domingo, dezembro 22, 2013

Ciao!!!




Trama histórica que começa e que termina no Natal. Portanto, não haveria melhor época para falar sobre este livro, né?

Calor do Coração – Sarah Mallory – Históricos 136
(Snowbound with the notorious rake – 2011 – Mills & Boon Modern Romance)
Personagens: Rose Westerhill e sir Lawrence Dauton

Rose viajava para passar as festividades na casa de parentes, quando foi surpreendida pelo mau tempo e tomou o caminho errado, parando na porta do mais famoso libertino de Londres. Lawrence queria distância de todo mundo,dispensou os empregados e se refugiou no interior. O plano não deu certo porque ele não queria ser descortês com os viajantes prejudicados pelo tempo. Foi o pontapé de uma relação inesperada, indesejada, mas que não traria mais paz a eles...

Comentários:

- Sincertamente, me estressei profundamente com a Rose ao longo da leitura. A pessoa subiu no alto do trono da moralidade, se atreveu a fazer julgamentos sobre o modo de vida do homem que a abrigou durante a tempestade de neve. Existe uma explicação – um trauma do Natal passado – mas achei que a viúva errou na dose do julgamento. Ainda mais, porque foi rápida em julgar – com base nas informações das colunas sociais dos jornais que chegavam ao interior: se a imprensa diz, ele é o maior de todos os libertinos – e rápida em checar se a fama era verdade. Sob a promessa de ser um “idílio natalino” e ficar entre eles.

- Por alguma razão, a análise sem filtro da puxação de saco que recebeu da convidada inesperada fez com que Lawrence reavaliasse a própria vida. Em meio a isso, Lawrence se envolve em uma investigação, que o leva de volta para o interior... e ao reencontro com a mulher que o tinha em tão baixa conta e o inspirou a mudar. E mesmo assim, a Rose fica naquela indecisão: quer algo com o libertino, mas está noiva de um homem respeitável da comunidade que será um bom marido e o exemplo ideal para o filho dela. No entanto, quem a faz sentir desejo e paixão é o “libertino”, que ela não acredita que possa se regenerar. E, cá entre nós, pegamos a fase “encontrou Jesus” de Lawrence, porque em nenhum momento ele age como um libertino disposto a tudo para ter prazer e desgraçar nomes de mulheres virtuosas. O homem é um gentleman. Até agora não entendi o motivo de Lawrence insistir tanto, apesar da necessidade de ele estar presente na região, porque Rose sempre jogava os defeitos na cara dele. E dizia que não queria. Mas quando acontecia algo, não resistia. Qual é, se não quer, diga não e despacha a criatura. Seja firme. O problema é que Rose tem princípios morais de uma rocha, mas a resistência de um pudim. Aí fica difícil.

- E Lawrence não foi santo, mas deu um rumo à vida. Teve uma paciência de Jó em ser pisado, prejulgado, criticado várias vezes. Não sei se outro teria. Uma heroína mais disposta a observar e menos propensa a pensar ser dona de todas as verdades teria feito com que eu gostasse da história... Poderia ter sido uma experiência mais divertida. E tudo começa e termina no Natal, justamente a data do ano em que a gente é propenso, por bem ou por pressão do entorno, a ser mais simples, caridoso, olhar e ouvir o próximo...


Bacci!!!


Beta
Reações:

Um comentário :

  1. Ah, céus, mulher quando dana a fazer julgamentos e prejulgamentos é um arauto infernal em ação pela terra !!! Precisa-se mesmo de muita paciência para lidar com quem está sentado pelo espaldar de trono de moralidade com tanta veemência !

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