quinta-feira, novembro 13, 2014

Ciao!!!




E no dia que justifica a Maratona Feliz Desaniversário, neste ano, voltada para os Históricos, eis um livro onde passei o tempo todo querendo salvar o protagonista deste bando de lunáticos impulsivos que o cerca. Foi de dar pena do moço, gente!!!

Para todo o sempre – Mary McBride – Clássicos Históricos 90
(Forever and a Day – 1995 - Harlequin)
Personagens: Linda Logan e Gideon Summerville

Ladrão que rouba ladrão... Talvez em 1884, o ditado nem existisse no Novo México, mas serve para explicar o plano da Associação dos Banqueiros. Tirar Gideon Summerville da cadeia para que ele localize e entregue o bando do primo Dwight Samuel à polícia. Para isso, ele roubaria “de comum acordo” alguns bancos. O problema é que, no primeiro roubo, ele acaba levando a filha do banqueiro, Linda, que não sabia do plano e interferiu, se algemando a Gideon para tentar evitar o roubo. E isso é só o começo da confusão...

Comentários:

- “Pelo amor de Deus, alguém entre neste livro e salve o ladrão!” foi a frase que eu mais disse ao longo da leitura deste livro. Gideon recebeu a promessa da liberdade condicional desde que participasse de um plano para a captura do bando do primo, Dwight Samuel, do qual ele fez parte antes de ser preso. Ele teria que simular uma série de roubos a bancos para atrair o grupo e propor um assalto ousado a uma agência em Santa Fé. O próprio emissário da Associação dos Banqueiros, Race Logan, afirmou que achava o plano horrível, mas tinha sido voto vencido e agora só restava a Gideon colocá-lo em prática.

- Mal sabia Race que a intuição dele estava certíssima. Em uma destas “coincidências promovidas pelo destino”, a filha dele, Linda, saiu da escola para moças no Leste sem avisar e desembarcou em Santa Fé sem anunciar e foi direto para o banco pouco antes do horário previsto para o assalto. A ideia dela era convencer o pai de que era digna de trabalhar ao lado dele. ao perceber o assalto, tenta impedir com a “genial” ideia de se algemar a Gideon, achando que assim ele devolveria os malotes e iria com ela de bom grado até a delegacia.
  



- Claro que este plano esperto não funciona, Gideon a joga no ombro e vai embora. A partir disso, que é basicamente o primeiro capítulo do livro, a trama anda e a cada momento você fica em dúvida sobre o que gostaria de fazer primeiro: se tem muita pena do coitado do Gideon ou se quer colocar juízo em Linda nem que seja à marretada (e o desespero só aumenta quando você descobre que a origem de tanta ousadia e alegria é genética). Porque tudo vira uma confusão só: Gideon não sabe que Linda é a filha do banqueiro, que saiu atrás deles disposto a matar todos os bandidos do planeta pra recuperar a filha, que por sua vez não quer ser mandada de volta se não levar o dinheiro e se tornar uma heroína diante do pai. E enquanto Gideon tenta – e não consegue – se livrar dela, continua com o plano maluco dos banqueiros e, com ela a tiracolo, fica cada vez mais próximo do bando do primo. Que está longe de ser bonzinho como ele. E com quem Gideon tem umas contas pessoais a acertar. Fiz o melhor que pude sem dar tantos detalhes, mas deu para entender por que fiquei com muita pena do pobre ladrão encrencado?

- Fica claro que o livro tinha um antecessor, porque há muitas menções da trama envolvendo os pais dela (inclusive uma das formas como Gideon a chama acaba sendo, sem ele saber, uma destas ligações). Achei o final um pouco confuso e incompleto quanto ao destino de um personagem, o que me fez suspeitar de que haveria um terceiro livro, mas não encontrei indicações.

- Não achei em Português – The fourth of forever (1994) – Kate Neely e Race Logan
- Para todo o sempre - Forever and a Day (1995) – Honey Logan e Gideon Summerville

- Links: Goodreads autora, livro; Fantastic Fiction; outros livros dela no Literatura de Mulherzinha.

Bacci!!!

Beta
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Um comentário :

  1. Um ladrão envolvido em um turbilhão tão enorme de encrencas devido a impulsividades e mal-entendidos mereceria mesmo perdão ao final dessa jornada porque poderia considerar-se purgado, caso acertasse suas contas com seu primo e tivesse sua sobrevivência assegurada ao final de seu entrevero. Ah, essa idéia de algema foi de uma estupidez ingênua em dose cavalar tripla sem precedentes !!!

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