sexta-feira, junho 12, 2015

Ciao!!!





Ok, eu confesso: virei leitora-tiete de tudo que o David Levithan escreve. Dos livros metafóricos, dos descaradamente românticos e das parcerias com outros autores. Não tinha esperanças de encontrar este livro, mas um dia, perto do meu aniversário, topei com ele. E como aprendi a não deixar as oportunidades escaparem, comprei e tratei de acrescentar na minha extensa lista de “para ler”. Aí, ele deu um jeito de furar a fila. Por isso, está aqui.

Nick & Norah: uma noite de amor e música – Rachel Cohn e David Levithan – Galera Record
(Nick & Norah’s infinite playlist - 2006)
Personagens: Norah Silverberg e Nick O’Leary

Norah e Nick se conheceram meio por acaso. Norah sabia sobre Nick. Nick nunca a tinha visto antes. Ambos se viram após um show da banda dele. Então uma decisão impulsiva o fez pedir para ela ser namorada dele por cinco minutos. Isso rendeu uma noite inteira por bares, ruas e pontos de Nova York para exorcismo de ex, traumas, conversas, músicas, confusões, encontros, desencontros e reencontros.

Comentários:

- Nick era apaixonado por Tris que o havia dispensado. Ele ainda estava na fossa durante a apresentação da banda queercore onde era o baixista não-gay. Naquela noite que ele não sabia, mas não teria fim. Ao perceber a ex-namorada (com o novo acompanhante) no mesmo local teve um rompante de pedir a uma garota para fingir ser sua namorada por 5 minutos, só para não passar recibo de que ainda estava sofrendo por Tris.

- Nick não tinha como prever, mas Norah, de certa forma, já o conhecia, de tanto ouvir as composições e músicas que ele fez para ela. Só não sabia que ele era ele quando aceitou ser a namorada por cinco minutos e logo de cara foi beijada. Mas foi o beijo. Tris foi quem se encarregou de apresentá-los ao perguntar de onde eles se conheciam (afinal de contas, elas estudavam no mesmo colégio e a garota nunca levou o namorado lá, só exibia com desdém – na visão de Norah – as composições das quais era musa inspiradora e que deixavam as outras alunas com vontade de conhecer um garoto assim). A vida dela também estava turbulenta. Após rever o namorado que a dispensou meses antes e a fez tomar algumas decisões recentes e (que ela subitamente percebeu serem) muito estúpidas, Norah queria esquecer. E Nick surgiu na vida dela estendendo a mão para uma saída, uma opção, nem que fosse pelas horas seguintes.

- Com narrações alternadas entre Nick (David Levithan) e Norah (Rachel Cohn), várias referências a músicas e bandas, temos uma jornada entre noite, madrugada e manhã seguinte de dois adolescentes que, cada qual a sua maneira, enfrenta uma encruzilhada. Nick é o romântico, que sonha com um amor, carreira na música e ainda está naquele luto de fim de relacionamento, com aquele fiapo de esperança de reconquistar a garota e um tanto desorientado por ainda não conseguir enxergar a “vida após a Tris”.

- Norah disfarça a insegurança de um relacionamento onde ela era muito dependente da opinião do parceiro para a afirmação pessoal. Tanto que estava abrindo mão de decisões importantes para o próprio futuro porque ainda queria manter um resquício de ligação com o ex. Mas o reencontro surpresa a fez encarar e assumir que era uma canoa furada. Por isso, investir neste “algo escapatório” com Nick pareceu uma boa solução. Até as complicações trazidas pela insegurança dela, falta de confiança dele, as habituais confusões da idade e alguma bebida durante a noite ampliarem os lados bom e ruim a ponto de forçá-la a entender o que realmente queria, rever opiniões sobre as pessoas e enfim, dar um rumo à vida.

- Houve momentos fofos, momentos irritantes, momentos em que achei Norah arrogante e cínica demais, ou que Nick pareceu excessivamente tolo e sentimental. No entanto, atire a primeira pedra quem nunca (especialmente aqueles que já não tem mais a desculpa do “viver a fase de incertezas da adolescência”) enfrentou estes altos e baixos da vida. Foi só uma noite, mas foi a noite que redefiniu Nick e Norah. Vale a pena ler – mesmo que seja para reconhecer o quanto você já um deles algum dia. Ah, os agradecimentos musicais são ótimos!!!!

- A partir do livro foi feito um filme (inclusive é a capa do meu livro), com o Michael Cera como Nick e a Kat Dennings (a falante Darcy dos filmes do Thor e que, dizem as más línguas, teve um breve relacionamento com o Tom Hiddleston *sim, inveja detected mode on turbo*) como a Norah. (Trailer aqui) Ainda não vi. Porque na vez em que percebi que estava passando no canal por assinatura, era em um canal dublado, sem tecla SAP. No dia que conseguir a versão legendada, assisto e comento aqui.


Bacci!!!

Beta
Reações:

Um comentário :

  1. Oh, eu teria prazer em assistir esse filme, em uma sessão de tarde, sem compromissos. Principalmente se houver uma esperança de que ambos estendam sua noite para muitos dias. Namoro foi algo que não existiu em minha adolescência. Eu era muito jovem para entendê-lo quando eu pensava em namoro e muito sem interesse nesse assunto quando recusei três pretendentes, vistos como invasão de espaço pessoal.

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