sábado, setembro 13, 2014

Ciao!!!





Confesso: escolhi o livro do mês da Maratona Feliz Desaniversário - Históricos inspirada pelo imaginário criado pelo cinema na minha mente surtada sobre o local onde a história se passa.
Afinal de contas, os livros, filmes e documentários são o mais próximo que eu chegarei do Egito na vida.

A Rosa do Egito – Erin Yorke – Clássicos Históricos 75
(Desert Rogue – 1995 – Harlequin Books)
Personagens: Victoria Shaw e Jedediah “Jed” Kincaid

Victoria era a única herdeira de um poderoso banqueiro inglês cuja família morava em Cairo, no Egito. Estava noiva de Hayden, um funcionário do consulado, que tinha projetos de subir na carreira e socialmente. No entanto, às vésperas do casamento, ela foi sequestrada no quintal de casa. Agora confiava que o pai e o noivo liderassem o Exército em uma operação de resgate. No entanto, o noivo enviou dois homens que se detestavam: um norte-americano independente, Jed, e um comerciante egípcio, Abdul, que cobrava uma dívida dele. Jed conhecia bem o deserto e a mentalidade do povo para não cair em armadilhas. Ao mudar os planos para resgatar a refém inglesa, ele colocou o inusitado trio em um aventura pelo deserto e com consequências inesperadas.

Comentários:

- Eu no deserto? Sem chance. Com a minha lista de alergias, teria um treco sem pensar. No entanto, claro que me rendo ao fascínio que a civilização egípcia desperta e aos estereótipos que Hollywood cria por décadas na nossa mente, sendo que os meus favoritos são Os caçadores da Arca Perdida; A múmia e O retorno da Múmia (sim, sei que existem opções melhores que os dois últimos, mas gosto deles assim mesmo) e um documentário de sei lá quando da National Geography que eu vi sei lá quantas vezes na escola sobre o Egito Antigo e a necessidade de transferir um templo do lugar por causa da construção de uma hidrelétrica (se não estou enganada).

- Jed é o herói malandro, sem vergonha, extremamente inteligente e articulado. O aventureiro que sabe os perigos do deserto e, por isso, capaz de sobreviver nele. Tem que aturar o comerciante Abdul, que insiste em cobrar de Jed um prejuízo que o norte-americano jura que não tem nenhuma responsabilidade. Sabe ser charmoso e provocador, primeiro se estressa com o noivo pamonha e covarde incapaz de salvar a própria noiva porque pensa na carreira; depois se estressa com a inglesinha impertinente que não entende que ele e Abdul são tudo o que ela tem para fugir de um destino terrível para qualquer jovem mulher. Victoria é mimada, inteligente e sabe criar confusão como ninguém. O sequestro acaba sendo um ponto de virada na vida dela – que tinha um circuito definido e que a agradava: se casar com o Hayden, ter filhos e continuar como um expoente social. Em ambiente hostil, ela vai ser forçada a entender mais sobre si mesma e o que realmente quer.

- É uma diversão ler, porque a narrativa tem o pique dos filmes: casal que se detesta à primeira vista, mocinha indefesa em grande perigo, humor, perigo, aventura no deserto, resgates apoteóticos, implicância entre inglesa e norte-americano e muito bate-boca entre mocinha, mocinho e coadjuvante arrastado à força na confusão. O estilo da Erin Yorke mescla muito bem a descrição do ambiente, em seus diferentes cenários longe do padrão europeu; humor e suspense causado pelo perigo ao redor, seja na forma de outras pessoas, dos perigos do deserto e do conflito entre eles. E serve como meu pedido de desculpas porque eu achei que já tinha colocado outros livros da autora no Literatura de Mulherzinha e precisou de quase nove anos e meio para descobrir que ainda não fiz isso. Foi para a lista de “coisas a corrigir”, com certeza!

- Links: Goodreads livro e autora.

Bacci!!!

Beta
Reações:

2 comentários :

  1. Beta!!!

    A Loretta Chase tem um livro chamado "Mr. Impossible" que também se passa no Egito - o mocinho é um TDB bonachão exilado pelo pai e a mocinha é, bem, o cérebro da coisa toda... rs Muito bom esse livro - aliás, para quem gosta de personagens femininas fortes, os livros da LC são uma boa pedida. Um grupo de tradução fez a bondade de traduzir, dá pra achá-lo por aí... rs

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  2. Ora, Egito fascina-me muito também, principalmente pela mitologia riquíssima !!! Eu creio que eu adoraria ler esse romance pelo enredo que foi descrito, semeado de confusões e discussões desse trio inusitado de personagens, concordando que esse noivo foi mesmo um covarde de marca maior !!! Se ele não tivesse ido ao resgate por saber-se inapto conscientemente mas preocupado mesmo com ela pelo menos ...

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