sábado, dezembro 26, 2015

Ciao!!!




E quando você não tem mais nada a perder, será que pode ganhar o que nem sabia que desejava?
Amy Harmon transforma improváveis parceiros em cúmplices em uma jornada rumo à liberdade de ser finalmente eles mesmos.

Infinito + Um – Amy Harmon – Verus
(Infinity + One - 2014)
Personagens: Bonnie Rae Shelby e Finn Clyde

Um jovem que queria deixar o passado para trás e uma jovem celebridade que perdeu o gosto pela vida. Quis o acaso, destino, Deus (chame como quiser) que os dois se conhecessem em um momento delicado e vulnerável. Foi assim que Bonnie e Clyde se tornaram parceiros em uma jornada por estradas que cortam os Estados Unidos rumo ao Oeste. No entanto, assim como os homônimos famosos nos anos 1930, eles passam a ser perseguidos, porque o desaparecimento de Bonnie afeta interesses e Finn pode se tornar um bode expiatório nesta confusão toda.

Comentários:

- Amy Harmon sabe muito bem falar sobre sentimentos desencadeados a partir da perda de algo ou alguém. Neste caso, temos dois jovens que provavelmente nunca se encontrariam pessoalmente se não fossem duas decisões de mudar a vida. Bonnie Rae finalmente cedeu ao colapso nervoso que pairava há meses sobre ela, destruiu o próprio cabelo, pegou a bolsa da avó com cartões, dinheiro e celular e fugiu. Quando percebeu, estava em uma grade metálica de uma ponte sob o Rio Místico e a tentação de pular era cada vez mais sedutora. Até que uma voz e uma atitude de um desconhecido interrompeu o que ela quase fez. Esse gesto criou um vínculo entre os dois, que resultou em uma carona rumo ao Oeste.

- Finn queria deixar o passado e as lembranças ruins para trás. No entanto, nem toda a genialidade da mente dele que compreendia matemática e paradoxos conseguia trazer tranquilidade que ele tanto gostaria de ter. Não estava no plano dele encontrar e salvar uma garota com uma tristeza tão grande quanto a dele. e muito menos ganhar companhia na viagem.

- Não bastasse o imprevisto, veio também o que podemos chamar de ironia do destino. Ela tinha Bonnie no nome e ele, Clyde no sobrenome. Enquanto ele não via tanto glamour na história trágica do casal de ladrões famoso na década de 1930 (se não conhecem a história, pesquisem ou vejam o filme com Faye Dunaway e Warren Beatty), ela só conseguia enxergar e admirar o amor entre eles, não importa as circunstâncias. E o mais incrível é que os dois acabam se tornando uma versão jovem e igualmente procurada de Bonnie e Clyde. Por motivos que escapavam ao controle de Finn e tinham contribuído para o descontrole de Bonnie, havia polícia e imprensa de fofocas no rastro dos dois. Histórias – onde a verdade era mero detalhe (quando havia alguma) foram criadas, ampliadas. Afinal de contas, o que não falta é gente querendo abusar e se aproveitar da fama alheia. 
- Somos Bonnie e Clyde! Procurados e indesejados. Enjaulados e encurralados. Estamos perdidos e estamos sozinhos. Somos uma grande piada. Somos um tiro no escuro. Somos duas pessoas que não têm outro lugar, ninguém mais, e, ainda assim, de repente isso parece o suficente para mim! Sinto muito se não é suficiente para você! (p.191)
- Ao longo da jornada, Finn e Bonnie vão se conhecendo, se desconhecendo, se desfazendo de preconceitos, se revelando, se confundindo, se desconfundido, se enlouqucendo, se magoando, se perdoando... Enfim, a cada quilômetro de viagem, eles vão se apaixonando. E as coisas só complicam. Eles teriam que ser muito fortes para escapar do cerco e das consequências de buscarem a liberdade de tudo que os prendia emocional e fisicamente. Não será fácil. Talvez seja impossível. Mas seriam os dois até o fim, se ambos desejassem isso. 

- Até pensei em pesquisar sobre alguns nomes de cantores countries citados aqui, mas, pelo meu pouco conhecimento de dois citados no livro, seria spoiler para quem não leu. Então fica o convite para que vocês descubram mais sobre alguns dos nomes que inspiraram personagens deste livro. Ah, fiquei esperando por uma menção ao Blake Shelton, o chefe da “Máfia Country” do The Voice EUA e fiquei feliz ao ser atendida. Gostaria de ouvir as músicas escritas para o livro, especialmente uma que me deixou muito curiosa sobre qual seria a melodia.

- Talvez vocês não estejam entendendo nada. Mas não é para entender mesmo. Por isso não citei algumas coisas muito importantes na jornada de Bonnie e Finn. É para ler e sentir. Como eles compreendem em determinados pontos da história, tem coisas que não fazem sentido nenhum, por mais lógica que se busque para tentar enquadrar em alguma explicação. Basta acreditar. Talvez meu coração tenha um xodozinho por Beleza Perdida, o que não significa demérito de Infinito + Um. Tanto em um quanto no outro, Amy Harmon acertou. E eu agradeço, de novo.  


Bacci!!!


Beta
Reações:

Um comentário :

  1. Ah, essa história desse casal de bandidos foi muito triste ! Eu espero que esse romance semelhante seja melhor. Namorar não é tão mar de rosas quanto imaginamos pois são duas vontades que entrelaçam-se. Se essas vontades forem voluntariosas ... Mas magoar-se e perdoar-se é um passo muito bom para começar.

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