Cap. 766 – Inocência – Jessica Steele
Ciao!!!
-
Abri a caixa!
É
a senha para a felicidade quando chego ao sebo. Sim, ainda estão desmontando
aquele acervo. E havia uma caixa ainda fechada. Fui lá, fiz a festa (e olha que
ainda tenho muito livro para ler no meu arquivo pessoal). Como sempre a curiosidade venceu,
teve um que eu li voado, mal cheguei em casa.
Inocência – Jessica Steele –
Sabrina 278
(Devil
in disguise – 1982 – Mills & Boon)
Personagens:
Clara Harper e Lazar Vardakas
Para
ajudar o irmão, Carl, que teria sofrido um acidente na Grécia, Clara aceitou
acompanhar aquele grego que tinha ido avisar à sua família. Ao chegar lá,
percebeu que tinha caído em uma armadilha: Carl era acusado de ter violentado a
irmã de Lazar Vardakas, que exigia a reparação – ela teria que se entregar a
ele para evitar que o irmão fosse violentamente punido. Só que Clara tinha sido
protegida pela família e, por causa de um trauma, morria de medo dos homens,
que não fossem os seus pai e irmãos. E a permanência na Grécia se tornou uma
corrida para provar a inocência do irmão e a luta contra o medo do anfitrião
exigir a reparação...
Comentários:
- O
“olho por olho, dente por dente” está por aí há muito tempo, a lei de talião
foi base, na Macedônia, do Código de Hamurábi. Mas, volta e meia, a gente lê
essa lógica de raciocínio nos livrinhos: nos mais antigos, nos de sheiks, nos
históricos, nos contemporâneos, nos de bilionários, nos de dominadores, nos de italianos.
O problema é que, quando a gente lê muito, pega “IRC” desta temática e precisa
ler em doses homeopáticas para não ser injusta com algumas histórias. E dentro
da temática “reparação por ofensa sofrida”, posso garantir que Inocência
me surpreendeu muito.
-
Como dito no resumo: Carl, irmão de Clara, foi acusado de ter violentado
Sophia, a irmã de Lazar. Ele foi levado para uma ilha e Lazar, ao saber da
existência de uma irmã protegida, foi atrás dela para ter a reparação do
insulto à família dele. Em uma série de circunstâncias, ele encontrou Clara sem
a habitual companhia familiar e conseguiu levá-la para a Grécia, onde ela soube
que, apenas se entregando para Lazar, evitaria que o irmão fosse violentamente
castigado. E ao ver a reação dela, de total pânico, decidiu que ela teria que
tomar a iniciativa, mas deu prazo até o fim da semana.
- Aí
eu parei com cara de “ahn?”. Porque todos os outros livros, há o ultimato, a
proposta indecente, mas o chantagista/vingador pressiona, faz de tudo para
quebrar a resistência da garota. Aqui, não. Lazar contou o que aconteceu, deu o
ultimato, mas deu a ela o poder da iniciativa. E por mais que ela desconfiasse
de que ele forçaria a situação, ele não forçou. Sério. Não era jogo dele. Ele realmente
não forçou. Então temos o período de convivência, as tentativas dela de superar
o medo (na verdade, no início do livro, já temos indícios de que ela quer mudar
isso e a convivência com um homem que não fosse alguém já conhecido e de confiança,
vai forçá-la a lidar com o passado) e ele percebendo que ela não era uma falsa
inocente (chegou a suspeitar de que ela fingia tanta modéstia e inocência
porque as moças inglesas são todas liberadas bla bla bla). E o mais incrível: ele percebeu
que ela tinha medo de homens (no princípio, achou que era medo dele, até
entender que era algo mais complicado) e soube lidar com isso, com uma
sensibilidade inacreditável em protagonistas deste tipo de livro.
- Então
temos outro ditado “A verdade vos libertará” (João 8:32). E tem muita gente
neste livro precisando de liberdade física e mental, para ter, no mínimo, a paz
consigo mesmo. Resultado: com tantos elementos que eu não esperava (como disse,
depois de ler tantas histórias assim, a gente já monta o roteiro na cabeça),
não sosseguei até ler tudo... E pensar que começou apenas com uma espiadinha
porque fiquei curiosa com o resumo. Esse florzinha é recomendado e vai para o meu
armário.
Bacci!!!

