sexta-feira, setembro 25, 2015

Ciao!!!



Pois é, chega ao fim a semana das visitas no Literatura de Mulherzinha. Como volta e meia, costumo dar uns pitacos nos blogs das amigas, decidi abusar da boa vontade e convidá-las para escrever especialmente para ser publicado aqui :)

Na saideira, a Elis Miranda, do Codinome Leitora, fala sobre "Nascimento Mortal", o mais recente lançamento da Série Mortal de J.D. Robb, aka Nora Roberts
(Também conhecida como série da qual li até agora os quatro primeiros livros e preciso muito colocar em dia)

Elis, obrigada pela visita e a casa é sua!

***

Nascimento Mortal – J. D. Robb (Série Mortal) – Bertrand Brasil

Mais uma vez a Nora mostra que tem o domínio perfeito sobre o seu universo “Mortal”.

Mavis, melhor amiga de Eve, está na reta final da gravidez. Eve e Roarke estão participando junto com ela e Leonardo de um curso pré-natal, mas nosso casal fodástico não está levando essa tarefa graciosamente não...
O instinto fez Eve olhar na direção que Mavis apontara, e ela presenciou em tela grande e de alta definição uma criatura coberta por uma gosma estranha escorregar de dentro das pernas abertas de uma pobre mulher e começar a se retorcer e guinchar.
     — Puxa vida, por Deus! — Eve tornou a se sentar depressa, antes que suas pernas cedessem. Sem se importar se isso a fazia parecer fresca e covarde, agarrou a mão de Roarke. Quando ele a apertou com força, Eve percebeu que a mão dele estava tão úmida e pegajosa quanto a dela.” (pág. 10)
Com direito a pesadelos com bebês mutantes, Eve está tentando fazer seu melhor por sua amiga, mas a maternidade a assusta muito, o que rende cenas hilárias! Não ajuda muito o Roarke dizendo que quer ter seis filhos. Foi muito legal ver que mesmo intimidada com o assunto, a felicidade de Mavis e Leonardo era sempre a sua prioridade.

O crime da vez é o assassinato de dois funcionários de uma prestigiada firma de contabilidade, um jovem casal de noivos que foi brutalmente torturado. Eve começa a investigação tendo que lidar não somente com as mortes, mas também com politicagem, já que a firma tem como clientes, possíveis concorrentes de Roarke.

Para mim é sempre uma viagem fantástica acompanhar uma investigação feita por Eve e sua equipe. O jeito como ela entra na mente do assassino sempre me arrepia, as dicas que ela pega olhando as cenas do crime e a forma como ela liga as informações dá um nó na minha cabeça mesmo ela fazendo parecer tão fácil.
— Sim, é o que eu também acho. Acordou ao ouvir alguém entrar no apartamento. Provavelmente achou que era a irmã. Talvez a tenha chamado ou simplesmente resolveu se virar para o outro lado e voltar a dormir. Mas a porta se abriu. Não era a irmã. Ela pegou o tele-link e correu para o banheiro. Sim, pode ter sido desse jeito. Havia uma tranca nova na porta — material bom; e um novo olho mágico. Pode ser que alguém a estivesse incomodando. Pesquise tudo sobre a vítima e veja se ela registrou queixa contra alguém nos últimos dois meses.” (pág. 30)
Nesse livro, Nora continua mostrando Eve e Roarke como casal, mas sem dramas que afetem diretamente seu relacionamento, mesmo assim vemos que ele não está estagnado. O entrosamento deles faz um bem danado à história. Em meio à investigação em que ela sempre dá 100% de sua energia, vê-lo cuidando e protegendo me fez querer vomitar arco-íris!
— Não me obrigue a rebocar seu traseiro e arrastá-lo até a cama. Estou muito cansado e pode ser que eu me veja obrigado a bater com sua cabeça na parede a caminho do quarto. Detestaria estragar a pintura.” (pág. 289)
Nesse meio tempo, uma amiga de Mavis que também está grávida e sozinha nos EUA, desaparece. Mesmo não sendo sua área de atuação, Eve não consegue negar a amiga investigar o desaparecimento e quando chega à conclusão que algo realmente ruim aconteceu, não mede esforços. Isso mostra mais uma vez como funciona o caráter de Eve. Além de não conseguir negar algo tão importante à amiga, ela dá a mesma atenção a todas as vítimas, no limite de suas forças não pára enquanto não consegue avançar em direção ao objetivo. Eu sempre fico na dúvida entre querer ser a Eve ou ser amiga dela. Que personagem fantástica. Quando finalmente consegue amarrar todas as pontas soltas, vemos uma Dallas e um Roarke mexidos, porque algo dos crimes os lembrou muito do passado traumático deles.

O livro é um passeio pela vida deles, vejo como um refresco bem-vindo na evolução da história. Que por ser tão longa, merece ser levada com cuidado. Tiro, porrada e bomba sempre pode massacrar os leitores. A essa altura, estamos no livro 23, só acompanha quem gosta da série, Nora não precisa mais provar nada para ninguém então quando ela pega leve e só desenrola a história, eu não considero ruim, principalmente porque eu sei que ainda tem muita água para rolar debaixo dessa ponte (Graças a Deus).
Quando ela se enroscou nele, deixou tudo para trás: as perguntas, as respostas, a vida e a morte. Tudo isso poderia esperar até a manhã seguinte.” (pág. 459)
Reações:

Um comentário :

  1. Ora, Nora Roberts tem sido uma escritora fantástica, sendo que eu não tenho conseguido concatenar minhas idéias corretamente para chegar à uma conclusão lógica e verossímil sobre como ela tem poder para escrever tantos livros por ano (com e sem relação à Série Mortal !). Talvez ela seja uma insone muito ativa e muito produtiva ... E todos esses comentários apaixonam-me mais por Roarke, que não vi !

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