sábado, dezembro 13, 2014

Ciao!!!




E este livro histórico de um casal incompatível, teimoso e orgulhoso ficou com a missão de encerrar a Maratona Feliz Desaniversário 2014. Nem preciso contar a satisfação de cumprir mais uma missão em prol do Literatura de Mulherzinha.

A donzela e o guerreiro – Jacqueline Navin – Clássicos Históricos Especial 52
(The maiden and the warrior – 1998 – Harlequin)
Personagens: Alayna de Avenford e Lucien de Montregnier

Alayna tinha sido forçada a um casamento, mas ficou viúva antes de ele ser consumdo. O problema é que Lucien, que venceu a batalha, não queria devolver a liberdade a ela, por considerá-la, uma peça importante para permanecer como dono de Thalsbury. Um homem arrogante que não confiava em mulheres nem dava explicações. Uma jovem mulher acostumada a ser tratada como princesa, ludibriada a um casamento e forçada a outro. Tem tudo para dar errado, a menos que ambos mudem de atitude.

Comentários:

- Dois personagens inflexíveis por causa de seus respectivos passados, forçados a conviver por causa das circunstâncias que os reuniram. Lucien está em uma jornada de vingança por uma traição que arruinou a vida como ele conhecia quando era adolescente. A etapa mais importante foi vencida: ele reconquistou Thalsbury do homem que havia conspirado para causar a morte do pai dele e o envio dele para o exílio como escravo. O problema era que o feudo vinha com uma viúva, relutante, que não reconhecia o lugar dela – de ficar calada à espera do que ele decidiria sobre o destino.

- Alayna tinha sido enganada para um casamento, escapou da consumação por ações humanas inspiradas por uma intervenção divina. E agora, com o “marido” morto, ela achou que conseguiria voltar para Londres, onde a mãe desfrutava de uma posição social que concediam a ambas alguns privilégios. Só que o novo lorde não queria libertá-la por achar que poderia usá-la na negociação política para a manutenção do feudo que tanto queria.

- Só que Lucien é um ogro, um grosso, um bárbaro, acostumado a ser obedecido e a dizer o que quer – e não admitir ponto de vista em contrário. Alayna foi mimada, protegida e está acostumada a não ter este tratamento. Descontando a falta de refinamento de um em comparação com o outro, ambos são extremamente parecidos: orgulhosos, teimosos e interessados em ter o mundo conforme o seu pensamento. Claro que Alayna leva desvantagem porque as mulheres eram vistas como posses e bens, dispostos ao bel-prazer dos homens poderosos.

- Já viu que será um longo caminho para Alayna perceber que há algo em Lucien digno de ser amado. E para Lucien desarmar os preconceitos que motivaram e guiaram a jornada de vingança e aceitar que é digno de amor e que encontrou uma mulher que percebeu isso. Só que ambos vão dar muitas cabeçadas nesta jornada, prepare-se. Agravadas pelas traições e dificuldades de um ambiente instável e de disputa por poder e prestígio. Vão haver momentos que quem lê quer esganar um, dar paulada na cuca de outro para ver se os neurônios de ambos voltam a funcionar. Mas o amor vence. Inclusive a teimosia dos amantes.

- Links: Goodreads livro (faz parte de uma série chamada March Madness - explicações no Romances in Pink) e autora.

Bacci!!!

Beta

ps.: Só para adiantar que, em 2015, não teremos Maratona Feliz Desaniversário. O motivo é que ando com muita coisa para fazer na vida off-blog e na vida de blogueira estou concentrada no Abril Imperdível ;)
Reações:

Um comentário :

  1. Oh, que peninha, sem maratona ! Eu sentirei muita falta ! Mas nunca retire sua piriguetagem de pauta senão todas e todos irão surtar ! Eu tenho esse romance em meu poder, comprado em uma remessa enorme de mais de duzentos livros, em uma de minhas caçadas pelo mercado, e sua postagem instigou-me a lê-lo em breve. Eu sugiro-lhe "Veneno de Traição", desta autora mesma, para sua apreciação !

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