quinta-feira, setembro 26, 2013

Ciao!!! 



- Abri a caixa!
É a senha para a felicidade quando chego ao sebo. Sim, ainda estão desmontando aquele acervo. E havia uma caixa ainda fechada. Fui lá, fiz a festa (e olha que ainda tenho muito livro para ler no meu arquivo pessoal). Como sempre a curiosidade venceu, teve um que eu li voado, mal cheguei em casa.

Inocência – Jessica Steele – Sabrina 278
(Devil in disguise – 1982 – Mills & Boon)
Personagens: Clara Harper e Lazar Vardakas

Para ajudar o irmão, Carl, que teria sofrido um acidente na Grécia, Clara aceitou acompanhar aquele grego que tinha ido avisar à sua família. Ao chegar lá, percebeu que tinha caído em uma armadilha: Carl era acusado de ter violentado a irmã de Lazar Vardakas, que exigia a reparação – ela teria que se entregar a ele para evitar que o irmão fosse violentamente punido. Só que Clara tinha sido protegida pela família e, por causa de um trauma, morria de medo dos homens, que não fossem os seus pai e irmãos. E a permanência na Grécia se tornou uma corrida para provar a inocência do irmão e a luta contra o medo do anfitrião exigir a reparação...

Comentários:

- O “olho por olho, dente por dente” está por aí há muito tempo, a lei de talião foi base, na Macedônia, do Código de Hamurábi. Mas, volta e meia, a gente lê essa lógica de raciocínio nos livrinhos: nos mais antigos, nos de sheiks, nos históricos, nos contemporâneos, nos de bilionários, nos de dominadores, nos de italianos. O problema é que, quando a gente lê muito, pega “IRC” desta temática e precisa ler em doses homeopáticas para não ser injusta com algumas histórias. E dentro da temática “reparação por ofensa sofrida”, posso garantir que Inocência me surpreendeu muito.

- Como dito no resumo: Carl, irmão de Clara, foi acusado de ter violentado Sophia, a irmã de Lazar. Ele foi levado para uma ilha e Lazar, ao saber da existência de uma irmã protegida, foi atrás dela para ter a reparação do insulto à família dele. Em uma série de circunstâncias, ele encontrou Clara sem a habitual companhia familiar e conseguiu levá-la para a Grécia, onde ela soube que, apenas se entregando para Lazar, evitaria que o irmão fosse violentamente castigado. E ao ver a reação dela, de total pânico, decidiu que ela teria que tomar a iniciativa, mas deu prazo até o fim da semana.

- Aí eu parei com cara de “ahn?”. Porque todos os outros livros, há o ultimato, a proposta indecente, mas o chantagista/vingador pressiona, faz de tudo para quebrar a resistência da garota. Aqui, não. Lazar contou o que aconteceu, deu o ultimato, mas deu a ela o poder da iniciativa. E por mais que ela desconfiasse de que ele forçaria a situação, ele não forçou. Sério. Não era jogo dele. Ele realmente não forçou. Então temos o período de convivência, as tentativas dela de superar o medo (na verdade, no início do livro, já temos indícios de que ela quer mudar isso e a convivência com um homem que não fosse alguém já conhecido e de confiança, vai forçá-la a lidar com o passado) e ele percebendo que ela não era uma falsa inocente (chegou a suspeitar de que ela fingia tanta modéstia e inocência porque as moças inglesas são todas liberadas bla bla bla). E o mais incrível: ele percebeu que ela tinha medo de homens (no princípio, achou que era medo dele, até entender que era algo mais complicado) e soube lidar com isso, com uma sensibilidade inacreditável em protagonistas deste tipo de livro.

- Então temos outro ditado “A verdade vos libertará” (João 8:32). E tem muita gente neste livro precisando de liberdade física e mental, para ter, no mínimo, a paz consigo mesmo. Resultado: com tantos elementos que eu não esperava (como disse, depois de ler tantas histórias assim, a gente já monta o roteiro na cabeça), não sosseguei até ler tudo... E pensar que começou apenas com uma espiadinha porque fiquei curiosa com o resumo. Esse florzinha é recomendado e vai para o meu armário.


Bacci!!!

Beta
Reações:

4 comentários :

  1. Este foi o primeiro livro que li em que o protagonista não é traumatizado, ele soube lidar com a situação, adorei o "mocinho"; e a garota também nada deixou a desejar, bem florzinha mesmo. Gostaria de saber como continuou as histórias dos outros personagens. Adoro seu blog!!

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  2. Quando era adolescente, adorava essa autora. Não me surpreende que você tenha gostado.

    Não me lembro dessa história e fiquei animada com a sua resenha, mas tenho medo de procurar um exemplar antigo e ao ler minha rinite selvagem se transforme em infecção das vias aéreas...

    Vou ficar na saudade...

    Beijos!

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    1. se vc tem alergia, peque o livro antigo/velho, coloque num saco plástico e deixe no congelador por no mínimo duas horas. O ar congelado neutraliza os ácaros. Boa leitura.

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  3. Uma reparação de ofensa à honra familiar ???!!! ASSIM ???!!! Plausível de outra maneira mas assim ficou um exagero cruel !!! Tadinha dessa heroína !!!

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