sexta-feira, dezembro 13, 2013

Ciao!!!


Confesso, estou me sentindo uma parva. Muito parva. Primeiro porque, antes de ir à Bienal, já estava namorando este livro na estante. Sei lá porque ele me chamou a atenção (geralmente o excesso de rosa me afasta, não me atrai), li a orelha (não a da contracapa – o que teria evitado o susto que levei e que já já vocês vão saber), fiquei curiosa, mas não levei. O desencontro continuou na Bienal. Aí entrei de férias, precisava de um “presente de férias” e assim ele finalmente veio para casa.

Azar o seu! – Carol Sabar – Jangada
(2013 - Jangada)
Personagens: Ana Beatriz “Bia” Guimarães e Gustavo “Guga” Vitorazzi

Se existisse uma maré de azar ou de falta de sorte, como preferir, Bia estava praticamente se afogando nela. Demitida por causa de algo que não tinha feito, atolada em dívidas, sem nenhuma perspectiva de algo vagamente semelhante a um relacionamento... Para completar, presa em meio a um tiroteio na Linha Vermelha, Bia achou que tinha chegado a hora de morrer e desabafou todas as suas frustrações em um cara que se escondeu ao lado dela. Antes que você pense que ela precisa benzer, vai com calma, é só o começo da história.

Comentários:

- Garota em crise existencial e surtando com tudo – ok. Herói daqueles de causar inveja – ok. Ambos envolvidos em situações engraçadas, constrangedoras, repletas de coincidências (não tão coincidências assim) – ok. Chance de redenção para uma heroína destrambelhada, passando por muita lavação de roupa suja, resgate do passado e definição do que ela quer da vida – ok.

- No entanto, embora tenha todos os elementos de livros que já li antes, esse tem um fator básico inédito – ele se passa na cidade onde eu nasci e moro. Embora o encontro de Bia e “O Cara” seja na Linha Vermelha, a maior parte da história acontece em Juiz de Fora. E isso me fez dar gargalhadas: o fato de ver coisas do meu dia a dia e lugares que eu conheço sendo palco de uma chick-lit foi muito legal.

- Bia é um poço de confusão. Um amor do passado ainda a assombrava, mesmo após 10 anos sem ver Guga, que foi estudar no exterior e não deu mais noticias. E ela ainda havia se desentendido com a melhor amiga, Raíssa, irmã de Guga, oito anos antes, então não teve chance mesmo de saber mais sobre ele. Isso foi o principal lamento dela quando desabafou no tiroteio: que morreria sem poder contar a Guga que ele tinha sido o único cara que ela amou (e o melhor beijo da vida dela). De alguma forma, o azar dela não foi total, os dois escaparam e, apesar de querer enfiar a cara em um buraco ao se dar conta de tudo que havia dito a um estranho, ainda contou outros problemas que estava enfrentando. E levou um susto quando ele disse que a procuraria, embora ela não tinha passado nenhum contato a ele (só se esqueceu de que estava viajando na Kombi da floricultura do pai, o que ajudaria uma pessoa realmente atenta – como “o Cara” era – a localizá-la).

- Entre idas e vindas, encontros e desencontros, levou um tempo – e um planejado e romântico “momento grande revelação” para Bia descobrir o que a gente já sabe ou intui. E é só uma chave para obrigar Bia a lidar com um monte de sentimentos e fatos que ela varreu para baixo do tapete e que, com certeza, a estavam impedindo de ser feliz. Parece fácil na teoria, nem tanto na prática. Ainda tem um longo caminho para que Bia entenda a si mesmo e o que quer. Nem vou falar tanto de Guga/”O Cara”, porque o divertido é vocês tirarem suas conclusões sobre ele, as decisões dele e o comportamento dele...

*** E foi com este livro que encerro a Maratona Feliz Desaniversário 2013. Foi uma jornada interessante, com algumas surpresas e finalmente a retirada de alguns livros da pilha. Clique aqui e veja quais foram os 13 livros escolhidos. E aguardem: em janeiro, vem aí a Maratona 2014...  

- Links: Goodreads, site da autora (tem as inspirações, uma trilha sonora e booktrailer).

Bacci!!!

Beta
Reações:

Um comentário :

  1. Oh, céus, isto parece ter sido um "reencontro às cegas " ...

    ResponderExcluir