domingo, março 29, 2015

Ciao!!!



The Pointless Book: um livro sem noção. Iniciado por Alfie Dayes. Terminado por você.
Pensem em uma pessoa fazendo cara de “Ahn? Oi? Quê?” ao ver o livro.
Aham, esta foi a minha reação diante deste lançamento de fevereiro da Verus Editora.
Mas devo antecipar e confessar: estava em dia MUITO escorpiano.

The Pointless Book: um livro sem noção – Alfie Deyes – Verus Editora
(The Pointless Book - 2014)

Alfie Dayes é um vlogueiro inglês de 21 anos, especialista em “vídeos maluquetes e bem-humorados”. E foi com este espírito que ele criou o The Pointless Book, inspirado nas postagens do Pointless Blog, um de seus canais no Youtube. Ainda tem o bônus, nesta época de dedinhos nervosos em smartphones, de que você pode baixar um aplicativo com conteúdo exclusivo, que amplia ainda mais a proposta. 

Dentro da linha de livros interativos, a sugestão dele é se divertir fazendo coisas inesperadas, mesmo quando parecem corriqueiras.A primeira é incentivar a ler o livro fora da ordem das páginas. Então se você é uma pessoa acostumada ao estilo tradicional de ler pode se assustar. Esse não foi o meu problema. Rompi esta barreira ao ler os Mangás da Sakura da minha prima. Sem contar que o lado bagunceiro do meu ascendente geminiano já ficou felizão curtindo a ideia de bagunçar o formato óbvio de leitura.

O meu problema foi estar em dia possessivo. Do tipo “nada nem ninguém danifica o que é meu”. Este livro apresenta a proposta de rasgar páginas, cortar alguma para formar um novo objeto ou dar novo destino. É meio desesperador para pessoas como eu que sou total e completamente apaixonada por livros pra pensar em sair do quadrado “leitura, amo você, vou cuidá-lo com amor e afeto, se amassar, vai se ver comigo!”.

(Exceto se for livros para colorir. Eu não sei desenhar, nem fazer linha reta com régua, mas adoro colorir. Convoco a minha super e amada caixa de 24 cores da Faber Castell e me esqueço da vida. Aí o problema é outro. Desperta o TOC competitivo de querer colorir tudo em cinco minutos. Por isso ainda não comprei, terei um quando estiver em condições de trabalhar a paciência em curtir a jornada ao estilo off-road, com música alta e apreciando a paisagem; não no modo rock n’ roll F1, pra ser a primeira a cruzar a linha de chegada)

O principal mérito do The Pointless Book é, como o nome já indica, não se levar a sério. Dedicar um tempo a ele vai te desafiar a fazer coisas que, definitivamente, não estão na sua rotina. Tipo, virar uma página com a orelha (bem, eu não faço isso na minha rotina).  Sim, parece bobeira. Bem, é bobeira. Mas quem diz que, às vezes, um bom momento assim não faz bem? Neste mundo cada vez mais tenso e cheio de certezas, relaxar pode ajudar. Vai ser instigado a encontrar erros. Colorir lugares onde foi ou aonde quer ir. Fazer listas, listas e mais listas variadas (até tentei contar, mas não cheguei a um acordo sobre quantas são, no fim das contas). Observar a realidade ao seu redor e anotar o que viu. Tirar fotos. Criar objetos. Postar os resultados de seguir as sugestões nas redes sociais. Não é o livro que você vai passar páginas. Elas é que vão passar por você. E talvez você não fique mais inteligente, mais paciente ou mais calmo. Provavelmente dará boas risadas. Na maioria das vezes, de si mesmo. Qualquer terapeuta vai te dizer que isso – não se levar a sério demais – faz bem para a sua saúde.

Busquei orientação especializada – lembrem-se: sou a pessoa que interage com o livro de outra forma (apegada, possessiva, rosnando um “tira-a-mão-do-MEU-livro”). No caso, minha irmã que é professora de Artes. De acordo com a doutoranda (ou seja, ainda em processo de surto) Renata Oliveira Caetano, é uma tendência que apresenta livros que oferecem uma nova forma lúdica de abordar a leitura. Desta forma, a imaginação ganha novas contextualizações, formatos e expressão física, seja colorindo, escrevendo, rabiscando, rasgando, destruindo para criar algo novo e diferente do ponto de partida. Alguns livros trazem como fio condutor desta experiência alguma motivação mais clara de aprendizado, de romper o tradicional e pensar novos significados. Ela ainda não conhece The Pointless Book: um livro sem noção. Mas vai conhecer em breve! Vou tentar convencê-la a fazer o bolo de caneca do Alfie ;)

Ah, sim, não me vejo fazendo as posições da Ioga. Não sem um instrutor por perto. Nem fora do horário de atendimento do meu médico de confiança. Afinal de contas, sou a pessoa com a percepção espacial de uma bolinha de pinball e provavelmente com coordenação motora negativa (se existir esse tipo de ranking). Não preciso caçar problema, né?

Sou do tempo que a gente fazia “selfie de dedo” no próprio dedo. Era manifestação criativa, nem tinha esse nome. Se fosse com canetinha, dependendo da marca, ficava dias na mão, para desespero materno. Mas no papel não deixa de ser interessante, além de oferecer outra perspectiva. E não, não vou colocar farofa na boca e cantar “Let it go”. Posso não ter coordenação motora, mas tenho senso de ridículo de sobra. Meu eu geminiano ficaria assanhado com o desafio, mas o eu escorpiano já o subornou com alguma coisa colorida para trocar o foco.

Segundo o Goodreads, já virou série:
1. The Pointless Book - 2014
2. The Pointless Book 2 - previsto para 2015

- Links: autor falando sobre o livro no Youtube e no Facebook da editora; ajuda para baixar o aplicativo.

Bacci!!!

Beta

ps.: E como o ideal é “ler” The Pointless Book aleatoriamente, posso dar uma sugestão? Vá para a página 190 ;)
Reações:

2 comentários :

  1. Interessante, mas eu fico perguntando para mim mesma o que sobrará deste livro depois de tanto corte, rasgo, recorte, talvez colagens e dobraduras, com desenhos e pinturas. Meu pai ensinou-me que não se corta, não se marca, não se risca livro. Sequer se faz orelhas propositais para marcar páginas. Eu creio que eu não faria isso mesmo em um livro com essa proposta. Mas eis que estamos em abril, primeiro dia !

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  2. Oi Beta!!
    Ouvi falar desse livro esse fim de semana!
    Se não me engano, o autor desse livro é namorado/noivo da mega famosa youtuber inglesa Zoella!
    Bjus
    Fabi

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