sábado, novembro 23, 2013

Ciao!!!



A Andrea me indicou o livro falando sobre ser uma história bonitinha. Na toada em que eu estava, foi uma bênção.

A Proposta – Katie Ashley – Pandorga
(The proposition - 2012)
Personagens: Emma Richards e Aidan Fitzgerald

Emma quer um bebê. E precisava de um pai, já que o amigo gay desistiu de ser o doador do esperma. Por “azar” o mulherengo oficial da empresa soube da história e se dispôs a ajudar. Sem o compromisso de formar uma família, daria a ela o filho que ela tanto queria e ele realizaria o sonho de passar algumas noites com ela. E a partir do momento em que cada um consegue o que quer, vão ter que lidar com as consequências... que podem levar ao que eles não queriam...

Comentários.

- A proposta é uma bênção para quem está enjoada dos livros filhotes de 50 Tons (o/), chororô provocado por casal que lida com barreiras intransponíveis de saúde para ficar juntos (o/) e/ou sobrenatural (o/) ou tudo junto num livro só. A proposta lembra muito os romances de banca, mas aposto que muita gente que o comprou em livraria não vai se dar conta disso e continuar torcendo o nariz. O diferencial é a exploração que a autora pode fazer aqui das cenas íntimas do casal protagonista, muitas vezes, insinuadas e editadas nas edições que compramos nas bancas (mesmo nos mais “picantes” – com a ressalva que agora tudo ganhou título de erótico, quente, hot hot hot bla bla bla).

- Emma está perto dos 30 anos e quer desesperadamente um bebê como forma de recuperar tudo o que perdeu – o noivo e a mãe morreram com a diferença de alguns anos. Como queria evitar outra perda – a morte do noivo ainda doía – usar o melhor amigo Connor como doador de esperma parecia perfeito, até o namorado dele encrencar com tudo. Em meio ao desespero de ambos – Connor e Emma – Aidan acaba descobrindo toda a história e se oferecendo para ser o doador de esperma, desde que a concepção seja pela forma tradicional. Assim, Emma terá o bebê que deseja e Aidan terá o que deseja – e lhe foi negado – desde a festa de Natal, com o bônus da ausência de compromisso.

- Gostei da autora não achar uma desculpa-padrão para a fobia de compromisso de Aidan (alguma coisa do tipo trauma causado por coração partido), a química entre ele e Emma é de causar explosão, ele se revela um amante generoso e carinhoso, coisas que você não espera de um homem com fama de mulherengo. E ao contrário de Emma, que começa a querer demais coisas que não faziam parte do plano original, eu fiquei desconfiada de que ainda não era hora do “felizes para sempre”. Aliás, apesar do que Aidan faz, quero deixar claro que Emma foi muito ingênua achando que conseguiria redimir o protagonista fóbico de compromisso com a força do amor dela. Em muitos livros da Harlequin isso acontece em passe de mágica, vindo do além, de Nárnia, bla bla bla. Eu fiquei com a sensação de que, na reta final do livro, ela agiu movida por esta esperança e ficou chateada quando não foi correspondida. Palavra de quem volta e meia topou com este tipo de comportamento: você não muda ninguém que não queira ser mudado. A vida não é filme da Disney, Emma. E, ao vê-la com tanta expectativa, e em ambientes onde esta expectativa surgia de outras pessoas (a família dele e a família dela são sutis como elefantes com cólica numa loja de cristais), meu sexto sentido disse que alguma coisa sairia dos trilhos. E Aidan foi uma besta quadrada, ninguém o obrigou a nada, entrou nessa porque quis, surtou em boa parte por conta própria. Deveria ter deixado as coisas mais claras para Emma e ele mesmo... Emma e Aidan foram vítimas de si próprios – dos defeitos e das expectativas. Por isso, nada mais natural que serem tão perfeito um para o outro.

- E só para avisar às pessoas que sofrem como eu, aquele LIVRO 1 escrito na lombada não é à toa. A história não termina aqui. É tipo ver o filme O Senhor dos Aneis – a Sociedade do Anel sem nunca ter lido o livro e a menor ideia do que acontece depois, quando Sam e Frodo chegam ao alto de uma montanha de onde veem Mordor, e aquela coisa “E lá onde vamos chegar...” e a tela fica preta e a criatura sentada na sala de cinema com uma cara de tacho digna de nota. Yep, eu terminei o livro me sentindo a própria cara de tacho... E estou esperando pela parte 2.

- Ah, sim, TRAZEIRO não dá. Corta a onda e o tesão de quem é dono da referida parte anatômica e de quem está lendo sobre a referida parte alheia (o trauma foi tanto que eu tinha marcado a página onde está essa mutilação do Português básico, mas acabei perdendo. Quando achar de novo – infelizmente o livro não tem autocorretor, né? – acrescento aqui).  
                                                                
Série A Proposta (conforme Goodreads):
0.5 – The Party – história mais curta que conta a festa de Natal onde Aiden se encantou por Emma.
1. The Proposition – A proposta
2. The Proposal – O pedido (já em pré-venda na Saraiva – lançamento previsto para 28/11)


Bacci!!!

Beta
Reações:

2 comentários :

  1. Oi, Beta!

    Pois é. Achei um livro bonitinho e muito parecido com os nossos injustiçados livrinhos de banca. Só que com a diferença de que as coisas acontecem num ritmo mais natural, sem soluções tiradas da cartola.

    Fiquei muito fula com o final e com a atitude do Aidan, achei muito covarde o que ele fez. Aguardemos a continuação para ver se ele toma vergonha e deixa de ser bobalhão... Um cara com potencial fazendo uma coisa daquelas... Aff...

    Beijos!

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  2. Instigada. Interessada. Intrigada. São três "is" a serem investigados e saciados pela leitura desta série imediatamente porque eu fiquei muito atraída pelo jeito de cada um desse casal complicado de protagonistas. Uma viagenzinha à livraria em vista de novo !

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