segunda-feira, abril 27, 2015

Ciao!!! 




Tentem entender: li o livro em SETE horas neste domingo.
E posso adiantar para vocês: atendeu as minhas expectativas.

No mundo da Luna – Carina Rissi – Verus
(2015)
Personagens: as peripécias de Luna Braga

Luna Lovari Braga é recém-formada em jornalismo e trabalha na Fatos&Furos como secretária à espera da grande chance, o momento em que seria descoberta e ganharia um espaço – qualquer espaço – na revista. Para isso teria que ser notada pelo chefe, Dante Montini, que não sabia o nome dela, e superar a maré ruim que estava enfrentando na vida pessoal. Por causa da crise e do ataque incisivo de uma concorrente, a revista perdeu profissionais e Luna terminou incumbida de escrever o horóscopo. E quem diria que isso tiraria do prumo a vida dela – e de um monte de gente?

Comentários:

- Li os três livros de Carina, o Procura-se um marido (o meu favorito) e o dueto Perdida-Encontrada. Por isso, já estou um tantinho acostumada com o estilo da autora: comédia romântica, humor, garota jovem em momento decisivo se depara com a tensão e as exigências do mundo adulto cruel e encontra (apoio/oposição) em amigos e um homem.

- Luna tem 25 anos e trabalha como secretária em uma revista. É jornalista formada e gostaria de ter a grande chance de trabalhar na redação, não como “menina de recados”. Após duas saídas, ela se torna incumbida de escrever o horóscopo, algo que ela ODEIA, porque, afinal de contas, quem é doido de acreditar nisso? Mas como chance é chance, vai a uma loja de produtos esotéricos, compra um baralho cigano e a partir da interpretação que faz das cartas, somada ao estilo único de escrita, cria as previsões... E para surpresa dela, que não acredita em nada disso, se torna um sucesso porque o que ela escreve, bem ou mal, acontece.

- Depois de ter sido traída pelo namorado, finalmente, Luna se interessa por alguém, leva uma rasteira do destino. Em um encontro previsto com um homem que a atraía, por uma reviravolta, ela termina encontrando outro, totalmente inesperado e imprevisto. E é com ele que surge uma “coisa” que ambos não conseguem definir e controlar. Em vários momentos, eles serão surpreendidos e confundidos por algo que não conseguem entender e, por causa disso, reagem bem, mal ou catastroficamente um ao outro.

- Estou tentando não dar spoilers, porque sabia o mínimo possível antes de ler, o que me deixou curtindo a leitura e lidando com as minhas próprias expectativas em conhecer a Luna. Ela é uma jovem que ainda está, de certa maneira, descobrindo a própria identidade (já que, por causa do histórico familiar, possui um conflito que precisava resolver) e ainda dependente da avaliação e aprovação dos outros (sim, ela surta olimpicamente ao se dar conta de que não é magra e esbelta como uma top model, mas, basta dar uma olhada ao redor para perceber que a maioria das mulheres também não é!). Sua maturidade emocional, amorosa e profissional ainda não se firmou, por isso, está sujeita ao ataque impiedoso da insegurança.

- Amei Bia e Fernando (posso contar que li todas as frases dele com sotaque?). Gostei (mas não em todo o livro. Filha, que piti foi aquele na reta final? FALA SÉRIO!) Sabrina e o "príncipe-sapo" Lúcio (ALERTA RUIVO DETECTED!!!) O povo da redação também foi legal, embora eu não conheça a dinâmica de uma publicação semanal (sou pessoa de emoções intensas, trabalho com horário de fechamento "tipo, pra ontem?") Amei Viny. Amei muito o Viny. Amei odiar o Dante e amei amar o Dante quando ele fez por merecer. Da série “meu passado me entrega” (também chamado de Carter Maguire e MacAllister Booke), quem lê o Literatura de Mulherzinha sabe que adoro o tipo “nerd” e de óculos (afinal de contas, eu uso óculos, adoro usar e detesto a solução fácil de “deixe de ser patinho feio e vire cisne usando lentes de contato”). Por isso, por causa dos encontros e desencontros da trama, eu me dividia entre ataque de corações enormes piscantes e ambulantes e a vontade de usar de modo desenfreado o tacape do Bambam para criar juízo em personagens teimosos.

- Gostei do livro, tanto quanto gostei do Procura-se um maridoComo disse lá no início, li em sete horas. Ou seja, só sosseguei quando terminei. Agora ele já foi devidamente confiscado para a pilha de #Madrehooligan. Os surtos e as inseguranças de Luna fizeram sentido para mim.  Outra coisa que aqui faz sentido: a narração em primeira pessoa. Se é "No mundo da Luna", nada mais justo que acompanhar toda a trama conduzida pelo ponto de vista dela. No entanto, talvez, para um próximo livro, porque não um narrador em terceira pessoa, pra gente ter múltiplos pontos de vista para construir o quadro? E mesmo algo que me incomodou no Encontrada, o excesso de trapalhadas da protagonista, acabou não pesando aqui. Talvez porque eu tenha simpatizado com ela porque gosto do nome, faço parte do grupo que dá uma olhada no horóscopo só para ver qual a previsão absurda do dia (tem astrólogo que detesta meu signo descaradamente, então eu ignoro) e que sabe que astrologia é coisa séria para quem convive com isso, mas muitas vezes usa os estereótipos relacionados aos 12 signos como forma de catalogar o mundo (inclusive a mim mesma e alguns personagens dos livros que leio aqui no blog) e também porque a autora atendeu a uma expectativa que eu tinha guardada lá no canto esotérico da minha mente ao escolher o signo da protagonista à beira de um ataque de nervos e também atendeu a outra que nem sabia que tinha, também nesta linha de signos de personagens. Mas para entender - ou não - isso que falei, você vai ter que ler também e tirar suas conclusões.


Bacci!!!

Beta
Reações:

Um comentário :

  1. Ora, eu adoro astrologia e amo horóscopo, principalmente após aprender - após muitos anos de ingenuidade - que tudo era muito além daquele retângulo miniatura de previsão de jornal. Eu menosprezava e sarreava esse assunto antes de descer de meu pedestal sobre ele. Eu fiquei interessada pela forma como essa personagem montou sua coluna esotérica, mesmo não acreditando e não apreciando seu tema.

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