segunda-feira, julho 15, 2013

Ciao!!!






Como antecipei há alguns dias, o livro Will & Will estava na minha pilha de leitura. E confesso que - como não conhecia nenhum dos dois autores – o livro me surpreendeu.

Will & Will: um nome, um destino – John Green & David Levithan – Galera Record
(Will Grayson, Will Grayson – 2010)
Personagens: os amigos (nem tanto) de dois adolescentes chamados Will Grayson

Não é fácil se chamar Will Grayson. Um vive os dilemas da adolescência: qual faculdade fazer, se gosta ou não de uma garota e o fato de ser amigo do fabuloso e asfixiante Tiny Cooper. Outro lidava com uma família desfeita, a desilusão da mãe e tentava controlar a depressão. No entanto, o destino faz algo improvável: promove o encontro destes dois adolescentes. E a partir daí, nada mais será o mesmo.

Curiosidade:

- Quer sensação mais estranha do que encontrar um homônimo total (nome e sobrenome)? Eu sei, porque já passei por isso (aliás, segundo um especialista em segurança, é um milagre que eu não tenha encontrado mais antes). Dá uma sensação – um tanto humanamente egoísta – de que não somos únicos no mundo. Por mais que o homônimo não seja você, ele tem algo seu.

- Confesso que achei o início meio arrastado de ler. Só que antes dos Will Graysons se encontrarem, temos um trecho inicial onde somos apresentados a ambos, aos seus dilemas e sofrimentos. Eles não se conhecem, um nem sonha com a existência do outro, porque cada qual tem vários problemas próprios para solucionar – e já sabe, na adolescência, ganham proporções gigantescas (ok, há uma trairagem tamanho tiranossauro rex e que eu não perdoaria nem nessa nem nas próximas vidas – caso existam). A narração é em primeira pessoa, onde cada capítulo alterna o ponto de vista de um dos Will. Os estilos são muito diferentes e os temas também – uma forma de marcar a diferença entre os homônimos (mas não me pergunte qual autor é qual Will. Pelo que pesquisei, teve gente que soube diferenciar. Eu não tive a menor ideia).

- Posso garantir que, se você achou chato, vai passar a gostar. E se você gostou desde o início, vai amar de vez a partir do momento em que os dois Will se encontram. É o ponto de virada da história. Serve para ambos os personagens entenderem que não estão sozinhos no mundo e que todo mundo tem algum problema, dilema, drama para lidar. O que muda é como cada um enfrenta seus piores pesadelos e corre atrás dos próprios sonhos.

- E aí temos o personagem rouba-cenas mais fabuloso e incontrolável de todos os tempos: Tiny Cooper. O amigo gay do Will Grayson da escola Evanston, em Chicago que está brigando, escrevendo, produzindo um musical Tiny Dancer, que vai abalar as convicções de todos na escola. É grande a chance de você ter conhecido uma pessoa como ele – assumidamente gay, aparentemente bem resolvido com isso e uma pessoa excessivamente tudo: de bem com a vida, que quer que todos estejam de bem com a vida, que não para de falar. Gente, “menos” e “meio termo” é algo que ele não conhece. E confesso que, por causa dele (que me fez lembrar de alguns “Tiny Cooper” que conheci), o terço final foi uma leitura repleta de gargalhadas. Chegou uma parte que eu não conseguia parar de rir. E olha que nada é previsível nesta história – mesmo o “óbvio” vai por caminhos que você não espera...

- Não recomendo este livro para todo mundo, porque acredito que nem todos vão se deixar levar por ele. Mas se você quiser arriscar, pode valer tanto a pena para você quanto valeu para mim :)

Se quiser mais informações: tem uma aba no Facebook da editora só para ele, incluindo o booktrailer. Vale checar o site da editora, onde é possível ler o primeiro capítulo. Se quiser conferir: as avaliações do Goodreads e o site do John Green tem uma área sobre o livro (onde um comentário causou polêmica).

Bacci!!!

Beta

ps.: Só reforçando para quem ainda não sabe – não me recomendem A Culpa é das Estrelas porque não faz parte da minha lista da leitura. Passei por uma situação traumática recentemente envolvendo o tema dele e não tenho condições de ler nada sobre isso. 

ps.: E a Galera Record divulgou também um vídeo onde John Green - o próprio! - fala sobre o livro. (E sim, ele desfaz o mistério - para quem não reconheceu - de quem escreveu qual Will!!!)
Reações:

Um comentário :