segunda-feira, abril 20, 2015

Ciao!!!





Fiquei meio pasma quando percebi que este é o primeiro livro de Danielle Steel que coloco no Literatura de Mulherzinha. Precisei fazer um flashback para entender que li alguns dela antes de ter o blog e, como eram todos da Biblioteca Municipal, entendi porque ainda não estavam por aqui...

Bangalô 2, Hotel Beverly Hills – Danielle Steel – Record
(Bungalow 2 - 2007)
Personagens: Tanya Harris, família e amigos

Tanya Harris era uma dona de casa que escrevia contos, romances e roteiros para TV quando não estava  cuidando do marido e dos três filhos em Ross, Marin, sul da Califórnia. Foram 20 anos assim. Agora enquanto lidava com o filho entrando na faculdade e com as gêmeas às vésperas de seguir este caminho, recebeu um convite inesperado: a oportunidade de realizar o sonho de escrever um roteiro para um filme. O inconveniente é que teria que deixar a família por nove meses para trabalhar no processo de realização. Ela queria recusar. O marido a convenceu a aceitar. O fato é que a decisão mudaria a vida dela para sempre.

Comentários:

- Vou tentar não falar muito sobre a trama, então me desculpem caso não façam sentido para vocês. Faz muito tempo desde a última vez que eu li um livro da Danielle Steel. Uma coisa estranha é que eu não tinha muitas lembranças do estilo dela. Basicamente me lembrava de que ela sempre escrevia jornadas, repletas de dor e sofrimento, rumo à redenção (conclusão baseada no que me lembro de Caleidoscópio, o mais marcante dos que li). Então, se você é fã do estilo dela, não tenha medo. Vai encontrar o que espera. Se você a está reencontrando, como eu, pode estranhar algumas coisas. E se você nunca leu, fique atento.

- Temos a jornada de Tanya Harris, 42 anos, escritora e dona de casa competente, esposa do advogado Peter e mãe de Jason, que estava a caminho da faculdade e das gêmeas Megan e Molly, que estavam no último ano do ensino médio. A família, digna de comercial de margarina, tinha uma vida confortável e uma rotina fixa na pequena Ross, no Condado de Martin, ao norte de São Francisco na Califórnia. Até que Walt, agente de Tanya, liga com o convite irrecusável. Por um pagamento astronômico, ela escreveria o roteiro baseado no best-seller Mantra que seria produzido por Douglas Wayne, dirigido por Max Blum e com elenco estelar e com a promessa de um Oscar brilhando ao fim da jornada. No entanto, ela pretende recusar porque não quer se afastar da família. Termina convencida pelo marido a aceitar, com apoio de Jason e Molly e a recriminação de Megan, que se sente abandonada e não disfarça isso.

- Como toda escolha traz consequências, Tanya vai lidar com a fragilidade pelas acusações da filha; a culpa por se sentir relegando a família a um segundo plano; as profecias de que, ao conhecer os mimos de Hollywood, não se contentaria mais com a vida de dona de casa suburbana; com os mimos de Hollywood; com a exigência do emprego e com a dor de só ver a família aos fins de semana quando é possível. No entanto, calma que não estou contando o livro todo. Apenas o início; a saga de Tanya está apenas começando e iremos acompanhar tudo o que acontece nos três anos da vida dela, indo e vindo ao Bangalô 2 do Hotel Beverly Hills.

- Do que não gostei: a autora é muito repetitiva. Perdi a conta de quantas vezes ela destacou:
* as virtudes de Tanya como dona de casa, escritora, mãe de família e esposa competente e brilhante;
* quanto a oferta de Douglas Wayne era irrecusável;
* culpa, culpa, mea maxima culpa de Tanya por aceitar uma chance que poderia ser a última;
* quanto todos tinham certeza de que Tanya se deixaria seduzir pelas luzes, glamour e riqueza de Hollywood.
Sabe quando você começa a dizer ao livro “Já entendi isso, vamos evoluir?!”? Então, cheguei neste estágio. Poderia ter cortado muita lenga-lenga e ido direto ao ponto no terço inicial.

- Gostei que ela fez de Tanya uma personagem fiel à sua palavra (exceto na promessa de só fazer um roteiro, que termina quebrada como consequência da consequência de ter feito o primeiro), no entanto, não gostei que a fez praticamente uma mártir. Duvido, mas DUVIDO MESMO, que qualquer mãe aturaria o que ela ouviu de Megan sem colocar a pirralha adolescente no lugarzinho dela (#Madrehooligan ainda não leu, mas tenho certeza de que vai reclamar da criatura mimada e egoísta). Ela dedicou 20 anos da vida dela à família e no momento que surge uma chance única, ela nunca deveria se culpar por isso. Deveriam apoiar e incentivar. Claro que separação é chato e desgastante, mas ela não está indo para o outro lado do mundo. Não gostei de ver esta culpa retornar em outras oportunidades, sendo usada por ela mesma ou contra ela como desculpa ou justificativa para outras atitudes.

- No mais, o livro me fez sentir muita raiva diante da atitude de alguns personagens. Gente que acha que tem o direito de bagunçar a vida dos outros só por cobiçar alguém que não é seu. Gente que só quer se associar àqueles que considera perfeito para suas vidas. Gente que leva a vida de forma superficial, sem compromissos e magoando muito a quem diz amar. Gostei porque ela seguiu algo que a gente encontra na vida real: o happy end nem sempre está na próxima esquina, o que não nos deve impedir de tentar, quebrar a cara e continuar procurando por ele.

- Apesar de escrito há oito anos, o povo que me conhece vai entender a ironia de o meu happy end também inclui escalas na Inglaterra e em Florença. Não sei porque várias autoras estão ostentando algo que adoraria fazer na minha vida, mas ainda não foi possível...

- Links: Goodreads autora e livro; site da autora.

Bacci!!!

Beta
Reações:

2 comentários :

  1. Eu nunca li um romance escrito por Danielle Steel, que minha tia-irmã louvou sempre como uma escritora ótima. Eu imaginei estrear esta escritora por este romance, sabendo de antemão que sentirei muita raiva dessa filha egoísta. Ver sua mãe receber uma oportunidade tão excelente seria uma razão para fazer uma festa ! Eu espero que esse esposo não seja traidor de forma alguma, apesar de seu apoio ...

    ResponderExcluir
  2. Sil, pois vá se preparando para se decepcionar se decidir encarar o livro. Garanto que ele tem muita coisa desagradável, por isso que nunca comprei um romance dessa autora. De autores que são simpáticos a personagens de mau caráter já basta Manoel Carlos.

    ResponderExcluir