sábado, maio 31, 2014

Ciao!!!



Sim, eu gosto dos Beatles. Um gosto que começou via meus pais, que ouviam. Ouvi CDs do meu pai, gravei pra mim. Ganhei alguns, vi filmes e pesquisei. Ajudou a entender que esse povo que se esgoela, descabela e chora por boys bands desde os Menudos até o One Direction precisa agradecer aos Beatles por ter existido. Afinal de contas, sem discutir estilo ou qualidade musical, sem a existência dos quatro garotos de Liverpool, o mercado talvez não tivesse entendido completamente a necessidade de oferecer produtos para os adolescentes e como poderiam lucrar com isso.
Por isso, esse livro é mais que perfeito para mim, né?

Love me do: 50 momentos marcantes dos Beatles – Paolo Hewitt – Verus
(Love me do: 50 Great Beatles Moments - 2012)

Para quem gosta, para quem curte e quer saber mais, para quem quer viveu e quer lembrar, este livro é uma excelente pedida. Eu sabia uma ou outra história porque já assisti ao Anthology (aliás, ainda não tenho na minha coleção). O autor elenca 50 momentos importantes – conhecidos ou não (acredito que a maioria é fato comum para quem é Beatlemaníaco, mas encanta os iniciantes e os que estão em “aprendizado”) – e conta a história da banda a partir deles. Os capítulos não são longos, a narrativa não é chata, ele simplesmente narra – você que tire as conclusões.

Apesar do livro não emitir juízo de valor, sinceramente, não dou conta da maluquice que atende pelo nome de Yoko Ono (não gostava dela, continuo não gostando e não sei se gostarei algum dia. Cisma pessoal). E confesso que não daria conta de um John Lennon na minha vida. Tão genial quanto temperamental, não tenho paciência. Meu Beatle favorito era o George Harrison (sim, a incrível fascinação pelas pessoas quietas também se manifestou aqui) que também não tinha um temperamento fácil, mesmo sendo o mais interessado em uma busca espiritual, apesar de que isso gerava conflito com o fato de ser um Beatle. E o Ringo, gente, sempre vi as pessoas definindo o Ringo como “alguém que estava ali, ao lado de gênios”, mas será que ele era tão inferior assim? O livro destaca algo que concordo: se ele fosse ruim, não teria ficado na banda. Os outros, especialmente John e Paul, se encarregariam disso.

Entender o processo criativo deles, o papel que cada um exercia na banda, os confrontos gerados pelas personalidades fortes de Lennon e McCartney que nem sempre concordaram e quase sempre competiam para ver quem fazia a canção mais bonita. O que eu mais gostei foi descobrir curiosidades que eu nem sonhava relativas à origem de algumas canções (mas não vou contar para não estragar a leitura de vocês).

Mais da metade, li em um domingo, enrolada no cobertor ouvindo o #1, CD com todas as músicas do grupo que atingiram o 1º lugar nas paradas. Melhor impossível, né? A minha relação com os Beatles é muito semelhante com a Legião Urbana, encontro em ambas as discografias músicas que podem retratar fielmente meu estado de espírito, não importa como esteja. De “She loves you”, passando por “Paperback Writer” e “Eleanor Rigby” a chegar a “Come Together”, pra citar só algumas. Tem horas que isso é muito bom, dispensa a gente caçar explicação, apenas sentir. E na minha modesta opinião, é isso que diferencia os Beatles (e a Legião) de outras bandas por aí: a capacidade de tocar o coração não importa quem e nem quando, basta ouvir.

- Links: goodreads autor e livro; matéria no Jornal O Dia; site da editora.

Beta
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Um comentário :

  1. Eu não tenho simpatia por Beatles, ou por qualquer um deles em particular, sequer tenho uma canção preferida. Eu fiquei exausta de ouvir "Imagine" em todo final de ano, mas gosto de ouvir uma canção em tom natalino, cujo nome ignoro, que costuma tocar pelas festas. Além de que eu creio que eu nunca choraria, descabelaria, esgoelaria em um espetáculo de quem quer que fosse. Histeria é enervante ! ^_^

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