sábado, julho 18, 2015

Ciao!!!



Sabe o livro que aparece na hora certa na sua vida?
Então, dei uma sorte danada, porque eu precisava de um livro como “Corra, Abby, Corra” para me divertir.
Afinal de contas, nada melhor que uma mulher inglesa de Chicklit para fazer qualquer pessoa se sentir normal  ;)

Corra, Abby, corra – Jane Costello – Record
(Girl on the run - 2011)
Personagens: Abby Rogers, a empresa, o clube de corrida, etc. etc.

A vida de Abby tinha caído em uma rotina: muita correria para conseguir mais clientes para a empresa de web design, alimentação longe de ser a adequada e nada de relacionamentos. Como se não bastasse, ela ainda atropelou e estragou a moto de um desconhecido. A melhor amiga, Jess, vivia incentivando que ela adotasse práticas saudáveis e se juntasse no clube da corrida. Usou como incentivo um amigo lindo, Oliver, o Doutor Sexy. No entanto, após uma das funcionárias e amigas ser diagnosticada com uma doença crônica, Abby se anima a correr para arrecadar dinheiro, o que a aproxima de um estilo de vida longe do que ela conhece.

Comentários:

- É o segundo livro que leio da autora e confesso, se tornou o meu favorito. Terminei envolta em uma enorme sensação de felicidade pós-leitura tão grande que só conseguia comemorar ter acertado na escolha. É que eu fiquei em dúvida entre ele e outros dois, aí consultei o Goodreads e me decidi pelo que tinha a nota mais alta. Ponto para o Goodreads pela ótima indicação.

- Sim, estamos mais uma vez no reino ensandecido da Chicklit britânica. Onde as mulheres estão em uma vibe tão maluca que torna a vida de qualquer um uma delícia de normal. Abby Rogers é uma empreendedora de Liverpool, abriu a própria empresa de web design, tinha outros três funcionários, Priya, Matt e Heidi. Em mais um dia comum, ou seja, com muito para fazer em pouco tempo, enquanto comia, ela dirigia, memorizava uma apresentação e estacionava o carro. Chance de isso dar certo? Claro que o resultado foi um motociclista atingido e uma moto destruída. Um beijo inesperado e uma conta de mil libras para pagar.

- Mas vida de mulher moderna inclui a melhor amiga casada e na felicidade padrão tentando arrumar um marido a todo custo para a amiga solteira. Abby também não escapou. Jess, a “louca por corrida e exercícios”, casada com Adam, mãe de dois filhos, está convencida de que seria bom para Abby ter um relacionamento para distrair a cabeça de todo o esforço investido na montagem e funcionamento da empresa. Desta vez, ela apresentou Oliver, médico e também corredor. Aparentemente, mesmo com alguns acidentezinhos de percurso, houve o interesse entre eles.  

- Até que uma notícia muda tudo. Heidi, a colaboradora supereficiente revela aos amigos que recebeu o diagnóstico de esclerose múltipla. Aos 23 anos. Isso deixa os amigos consternados e mobilizados. Surge a ideia de chamar a atenção para a necessidade de estudo da doença e então Abby decide correr para levantar recursos para isso.

- Sim, Abby, a sedentária com uma dieta de fazer os saudáveis chorarem rios de desespero, havia decidido se unir a Jess no clube da corrida para impressionar Oliver. Para surpresa dela, reencontrou no grupo Tom, o motociclista vítima de sua vibe multitarefas ao volante. E no geral, a experiência foi um desastre. No entanto, por causa de Heidi, ela decidiu que se prepararia, ganharia condicionamento físico e voltaria ao clube na preparação adequada. A meta: correr uma prova para arrecadar os donativos.

- Neste meio tempo, enfrenta a situação envolvendo o divórcio dos pais que, mesmo tantos anos depois, ainda se amam. Acompanha uma situação de traição que, se fosse comigo, não teria o mesmo desfecho do livro. Desenvolve uma amizade inesperada que rende muito mais que ela poderia imaginar. E entende, com a doença da amiga, que não podemos desperdiçar tempo na vida.

- O livro tem um humor na dose certa, sem excessos. Abby passa por situações possíveis com qualquer pessoa atualmente: aquele estágio de indefinição diante de um novo relacionamento, uma atração meio inexplicável por outra pessoa, querer se desdobrar em várias para dar conta de trabalho, emprego e vida pessoal. Abby é naturalmente uma otimista, atrapalhada, amiga leal, humana. A construção da trama, com todos os erros que ela comete, especialmente os querendo acertar, com os micos que ela paga (chorei de rir com a cena que envolve os M&M. E sem comentários sobre o caso do táxi), como as vezes em que chuta a dieta pra lua, tudo funciona. É uma trama onde os personagens e as situações sem encaixam. A história é agradável, divertida, do tipo que se você vestir a camisa não vai largar até terminar. É normal. Foi o que ocorreu comigo.

- Ah, claro. O fato do motociclista chamar Tom, ser britânico e maravilhosamente lindo não teve nada a ver com meu julgamento do personagem, tá? Ok, admito: contribuiu para a escolha do livro (foi uma das informações aleatórias que descobri enquanto pesquisava sobre ele no Goodreads, tomando cuidado para não ler spoilers) porque fiz uma associação rápida e imediata.

Bastidores de The Night Manager, minissérie da BBC...

Sim, não tenho jeito. Mas isso não é novidade, né?


Bacci!!!

Beta
Reações:

Um comentário :

  1. Pelos deuses: eu não gosto de correr desde que comecei a fazer aulas de educação física em minha vida ! Eu corri bastante brincando de esconde-esconde e pega-pega quando era menininha e de queimada quando era jovenzinha mas não criei gosto por correr. Entretanto essa personagem cativou-me, dando oportunidades ao seu romance em minha lista. Oh, eu adorei essa foto, senhorita sem jeito mesmo !!! Muito linda !!!

    ResponderExcluir