segunda-feira, setembro 23, 2013

Ciao!!! 




Este é mais um caso típico do “Ler demais dá nisso”. No ano passado, uma pessoa se desfez do ENORME acervo de uma parente na Banca do Vasco, um sebo onde eu praticamente moro. Comecei a garimpar algumas coisas (a vontade era trazer tudo, óbvio, mas o orçamento limitado não permitia) e este livro veio para casa. Não sei por que ele acabou na pilha que eu comecei a ler primeiro.

Enfim, durante a leitura, bateu a cisma – já li esse livro, mas não lembrava. Terminei, vim pesquisar e realmente já tinha lido: foi um dos comentados no post Oh, boy, English guys!. Como ainda foi na era dos comentários concisos, decidi aproveitar o que já fiz e detalhar aqui, na abertura do projeto Florzinhas no Literatura de Mulherzinha (de hoje – a primavera começou no domingo e é minha estação favorita - até o fim de setembro, terá um post saído do baú que eu adotei. Espero que gostem).

O gosto amargo da glória - Sally Wentworth - Sabrina 118
(Set the stars on fire - 1980 - Mills & Boon)
Personagens: Lori West e Lewis Brent

Lori estava empolgada com a oportunidade de conhecer e trabalhar na Grécia, como a protagonista do novo filme do badalado diretor Lewis Brent. Só não entendeu porque absolutamente ninguém da equipe a tratava bem. Até que descobriu ter sido vítima do rancor de um ex-companheiro de trabalho, que havia dito a todos que ela não se importava de dormir com quem fosse para subir na vida. Nenhuma das pessoas da equipe se importou em saber o lado dela. Foi relegada ao pior apartamento do prédio, ficava isolada nas refeições e tudo que ela fazia era insuficiente. E não ajudaria estar se apaixonando pelo diretor, que só exigia e fazia acusações...

Comentários:

- Este é para quem gosta de herói machão e ogro e mocinha sofredora. Com um detalhe: mocinha sofredora e lutadora. Aliás, acho que foi por causa de Lori que eu me lembrei da trama. Porque gostei dela antes e agora, nesta releitura.

- Lori era uma atriz ainda relativamente desconhecida que tinha sido escolhida para será protagonista do novo filme do importantíssimo diretor Lewis Brent. Ela não tinha sido a primeira escolha e quando chegou, a equipe já estava há um tempo em Rodes. E também não fez sentido porque estava sendo maltratada por todos. Esqueça o glamour e os mimos de estrela – toda a equipe, a começar do diretor, fez questão de deixar bem claro que ela não era bem-vinda e que eles teriam que aturá-la. Não demorou para que ela descobrisse o motivo: os boatos maldosos espalhados por um ator coadjuvante que, em outra oportunidade, ela rejeitou as cantadas dele. Com o orgulho ferido, ele se encarregou de garantir que os dias dela fossem infernais.

- Dignidade. Dá para resumir assim a saga de Lori. Atualmente alguém diria que ela foi vítima de bullying profissional, praticamente assédio moral. Tudo que eles podiam fazer para atrapalhar fizeram. Fora as ações do dia-a-dia que eram mal vistas pelo diretor: ele a viu sendo gentil com um turista e deduziu que ela era uma vagabunda; o ator principal se envolveu em uma briga em um bar à noite e o diretor a culpou (e ela estava longe do local da confusão, apenas encontrou o colega ferido e tentou ajudar). Ela acreditou que se trabalhasse, se dedicasse e mostrasse talento conseguiria diminuir os boatos e, por mais que às vezes parecia que ela conseguiria, o veneno sempre estava pairando sobre ela. Lori foi muito guerreira, mesmo sabendo disso e sendo maltratada (na maior parte do livro apenas pelo diretor e justamente ter se apaixonado por ele dava um toque ainda mais trágico de crueldade), prosseguiu no trabalho superando esses e outros problemas pessoais que surgiram ao longo da jornada.

- Lewis foi um cretino. Deus me livre de gente assim. Ele teve que engolir a atriz imposta pelo produtor, acreditou nos boatos sobre ela e, cada vez que ele parecia que prestaria atenção nela, vinha o peso do boato, o ciúme e a estupidez. Estava achando a cena da praia (quando ela tem que nadar até a margem) o máximo dos absurdos até vir a sequência que envolve a discussão da cena da última gravação – top do top do top da ogrice literária. Homem mesquinho, machista e idiota. Duvidou dela o livro inteiro. Quando ela duvida dele, fica ofendido e agressivo. Sério, tenho pena de quem tem que lidar com alguém assim. Terá vaga VIP garantida no céu.

- E devo dizer que o momento diva supremo de Lori ao fazer Lewis conhecer toda a verdade foi ótimo. Tive vontade de aplaudir. Pena que ele foi seguido de um perdão a jato (tão típico) do mocinho-ogro-carrasco-tapado. Ok, entendo. Mas bem que eu queria que ele sofresse (muito) mais para compensar o que Lori teve que passar...


Bacci!!!

Beta
Reações:

2 comentários :

  1. Oi Beta! Sou colecionadora de "florzinhas" e esse é um livro que eu amo, pela Lori, porque como você disse ela foi muito lutadora e eu queria muito ver a cara o ogro quando ele ficou sabendo tudo sobre o suposto mandachuva/amante.
    Adorei!
    Bjus
    Fabi
    Um romance, um sonho...

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  2. Ah, céus, ser alvo de grosserias de uma equipe inteira de trabalho por conta de um boato maldoso sem benefício de dúvida ?! Um romance para viver muita raiva !!!

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