domingo, agosto 16, 2015

Ciao!!!



Este livro causou uma confusão danada nos meus sentimentos como leitora. Fiquei incomodada com algumas escolhas da protagonista, por isso não foi uma leitura tão divertida para mim.
Preparem-se para momento blogueira-em-modo-chatinho-enjoadinho-etc.

Lições do desejo – Madeline Hunter – Arqueiro (Os Rothwells 2)
(Lessons of desire - 2007 – Bantam Books)
Personagens: Phaedra Blair e Elliot Rothwell

Elliot era o caçula dos Rothwell, o acadêmico e o que passara muito tempo com a mãe. E justamente para não reavivar fofocas sobre o casamento dos pais, ele foi incumbido pelo irmão mais velho, Christian, de descobrir o responsável por uma biografia repleta de comentários sobre indiscrições de várias pessoas da política e aristocracia inglesa. O problema era que a herdeira, filha e editora do autor do livro era a incomum e independente, Phaedra Blair. Ela não aceitaria suborno nem pressão. Só tiraria do manuscrito do pai aquilo que fosse comprovadamente mentira. Apesar do choque de opiniões ao modo de vida, alguns desdobramentos vão “atar” os dois muito mais do que poderiam prever.

Comentários:


"Eu disse: ajoelhem-se! Assim não é mais simples. Não é este o estado natural de vocês? A verdade não dita da humanidade é que ela anseia por submissão. O brilhante fascínio da liberdade diminui sua alegria de viver, numa confusão louca por poder, por identidade. A humanidade foi feita para ser dominada. No final, sempre se ajoelharão".
(Discurso do Loki, em um momento diva-vou-dominar Midgard em Stuttgart em The Avengers)

- Esta foi uma das vantagens deste livro. Ao longo da leitura, despertou a memória afetiva do discurso do meu príncipe traumatizado, megalomaníaco e sociopata favorito da Marvel (sim, no áudio original em Inglês – meu fanatismo já passou deste nível há muito tempo). É o melhor resumo para esta história complicada de duas personalidades fortes, inteligentes e determinadas a manter o seu ponto de vista e modo de vida.

- Confesso que, a princípio, não vi amor de um pelo outro. Vi desejo de ambos. Mais tarde, percebi a paixão nele. E até o final do livro fiquei pouco convencida porque na ficção e na vida real, a gente sabe que nem sempre química, ousadia e alegria entre quatro paredes garante felicidade nas outras áreas do relacionamento. Também me irritou a forma tão pouco inteligente como Phaedra usava as lições que aprendeu com a mãe, a visionária, intelectual e defensora do amor livre, Artemis Blair. Acredito que é uma demonstração de inteligência não se colocar em risco, nem comprar brigas desnecessárias. O modo como Phaedra vivia a transformava em uma vidraça ambulante, praticamente uma Geni na sociedade hipócrita que ela vivia (e que atualmente diz que mudou na teoria, mas na prática ainda é extremamente fechada).

- A viagem a Nápoles tinha um propósito investigativo para Phaedra. Ela queria apurar informações sobre um possível amante da mãe, o último, que teria causado uma desilusão que pode tê-la levado à morte. E foi justamente longe de casa, onde era considerada excêntrica e estranha, que ela se meteu em confusão. Sério que uma mente brilhante (que aliás é o significado do nome dela) acha que vai chegar e com argumentos lógicos convencer os homens que mandavam em um sistema patriarcal e machista? Ah, jura? Ela termina “salva sob protesto porque não dependia de um homem para validar seu direito de existir, ir e vir” por Elliot. Nos desdobramentos da viagem, o que ela faz? Arruma outra encrenca e as consequências – que batem de frente com tudo que ela aprendeu e prega – a desagradam profundamente. Porque a mantém sob a guarda – sob o “poder”, como ela enxerga – de um homem. Elliot. E por mais que ela o desejasse, porque ele era bonito e culto, logo se revelaria como todos os integrantes da espécie masculina: se cedesse, ele a consideraria mais uma de suas posses, para dispor como bem entendesse.

- Elliot tinha sido testemunha do que o amor foi capaz de fazer com os pais, que viveram separados justamente por causa dos efeitos deste sentimento. Ao contrário dos irmãos mais velhos, que permaneceram com o frio e inflexível marquês, ele conviveu mais com a mãe. Ele queria evitar que uma insinuação que constava nas memórias do pai de Phaedra reacendesse fofocas sobre o casamento dos pais, para poupar o sofrimento dele e dos irmãos diante de questionamentos que não poderiam ser esclarecidos já que o pai e a mãe estavam mortos. Mas sem comprovar que o trecho era mentira, Phaedra não consentiria na retirada.

- Então, temos Phaedra querendo saber sobre a mãe; Elliot agindo em nome dele e dos irmãos para preservar o conturbado casamento dos pais; os dois se sentindo e aproveitando a grande atração entre eles; Phaedra querendo que ele aceite o amor livre e, ao mesmo tempo, não confia que ele seria capaz de respeitá-la; Elliot querendo que ela entendesse que a liberdade poderia ser experimentada de outras formas, não apenas como aprendeu desde criança.

- Apesar da dinâmica interessante e do real afeto entre os irmãos (algo extensivo à Alexia, que entrou para a família no primeiro livro) e das evidências de como o casamento dos pais criou um hábito de isolamento mental nos três, este livro não foi uma leitura que me agradou. Sinceramente, achei arrastado o circulo vicioso “temos tesão um pelo outro-mas nossos modos de vida são conflitantes-não vou mudar por você-não confio que você me respeite como sou-mas não consigo resistir à atração-vamos desfrutar da amizade sem compromissos-bla bla bla”, fiquei estressada com as imprudências de Phaedra (Sério: murro em ponta de faca não é inteligente. Há outras estratégias possíveis, que dispensam confusões inúteis e desgastantes) e o fato de cada qual estar submisso a uma falsa liberdade vendida pela forma como vive. Ou seja, Loki, o revoltado e chateado príncipe de Asgard que quer um trono, foi direto ao ponto no ataque a Stuttgart. E ele nem leu o livro.

Vamos ver se a série melhora no próximo livro com a redenção de Rosalyn Longworth após as desgraças que atingiram a família dela na primeira trama. E ainda aguardo mais sobre Christian.

Série Os Rothwells
1. As regras da sedução – The rules of seduction Alexia Welbourne e Hayden Rothwell
2. Lições do desejo - Lessons of desire – Phaedra Blair e Elliot Rothwell
3. Jogos do prazerSecrets of surrender - Roselyn Longworth e Kyle Bradwell
4. Segredos de um pecador - The sins ofLord Easterbrook - Leona Montgomery e Christian Rothwell, marquês de Easterbrook


Bacci!!!


Beta
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Um comentário :

  1. Ah, eu não gosto de atitudes que possam ser descritas como feministas ou machistas, que foi tudo o que vi nesses personagens mencionados, a exceção de seu herói. Uma estupidez repetir e repetir que "não precisa ser salva por um homem" quando foi isso mesmo que precisou acontecer graças a imprudência de sua heroína ! Eu fiquei estressada com essa postagem graças a essa heroína covarde e mesquinha !!!

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