terça-feira, dezembro 22, 2015

Ciao!!!



E chega ao fim a saga dos primos O’Dwyer no combate ao mal. Para isso, eles precisam entender o que precisam fazer para que esta seja uma batalha sem volta para o inimigo.
Aviso aos navegantes: dependendo do espírito de quem lê, pode não significar uma história que flua rumo à vitória. Sim, nem sempre Nora acerta.

Magia do Sangue – Nora Roberts – Arqueiro
(Blood Magick - 2014)
Personagens: Branna O’Dwyer e Finbar Burke

Depois de duas batalhas contra Cabhan que não terminaram como eles queriam, sobrou a certeza de que a terceira vez não poderia ter falhas. Em tempos difíceis, o amor poderia ser a resposta que o grupo buscava para encerrar uma disputa entre bem e mal que durava séculos e vitimara inocentes. No entanto, o sucesso passa por Branna e Fin resolverem os sentimentos pendentes. Os dois se amavam, mas o homem que tinha a Marca de Cabhan não poderia ficar com a herdeira da Bruxa da Noite de Mayo, a menos que encontrassem também uma saída para isso.

Comentários:

- Querida Nora, esse livro não é ruim. Mas também não chega perto do melhor que você já escreveu. Quem conhece minimamente (como eu) ou profundamente sua obra sabe disso. Para ficar no comparativo imediato, quem leu a Trilogia da Magia, sente dificuldade com a trilogia dos Primos Dwyer. E este livro deixa ainda mais flagrante a desvantagem da nova série. É o livro da batalha final. O que temos na maioria das páginas: Branna cozinha ou povo está com fome; Cabhan aparece aqui e ali pra ameaçar; todos encontram no mundo do sonho e fora deles com os três filhos de Sorcha de quem são herdeiros; Branna e Fin ficam naquele “insiste em 0 a 0 e eu quero 1 a 1” da relação mal resolvida deles. Apesar da gente não ter essa sensação (não me surpreenderia se você pensasse que a trama está brincando de estátua contigo), o livro avança em passinhos de formiga e soa muito repetitivo.

- Depois de Boyle e Iona se acertarem e de Connor e Meara descobrirem o óbvio entre eles, faltava fechar o círculo. Para isso, Fin e Branna precisam finalmente conversar sobre o que sentem e como pode interferir o fato de Fin estar ligado a Cabhan, mas não interessado em compartilhar os poderes malignos dele. Será que o sangue seria mais forte que a vontade do coração dele? A marca foi o que os separaram, Branna se sentiu traída porque o jovem que amava estava vinculado ao inimigo da família. Só que agora, 12 anos depois, ela conseguiu enxergar além disso e perceber que Fin também sofreu. De certa forma, essa DR dos dois paira nos livros anteriores e estoura nesse. Assim como a trama principal, parece por um bom tempo rodar, rodar e rodar até chegar a algum lugar, pra rodar, rodar, rodar de novo. Branna é muito teimosa, acredita piamente que tem que encontrar sozinha todas as saídas, acumula uma carga de estresse muito maior e de certa maneira, de forma egoísta, porque tem o irmão e a prima e os amigos para dividir. Justamente por centralizar essa análise custa a perceber detalhes que soam óbvios quando revelados neste livro. E Fin deve ser herdeiro também do Jó, da Bíblia, porque haja paciência para amar Branna e lidar com rejeição, culpa e o desespero de se sentir condenado a um amor amaldiçoado que poderá não se realizar nunca por eles serem quem são.

- Depois de tanto “roda, roda, roda”, pensei que a batalha final seria épica. Digna de Senhor dos Anéis, a Batalha de Hogwarts, a invasão de Nova York em Os Vingadores. Nops. Não darei detalhes, mas ficou beeeeem longe de tudo isso que citei. Talvez pela longa preparação, cada um sabia o que devia fazer e a gente sabe que não haverá outra chance (pelo motivo óbvio: é o último livro da trilogia, duh!).

- Aí, um motivo que me irritou: o final a jato do livro. Gostaria de ter visto o pós-batalha com um pouquinho mais de informação. Por um momento, achei que fosse entrar aquele encerramento dos desenhos da Warner e aparecer um “That’s all, folks!” garrafal na página.

- Resumidamente: confesso que não entendi. Tudo estava certo. Os personagens, a dinâmica, o mal pairando. Mas alguma coisa não deu liga nesta série. E os problemas ficam tão evidentes no final, que a gente agradece a leitura e já torce para que a próxima criação da Nora seja melhor. Em se tratando dela, a chance de acerto é bem maior que a de erro.

Trilogia Primos O’Dwyer
1. Dark Witch – Bruxa da Noite - Iona Sheenan e Boyle McGrath
2. Shadow Spell – Feitiço da Sombra - Connor O’Dwyer e Meara Quinn
3. Blood Magick – Magia do Sangue – Branna O’Dwyer e Finbar Burke


Bacci!!!

Beta
Reações:

Um comentário :

  1. Zeus, eu não sei se deveria ver essa notícia dessa postagem como uma notícia boa ou uma notícia má porque eu não comprei nenhuma trilogia sobre magia então não tenho expectativas a construir ou a quebrar. Mas sendo de Nora Roberts ...

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