domingo, maio 25, 2014

Ciao!



Lembrete pra mim: os livros Florzinha da Robyn Donald me tiram do sério. Estarei muito mais atenta nas próximas compras e, se ainda tiver algum aqui em casa, vai entrar na lista das leituras homeopáticas – com a devida distância para evitar problemas.

Esposas trocadas – Robyn Donald – Sabrina 97
(Wife in Exchange – 1979 – Mills & Boon)
Personagens: Kaara Winterbourne e don Juan de Carvallos

Kaara acabou envolvida em uma reparação de honra sem saber. Ao receber o convite para viajar para o casamento do irmão em Melindi, não podia imaginar que caminhou para uma armadilha. O irmão viajou com uma mulher prometida a outro. E don Juan de Carvallos não engoliu a ofensa – para isso, Kaara poderia se tornar amante ou esposa dele. E a jovem ficou lá, presa a um casamento sem amor...

Comentários:

- Como comprei vários Florzinha em diferentes idas ao sebo desde o ano passado e só agora comecei a ler, não sei quantos da Robyn Donald desta fase eu trouxe. Mas o fato é que, depois de Inferno em teus braços e esse Esposa Trocadas, já entendi que eles não são pra mim. Eles despertam a escorpiana irada. E só tem um ponto bom: servem para eu divulgar mais uma vez a Lei Maria da Penha.

- Qual é o meu nome, Kaara? – perguntou suavemente, apertando a mão no pescoço dela.
Durante alguns momentos, ela sentiu uma batida de tambores nos ouvidos – as batidas do seu coração que havia se descontrolado ao som daquela voz. Os lábios dele se moveram novamente, mas os olhos dela se fecharam, incapazes de se manterem abertoss. Ela não conseguia superar o rodamoinho que estava se formando em sua cabeça.
Quando pensou que estava sufocada, o aperto no pescoço se afrouxou:
- Qual é o meu nome?
- Juan – disse ela, engasgada, batendo desesperadamente com os punhos” (p.17)

- Vou gostar de domá-la – respondeu, quase gentil. – Logo virá como um cachorrinho, correndo para perto de mim quando eu assobiar, Kaara. Você é bonita, mas precisa de disciplina, como todas as pessoas nervosas e cheia de sensibilidade. Não vou acabar completamente com o seu senso de humor... a menos que você me force a isso” (p.23)

Oi?
Estão vendo como sofro pelo bem do acervo de posts do Literatura de Mulherzinha? Essa é a toada desta história. Conde de origem espanhola com muito poder em uma ilha minúscula fica irritado porque a prometida dele fugiu com outro (com a descrição acima, atire a primeira pedra quem também não tentaria fugir) e atraiu a irmã inocente do outro para vingar a honra (?!?!?!) dele. Ele agride a garota (detalhe: o uso do sufocamento como arma de coação acontece duas vezes se me lembro bem, porque me recuso a reler esse livro), se impõe usando a força e o medo, muda o plano de transformá-la em amante para esposa para que possa estender a vingança e fica estressado quando ela não se derrete como uma tola apaixonada (se ela não se casar, ele vai caçar e matar o irmão dela. Bela base para construir o amor). 

- Eles se casam, ele quer tudo dela – e o que ela não cede, ele toma (sim, ele exerce como quer e quando bem entende os direitos de marido). E quando não consegue tomar (ele não é o prof. Xavier, do X-Men, com capacidade para ler e controlar pensamentos) fica agressivo e irritado. Ah, ele se estressa por ela ter medo e não confiar nele (a cena do diário resume esse comportamento do dominador agressivo patológico). Posso com isso? Não posso. Definitivamente. E a única personagem que fala para ela sobre quanto este relacionamento é destrutivo é tratada como uma infeliz que não se adaptou aos costumes e que não serve como referência. Claro que o de sempre vai acontecer, o amor vencerá no final. Só não sei como ele apareceu ali. Deve ser milagre. Quer saber: socorro!  Muito socorro!!! Quero distância de gente assim na ficção e na vida real. Ninguém merece isso.


Bacci!!!

Beta
Reações:

3 comentários :

  1. Beta, se você odiou "Esposas trocadas" e "Inferno em teus braços", recomendo que passe longe de "A casa do lago (ou do parque, não estou bem certo)" e "Cenas de um casamento". Esses daí, além de também terem "mocinhos" autoritários e mulheres sendo coagidas ao sexo, ainda têm adultério. Ainda bem que Robyn Donald reviu seu estilo a partir dos anos 90, mas é dose ler os que ela escreveu antes.

    Abraços, Renan.

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  2. Ah, então ele ameaçou ferozmente caçar e matar seu irmão se ela não casasse com ele ! Enfim uma razão plausível para ela casar com ele depois de cair nessa armadilha terrível para uma vingança ridícula ! Mas eu não vejo como apaixonar-se por um homem assim a menos que ela fosse submissa em doses cavalares para então completar um casal dominador-submisso. Sufocamento ?! Ora, essa !!!

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  3. Detesto a Robyn Donald e depois de Chão de estrelas e inferno em seus braços, passo longe dos livros dela.

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