sábado, outubro 12, 2013

Ciao!!!

FELIZ DIA DAS CRIANÇAS!!!






Continuando o post sobre os livros do Marcos Rey sobre Léo, Gino e Ângela, hoje temos os outros dois livros com as aventuras do trio improvisado de detetives. E já adianto, a minha história favorita abre os comentários de hoje


Um cadáver ouve rádio (1983)

Um imigrante nordestino que morava em uma obra foi assassinado e o corpo encontrado perto de um rádio ligado. A Polícia Civil tenta entender por que alguém mataria um sanfoneiro pobre, que ficou conhecido por fazer pequenos serviços no Bexiga. Léo foi chamado para reconhecer o corpo, porque o Dr. Arruda ouviu dizer que a vítima era conhecida dos Fantini. E ao saber que Boa-vida tinha sido assassinado, Léo e Gino, com ajuda de Ângela (cuja família também conhecia o morto), se uniram para ajudar a desvendar o caso.

Comentários:

- Eu adoro este livro e faz muito tempo que tinha essa ideia de reler para colocar aqui. Sei que há quem defenda que O Mistério dos Cinco Estrelas é melhor, que a trama de O Rapto do Garoto de Ouro é mais detalhada, mas eu acho que em Um cadáver ouve rádio, Marcos Rey consegue trazer à tona tudo que tem de melhor nos livros anteriores e acrescentar novos elementos. Afinal de contas, quem mataria um pobretão que vivia de bicos e de ser sanfoneiro sem fama?

- Ao contrário das histórias anteriores, onde as peças vão se encaixando, levando o trio de detetives ao desfecho do caso, aqui eles enfrentam várias dificuldades e várias vezes ameaçam desistir da investigação. Há peças que não fazem sentido, eles não conseguem imaginar um motivo para o crime e a solução é entender quem era o Boa-vida para poder descobrir quem o matou (a lógica para a solução do crime neste livro é semelhante a de outro que eu adoro do Marcos Rey, Enigma na Televisão). Como era um caso que mobilizou a família, temos outros parentes participando do andamento da investigação. Desta vez, todos eles correm algum tipo de risco: Leo não sai impune após encontrar uma evidência com um suspeito; Ângela passa perrengue atrás de uma pista e o final apoteótico coloca finalmente o Gino no centro da ação. E a releitura me fez ficar tão tensa quanto quando li a primeira vez, tamanha a capacidade do Marcos Rey em me prender na história.

- A relação entre o trio de detetives também ganha novas matizes: Léo e Ângela continuam no “quase”, embora haja demonstrações mais que evidentes de que eles se gostam. No entanto, é possível observar que Gino também está interessado em ângela, ao ponto de vetar a participação dela em uma ideia arriscada do primo, sob a alegação de “não querer colocá-la em uma situação perigosa”. Este livro destaca a amizade dos três, apesar das diferenças e a partir de suas particularidades. Os três se completam – esta é a celebração deste vivo, na caça ao assassino do sanfoneiro.


Um rosto no computador (1993)

O Emperor Park Hotel estava agitado – seria a sede do concurdo “A Garota da Capa”. Para concorrer, Camélia, uma adolescente baiana com sonhos de estrelato fugiu de casa e se juntou à uma agência de modelos. Com um tanto do “jeitinho brasileiro”, ela vence o concurso, mas desaparece enquanto fugia do tio que não a queria no concurso. Leo, a quem Camélia tinha pedido ajuda quando recebeu flores de um fã misterioso, convoca Gino e ângela para resolver o caso.

Comentários:

- Apesar de ter sido escrito 11 anos após a 1ª. história e 9 anos após a última, cronologicamente, a história de Um rosto no computador se passa 1 ano após os acontecimentos de Um cadáver ouve rádio. Léo tem 17 anos e trabalha como chefe dos bellboys do Emperor Park Hotel. Ele e Ângela estão namorando. O que causa uma certa estranheza na cronologia é o fato de Gino comprar um computador, onde ele, além das traduções, também joga xadrez. Por que isso causa estranheza? Bem, computadores pessoais não apareceram na década de 80 no Brasil. E ainda eram muito luxo quando Gino comprou.

- Como em O mistério dos cinco estrelas, o leitor tem uma ideia do responsável pelo sequestro. Neste caso, quem lê é informado dos planos do sequestrador e, ao mesmo tempo, acompanha a investigação do trio para descobrir quem era. Da mesma forma que em O Rapto do Garoto de Ouro, a gente também acompanha as reações da vítima do sequestro. E ainda como em Um cadáver ouve rádio, o culpado estava por perto para acompanhar o andamento das investigações. Mesmo assim, eu acho essa a trama mais fraca das quatro. Ou talvez seja a cisma causada pelo rancor/tristeza de ser o último livro com os personagens.

- Aqui fica gritante que Gino também se apaixonou por Ângela, mas nem ela nem Léo percebem isso. (Ok, eu admito, é outro motivo de eu não gostar da trama – Gino é tão legal, merecia gostar de alguém que o correspondesse.) E a bela Ângela (descrita assim em todos os livros) também exerce papel fundamental no desenrolar da trama (segundo ela, estava com saudades das investigações do trio) junto de Leo. Gino, como sempre, monta o quebra-cabeça com as peças encontradas pelos amigos. Enfim, esta foi a despedida dos personagens. E eu gosto de imaginar que o Léo se tornou um funcionário de alto escalão no hotel; Ângela fez algo que a deixasse feliz e Gino se tornou arquiteto e começou a remover todos os degraus do caminho dele e de outros cadeirantes.

- Linkitos: recomendo uma análise muito boa sobre os três protagonistas desta série, escrita por Guilherme Cunha para a comunidade Pirralhos que liam Marcos Rey no Orkutsobre o autor no site da Editora Ática e site oficial do Marcos Rey. No LdM, há informações sobre dois destes livros se tornarem filmes, o post sobre a Coleção Vaga-Lume, post sobre leitura e dia das crianças e a lista de algumas das minhas lembranças literárias.

Bacci!!!

Beta
Reações:

3 comentários :

  1. Ah, Beta!!!!

    Mais uma vez mexendo com o meu emocional com a Coleção Vaga Lume!!!!

    Parabéns pelo novo lay out do blog. Tá lindão demais e todo azul!!!!!

    Amei!!!!!

    Bjs!

    ResponderExcluir
  2. Ah, Beta!!!!

    Mais uma vez mexendo com o meu emocional com a Coleção Vaga Lume!!!!

    Parabéns pelo novo lay out do blog. Tá lindão demais e todo azul!!!!!

    Amei!!!!!

    Bjs!

    ResponderExcluir
  3. Oh, eu não li estes dois livros de Marcos Rey também. Como eu disse: eu não sentia interesse por mistério e suspense quando era uma leitora mirim. Mas concordo ser uma pena não haver mais livros com este trio de detetives improvisados como personagens.

    ResponderExcluir