mas ao se convencer, citou o Tratado e exigiu a vida dela em pagamento pela morte que ela provocou. Feyre poderia escolher entre ser morta na frente da família ou ir com ele para as Terras Feéricas. Convencida pela família, ela parte com ele, se preocupando com a promessa não cumprida à mãe e presa por um voto a um povo a quem temia e odiava. 
A propriedade se debruçava em uma ampla terra verde. Eu jamais vira nada como aquilo; mesmo a nossa antiga mansão não se comparava. Estava coberta de rosas e hera, com pátios e varandas, e escadas se projetando das laterais de alabastros. A propriedade era cercada pelo bosque, mas se estendia tão longe que eu mal conseguia ver o limite distante da floresta. Tanta cor, tanta luz do sol, tanto movimento e textura... Eu mal conseguia absorver aquilo tão rápido. Pintar seria inútil, jamais faria justiça”. (p. 55)
- Em terras feéricas, ela se sente culpada por ter conforto enquanto a família passa fome (e apenas ela caçava) e confusa, porque esperava ser torturada, escravizada ou morta e era bem tratada. Um castelo quase deserto, cercado de flores. Feéricos mascarados. Uma realidade além da compreensão imediata dela e que a deixa curiosa. Queria entender como eles viviam, queriam entender porque nada parecia normal. Queria entender por que eles tinham medo. E quanto mais ouve, menos entende. Quanto mais convive, mais aprende que, embora seus sentidos humanos a tornem mais suscetível a ser enganada, os preconceitos soam como verdadeiros até o momento em que são confrontados e desconstruídos. 
– Porque eu iria querer que alguém segurasse a minha mão até o fim, e um pouco depois disso. Isso é algo que todos merecem, humanos ou feéricos. – Engoli em seco, a garganta dolorosamente contraída – Eu me arrependo do que fiz com Andras – falei, as palavras tão contidas que não passavam de um sussurro. – Eu me arrependo de haver... tanto ódio em meu coração. Eu queria poder desfazer isso, e... sinto muito. Muito mesmo”. (p.164)
- Assim como no conto de fadas que inspirou a história – A Bela e a Fera – os opostos perceberão que se atraem muito mais. Feyre quer entender e descobrir os mistérios por trás do perigo que ronda a Corte Primaveril, para onde tinha sido levada e quem eram realmente os feéricos que foram buscá-la nas terras mortais. Nesta busca, há vários momentos onde ela se coloca em risco – incentivada ou não ou depois de receber aviso para ficar protegida. E nada parece fazer muito sentido até que circunstâncias forçam uma reviravolta na trama e Feyre encontra fatos para montar o quebra-cabeças em que estava envolvida e finalmente compreender o tamanho do perigo a que todos – mortais ou feéricos – estavam expostos por causa de uma maldição, que parecia ser impossível de ser quebrada

- O que eu posso te garantir é que você tem grandes chances de se encantar por uma história de um amor construído a partir da segunda ou terceira vista, após desmistificar preconceitos. Apesar da narração em primeira pessoa, pelo ponto de vista de Feyre, a trama tem ritmo e as informações que você recebe voltarão como parte de um contexto muito mais amplo. Quando peguei pra ler, queria só olhar o primeiro capítulo e ter uma ideia do livro. Li quase 90 páginas até me interromper porque estava tarde e tinha que dormir (trabalho cedo e detesto parecer um guaxinim de óculos no dia seguinte). Tamlin é um personagem maravilhoso, não tem como não ficar curiosa e não se render diante das atitudes dele para proteger àqueles que ama. Feyre é jogada em um ambiente do qual não entende nada e onde é a única que não tem nada além de um coração humano para enfrentar poderes mágicos e incluindo uma força maligna quase incontrolável. 
“– Quem quer alguém por perto tão coberta de espinhos?
– Espinhos?
– Espinhos. Afiada. Azeda. Teimosa”. (p.255)
- A reta final é de prender o fôlego para saber logo como será o desfecho. Houve momentos em que imaginei um seriado ou filme deste livro. Nas mãos certas, seria um material interessante em ser adaptado. Algumas situações ficam pendentes, afinal de contas, é uma série. Tudo indica (até agora) que será uma trilogia. O segundo livro, A Court of Mist and Fury, já tem capa divulgada e lançamento previsto para o início de maio. Ainda não há informações sobre o terceiro. Como a autora já tinha minha atenção com a saga da Celaena e agora me fez apaixonar por Tamlin e Feyre, portanto, assim que aparecer os próximos livro no meu caminho, óbvio que quero ler e o que eu achar, você vai saber aqui no Literatura de Mulherzinha.

Série Corte de Espinhos e Rosas
2. Corte de Névoa e Fúria – A Court of Mist and Fury 
3. Ainda sem título em Português – A Court of Wings and Ruin - previsto para maio de 2017* No site da autora, há a afirmação de que será uma trilogia.


Bacci!!!

Beta
Reações:

Um comentário :

  1. Oh, uma abordagem sensacional de conto de fadas de Bela e Fera !!! Principalmente porque eu amei esse toque de fazer com que "Bela", que era responsável por conta própria de cuidar de sua família (duas irmãs, dois irmãos, um pai), arrumando, cozinhando, lavando, plantando, varrendo e tudo mais que poderia ser feito em uma casa de campo com horta e pomar, fosse talentosa para caçar alimento também !!!

    Um toque cruel, mas interessante, sobre ela matar um feérico e ver-se levada pelos feéricos familiares para seu castelo como punição, onde terminou por conhecer muito melhor ao inimigo e a si mesma. Eu amei essa abordagem e tenho certeza absoluta de que quero essa trilogia fundamentada em meu conto de fadas preferido para mim assim que for pêga em uma livraria. Esse romance tem muito sabor e muita suculência !!!

    ResponderExcluir