sábado, dezembro 28, 2013

Ciao!!!

Capa Brasileira – Romances da Nossa Vida




Encerrando hoje as três postagens do Bianca Especial de Natal 3 Histórias 01, a história onde menos se fala de Natal, mas onde as lições dele de amar e respeitar o próximo são mais necessárias.

O guarda-costas – Elizabeth Power – Bianca Especial de Natal 3 Histórias 01
(Close Captivity – 1995 – Silhouette Books)
Personagens: Jade Napier e Kent Solomon

Jade era a socialite baladeira filha de um milionário. E estava ameaçada de sequestro por causa de um acordo pretendido pelo pai. Por isso, teve que engolir a presença de um guarda-costas desaforado que não hesitava em deixar claro o quanto reprovava tudo que ela fazia. Claro que Jade não pretende colaborar com uma companhia dessas, o que obriga Kent Solomon a tomar atitudes drásticas para mantê-la protegida.

Comentários:

- Jade era uma estrela da sociedade, perseguida pelos fotógrafos e no olho do furacão, invejada pelas mulheres e desejadas pelos homens, que se gabavam de tê-la conquistado, nem que seja por um curto período de tempo. Atualmente, vivia um relacionamento no limiar da amizade-affair com um empresário venezuelano. O primeiro encontro de Jade com aquele que viria a ser o guarda-costas mala foi no casamento da melhor amiga dela. Jade se sentiu atraída por aquele homem forte e misterioso. Até descobrir a verdade e ter raiva, porque, mais uma vez, uma decisão importante sobre a vida dela, foi tomada pelos outros, sem consultá-la. E o pior, o tal guarda-costas não disfarçava a opinião que tinha sobre ela – como se tivesse o direito de julgá-la com base em uma imagem pública. Ok, Jade não ajuda muito, ao não levar a sério as ameaças e, por pirraça, desafiar o guarda-costas (mas, cá entre nós, não teve um momento sério onde Jade parecia realmente ameaçada. O máximo que tem é uma suspeita contra um personagem, mas sem nada concreto. E se não tem a sensação de P-E-R-I-G-O, como que Jade vai levar a sério o guarda-costas mal-humorado?).

- Desta forma, o guarda-costas Kent Solomon, durão, machista e mandão, decide fazer as coisas do jeito dele: sequestra (bem, não consigo achar termo melhor) a protegida e a leva para o refúgio particular dele (e se aproveita da imagem dela, sendo visto como o mais novo caso da socialite namoradeira). Jade se viu em um barco, no interior da Inglaterra, sem carro, sem dinheiro e sem como voltar para casa. A essa altura, Kent já estava quebrando a cara (mas nunca admitiria) por ter acreditado na imagem de Jade feita pelos jornais. Descobriu que ela era uma jovem carente, que queria ser muito mais do que o papel que desempenha, mas não tem respaldo e nem incentivo familiar para isso. E como agravante, as faíscas entre os dois já estavam explodindo e só teriam uma solução, uma terapia intensa entre quatro paredes. Só que o preconceito de Kent não vai sumir de uma hora para outra e pode ser o fiel da balança contra eles.

- Resumidamente: Jade é uma personagem interessantíssima, presa a uma imagem criada sobre ela e que se tornou um monstro independente. Todos a julgavam pelo que viam nos jornais. E nem preciso dizer que revistas de fofocas e celebridades não costumam ser as fontes mais confiáveis a respeito do caráter de uma pessoa, né? Mas, por alguma razão que escapa ao meu entendimento como pessoa, como mulher e como jornalista, isso sempre influencia um ou mais personagens contra alguém na história. Jade só queria ser feliz, mas não permitiam isso e ela não conseguia ver formas de lutar contra esta expectativa. Não significa que ela deixou de sonhar que isso aconteceria – que poderia ser mais determinante na empresa da família e encontrar alguém que a amasse sem impor condições (“eu te amo, minha filha, apesar de você ser mulher”, “eu me interesso por você, apesar de tudo que a imprensa diz”, etc, etc, etc). No entanto, reforço, não dá o direito a Kent de julgá-la como ele faz – isso me irritou durante a leitura. É o caso de que Jade é tão legal que merecia alguém muito legal. E, na minha opinião de blogueira escorpiana, Kent não fez por merecê-la.

- E o livro ainda ganhou minha simpatia porque a melhor amiga de Jade se chama Roberta. Ela serve de contraponto ao estilo de vida “desregrado” da protagonista: é a boa moça que se casou por amor e está se divertindo na construção da casa e destes elementos dos primeiros momentos de um relacionamento. E sofre do mal de “se estou feliz, todos devem ser” e fica incentivando a amiga a encontrar também um happy end. Ou seja, agradeço à autora pela menção do nome, já que ele não é comum. Se quiser ver outros livros com Robertas protagonistas ou coadjuvante, clique aqui. Sim, me dei ao luxo de fazer um link sobre isso no Literatura de Mulherzinha – privilégios de Roberta blogueira, uai :)

O livro possui as seguintes histórias (que não são interligadas):
Perfume de Gardênia – Ann Charlton
Magia de Natal – Kathleen O’Brien
O guarda-costas – Elizabeth Power

- Links (em Inglês): no Fiction DB. Vale visitar o site RT Book Review, onde há uma lista de livros sobre sequestros. O site oficial da autora tem uma página para o livro.

Bacci!!!

Beta
Reações:

Um comentário :

  1. Eu continuo ficando abismada com esse fato desse pessoal nunca esclarecer coisa alguma para e/ou pela mídia, como se não soubesse falar em sua defesa. Um pouquinho de assertividade sem agressividade não faria mal algum a ninguém !!!

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