sábado, março 15, 2014

Ciao!!!



Não entendi essa capa...

  
Um lindo dia, fuçando aquela caixa no sebo (para quem não sabe da história: a família de uma colecionadora empacotou tudo e vendeu para o sebo. Fiz a festa das raridadas em vários garimpos lá) eu achei um Diana Palmer. Um livro da Diana Palmer que não se passa em Jacobsville. Aliás, não se passa nem nos Estados Unidos (bem, não se passa nas cidades habituais da autora da parte continental do país).
Mas, se está pensando que tem algo errado, pode tirar o pocotó da chuva...

De volta ao passado – Diana Palmer – Julia 771
(The Australian – 1993 - Silhouette)
Personagens: Priscilla Johnson e John Sterling

Priscilla sempre foi descaradamente apaixonada pelo vizinho mais velho, o fazendeiro John Sterling. No entanto, eles estavam sempre se desencontrando. Cada desencontro, mais sofrimento e rejeição para ela. Aapós estudar e se formar no Havaí, ela retornou para casa acompanhada, disposta a provar para todo mundo que John é página virada. O problema é que agora ele está disposto a impedir que ela seja bem sucedida...

- “Mais fácil aprender japonês em braile do que decidir se você dá ou não”.
Gente, este verso da música do Djavan resume este livro com uma facilidade da qual eu nunca seria capaz. Temos um casal com timing péssimo. E cada desencontro, é um trauma do tamanho do Maracanã. Porque o orgulho de ambos – dele, principalmente – é capaz de tudo para se salvar. Ao invés de falar a verdade e confessar os problemas (porque, se era amor, a gente imagina que ambos se uniriam e superariam tudo), ele opta por uma estratégia muito conhecida do estilo palmeriano: mentir para afastar. E pior: por telefone. A criatura estudava no Havaí contando as horas para se casar – já tinha até o vestido de noiva – quando ligou para conversar e ouviu o discurso arrasa-quarteirão. Porque, para John, não basta mentir, tem que arrasar a pessoa para que ela queira se mudar para outra galáxia a ter que conviver com ele.

- Então, temos um jogo de empurra-empurra, lenga-lenga entre o cara que quer, mas é orgulhoso demais para assumir e a mocinha jovem, inocente, inexperiente, que tinha sido intensamente abandonada e rejeitada. O problema é que falta história no livro. Os problemas de John – que são a motivação/desculpa (além da insegurança tamanho Godzilla dele) da forma como ele age – nunca são esclarecidos. Ao invés de sentar, fazer uma DR antológica, de lavar a roupa suja de todo o universo, ficam “quero você, mas não posso querer”, “não (admito que) quero que você me queira”, “você me humilhou”, bla bla bla. Ao invés de ambos se largarem cada um no seu quadrado, ficam dando corda para mais sofrimento. Um herói indeciso e orgulhoso e uma heroína magoada. Haja paciência.


Bacci!!!


Beta
Reações:

2 comentários :

  1. menina, agora que vc está falando, acho que tenho esse livro. Se não me engano, achei num sebo.... ou posso estar confundindo com aquele Julia Cartão Postal, "Um Verão para Amar", rs.....
    O fato é que nunca li esse livro. Pelo visto, é um dramalhão típico da titia Palmeirão, né?! rs.... Aí bateu a dúvida: Será que ele foi mutilado??? Acho que vou ler em inglês antes de ler em português.... tipo, só pra ter certeza, hehehehe!!!

    Adoro suas resenhas, morro de rir com elas, kkkkkk

    =)

    Suelen Mattos
    ______________
    ROMANTIC GIRL

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  2. Por que interessar-se tanto por uma autora que ama fazer mocinhas sofredoras que comem fermento que diabo processou e mocinhos sádicos que adoram desprezar, espezinhar, humilhar, maltratar, vingar, blá blá blá blá blá ?! Ela é um espinheiro !!!

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