sábado, março 14, 2015

Ciao!!!


Toda plebeia que se torna princesa vive um conto de fadas?
Nem sempre. Kate Hewitt parte do princípio de contar o que se passa por trás da fachada do “felizes para sempre”.

O coração que ela não conhecia - Kate Hewitt – Edição 393 (Os irmãos Diomedi 1/2)
(The prince she never knew – 2013 – Mills & Boon Modern Romance)
Personagens: Alyse Barras e príncipe Leonardo “Leo” Diomedi

Ela vivia um sonho. Ele vivia na realidade. Uma foto que deu a impressão de que eles estavam apaixonados correu o mundo vendendo um conto de fadas moderno. No entanto, durante seis anos, Alyse tinha sido a noiva por conveniência do príncipe Leo, a quem amava. Ela tinha sido informada das regras: um casamento de fachada, uma farsa de relacionamento para o público ver. Só que ela queria mais. No entanto, topou com um príncipe que não sabia se poderia atender ao pedido dela.

Comentários:

- Temos um príncipe criado para ser perfeito e inatacável publicamente. Uma forma de expiação pelos erros e excessos dos pais insensíveis, egoístas e controladores. As aparências importavam muito, se quisesse conquistar e manter o respeito do povo, que não confiava nos governantes – no caso, os pais dele. Leo não era a primeira opção para o trono de Maldinia, país localizado aos pés dos Alpes. O irmão mais velho, Alessandro, tinha dado as costas ao direito hereditário, cansado do controle dos pais. No entanto, Leo não poderia largar as responsabilidades com o povo. Nos últimos 15 anos, ele esteve se preparando para ser o próximo rei. Agora chegou o momento de ter uma princesa ao seu lado.

- Uma foto, seis anos antes, tinha criado a imagem mundial do amor entre Alyse e Leo. E a herdeira milionária se tornou a noiva do príncipe, amada pela mídia e pelo povo. E o casamento, ao invés de tranquilizá-la, a deixou em pânico. Porque ela temia estar oferecendo o que Leo não queria: sentimentos. Inclusive amor. Quebrar a dura casca que envolve o marido será uma missão dura e complicada, que pode magoá-la ainda mais e não compensar.

- Só que, quando você pensa que o livro seria o amor curando o príncipe solitário, a autora colocou uma reviravolta que envolve a noiva. Confesso que não seria a minha primeira escolha, mas no contexto da trama acaba fazendo sentido. No meio de tanta farsa, relacionamento de fachada, noivos mantidos à distância, cada qual em sua bolha, claro que a falta de comunicação causaria danos. Me estressou um pouco na reta final que a princesa não soube erguer a cabeça e mandar muita gente cuidar do próprio telhado antes de atirar pedra nos outros. Mas gostei de perceber que o príncipe encontrou um caminho, que até o surpreendeu de tão inesperado para ele mesmo, quando a situação assim o exigiu. No mais temos o amor tentando florescer em terreno espinhoso, cercado de pessoas dispostas a tudo para manter as aparências, para destruir a imagem alheia, para lucrar às custas de outras pessoas. Na narrativa de Kate Hewitt, o “felizes para sempre” esconde um mundo claustofóbico e asfixiante com o qual Leo e Alyse terão que aprender a lidar, enfrentar e viver nele.

- Agora quero achar a história de Alessandro, porque preciso que alguém dê uma lição em Alessandro e Sophia, o rei e a rainha de Maldinia. E talvez ele esteja capacitado para isso.

The Diomedi heirs (Os irmãos Diomedi)
1. O coração que ela não conheciaThe prince she never knew – Alyse Barras e príncipe Leonardo “Leo” Diomedi
2. Rainha da PaixãoA queen for the taking? – Liana Atanos e príncipe Alessandro “Sandro” Diomedi

* O Goodreads informa que o livro Kholodov’s last mistress é o segundo da série, que seria uma trilogia. No entanto, não entendi a ligação entre eles. Eu achava que era a história de Alexa, irmã de Alessandro e Leonardo, que segundo O coração que ela não conhecia, estaria noiva de um sheik, mas não achei menção a ele.


Bacci!!!


Beta
Reações:

Um comentário :

  1. Muito bom !!! Mas que romance de clima pesado, começando dessa forma sob essa premissa. Colocar rainha-mãe e rei-pai como irresponsáveis nessa história foi muito diferente de que costuma aparecer, pois são filhos que costumam ser irresponsáveis contumazes, sendo fugitivos e rebeldes. Eu fiquei com pena dessa heroína, colocada nessa enrascada por uma foto comprometedora irreal, pondo tudo a perder de vista.

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